terça-feira, 25 de janeiro de 2022

Top 20: Jogos que joguei em 2021 (parte 1)

Olá, povo do passado, tudo bem? 2021 foi um ano bem estranho pra mim. A pandemia continuava chata (mesmo com vacinas), e tinha demorado pra perceber o quanto eu estava carente, só e infeliz nesse período conturbado (eu até cheguei a chorar). Mas nos momentos em que estive feliz, consegui arranjar várias coisas favoritas, como desenhos favoritos, filmes favoritos e até jogos favoritos. Eu admito que sempre tive vontade de fazer listas de jogos que joguei anualmente como tradição, mas, ao invés disso, fiz listas de games antecipados, pois não achava que tinha jogado jogos suficientes pra fazer uma lista, não tinha jogado jogos que saíram no ano o suficiente ou achava que a lista não teria muita variedade. Mas agora, é a oportunidade perfeita para realizar este antigo sonho meu. Olhem para o meu passado e se divirtam! 

Lembrete: É óbvio que essa lista é baseada em opinião pessoal e apenas em jogos que joguei, se tiver algum jogo aí que você discorda da minha opinião, não comece brigas feito um imbecil. Além do mais, esta lista não é estritamente de jogos que foram  lançados em 2021, pois há jogos de várias décadas atrás (só há 2 jogos de 2021 nessa lista). 

No final de 2020 e no começo deste ano, decidi jogar Visual Novels pra superar meu preconceito com o gênero, e até que funcionou. Não se tornou um dos meus gêneros favoritos, mas acabei ganhando um respeito pelo que é. Por mais que eu tenha adquirido mais preferência pra Visual Novels Híbridas que incluam gameplay o suficiente para agradar os menos chegados ao gênero (como eu), também consegui me divertir um pouco com Visual Novels mais tradicionais. 
20: Clannad (2004-2015) 
Talvez alguns de vocês não conheçam Clannad pelo jogo, mas pela versão em Anime que é uma adaptação desse jogo. Eu acabei jogando por conta dessa versão Anime, não por conta de experiência própria, mas por causa dela ser o Anime favorito da minha irmã, e como ela gosta tanto do Anime, queria ver como era a versão original. Após várias tentativas frustradas consegui baixar o jogo pra ela por "meios alternativos" e jogar junto com ela. Por ser Visual Novel, é claro que tem foco em história, e como ela é? Basicamente, a história é sobre a vida de Tomoya Okazaki, um jovem estudante com uma vida meio problemática no seu último ano do ensino médio, e conforme o desenrolar da jogatina, interage com várias pessoas e as ajuda a resolver os seus problemas. A história é bem voltada pra Slice of Life (histórias que focam mais em coisas normais do dia a dia) e mesmo sendo um tanto quanto genérica, ainda consegue ser boa, principalmente com os personagens e os usos de comédia e tragédia. Por esses motivos, é claro que eu consigo entender como ele se tornou um dos Animes favoritos da minha irmã, mas por que ele está nessa posição baixa? Clannad foi uma baita montanha russa pra mim, uma hora  achava o roteiro bem legal e outra simplesmente achava vergonhoso, e o maior motivo, é que não tenho muita certeza sobre o que acho dele. Além dos sentimentos mistos que tive, também há dois fatores: 1: Eu ainda não terminei de assistir o Anime, mas pelo que vi, gostei um pouquinho mais, já que a presença da animação deixa os momentos mais interessantes e digeríveis do que as limitações da VN e os momentos que tinha achado meio chatos foram atenuados pra ficarem menos incômodos (eu sei que o jogo tem a história mais completa, e mesmo tendo algumas cenas legais faltando, continuei gostando); 2: Clannad é um jogo bem longo, tem 11 rotas de personagens que são bem extensas e, ainda por cima, contém um epílogo com a vida adulta do Okazaki que é desbloqueado após terminar todas as rotas, e como só terminei 2 rotas no momento em que estou escrevendo, ainda não pude desfrutar bem o que o jogo tem a oferecer. Clannad pode ter sido uma experiência meio estranha pra mim, mas ainda curti o bastante pra colocá-lo nessa lista. 

Em 2021, o meu tio me deu um PS3 de presente. Ele tinha alguns jogos na memória, mas não tinham me interessado tanto quanto os jogos que eu queria ter. Então, eu tive que me virar com alguns dos jogos que estavam na memória, e este é um deles. 
19: Marvel VS Capcom 3 (2011) 
Sim, o meu PS3 veio com a versão original de MVC3, e não a Ultimate, que é considerada superior. Marvel VS Capcom 3 traz aquela gameplay conhecida da série, com todos aqueles combos e ataques aéreos e épiléticos, mas com algumas mudanças nos botões de ataque (ao invés de 2 ou 3 botões de socos e chutes, são 3 botões de ataque fraco, médio e forte, com outro botão para arremessar os oponentes no ar), além dos sistemas introduzidos no MVC2. Ele também tem um estilo visual com gráficos cel-shading e músicas até que boas. O que o deixa nesta posição é que ele simplesmente não teve conteúdo o suficiente pra me prender. Há poucos modos Off-Line e o MVC3 também dava um foco maior no Online, que hoje não funciona e que de acordo com pessoas que jogaram na época, não era muito bom. Ele pode não ter me deixado tão engajado, mas conseguiu prender um pouco a minha atenção quando esperava conseguir os jogos de PS3 que queria.

Este é um joguinho gratuito feito no RPG Maker que a primeira vista, não parece ser grande coisa, mas acaba sendo surpreendentemente bom. 
18: Grimm's Hollow (2019) 
Grimm's Hollow é um RPG Indie gratuito feito no RPG Maker 2003 e lançado para os PCs no dia das bruxas (provavelmente por conta da sua temática de fantasmas). O jogo segue a história de Lavender, uma garota no pós-vida que acaba acordando em um local chamado Hollow. Neste local, os mortos se tornam fantasmas ou ceifadores (a Lavender se tornou uma ceifadora), e cética dessa situação, Lavender acaba fugindo. Uma hora ela acaba ouvindo que seu irmão Timmy está no Hollow, e começa a procurá-lo pra voltar pra casa. Mesma a história sendo curta, ela conseguiu ser bem coesa e concisa, abordando temas como morte e perda. A sua arte é bem atraente, com designs simples e eficientes e um grande foco na cor roxa. O seu sistema de combate segue aquele estilo de RPG por turno, mas com uma barra parecida com ATB de Chrono Trigger e ataques e esquivas com timing parecidos com Mario & Luigi, além de que ao invés de incluir equipamentos e níveis, inclui um sistema de customização de atributos e habilidades. O motivo dele estar nessa posição é que não tenho sentimentos tão fortes em relação ao jogo, ele é muito bom e faz muito bem o que faz, mas eu só gostei dele e nada além disso. Mesmo com os meus sentimentos em relação a Grimm's Hollow não serem tão fortes, ainda é um jogão.  

RPGs sofrem daquele estigma de serem muito longos, mas que tal um jogo que satiriza essa ideia, fazendo com que você resolva os conflitos em tempos absurdamente curtos? 
17: Half-Minute Hero (2009) 
Half-Minute Hero é um JRPG que satiriza várias coisas do gênero, especialmente o estigma da duração longa. O jogo tem aquela gameplay de JRPGs clássicos, mas super simplificada e com objetivos que duram 30 segundos. Falando assim, parece ruim, mas isso está longe de ser verdade, pois serve tanto para aqueles menos chegados ao gênero quanto os mais chegados, e fazer os objetivos nesse tempo é divertido e desafiador. Em todas as fases, é necessário derrotar um vilão diferente, e se achou que isso tornaria o jogo repetitivo, se enganou, pois mesmo o objetivo base sendo o mesmo, a variedade de jeitos de completar as fases e os objetivos secundários conseguem deixar cada fase bem distinta. Os seus gráficos 8-bits e suas músicas também dão aquele ar de JRPG genérico pra complementar a sátira, ainda mais com o seu roteiro maluco (outro estigma dos RPGs é a imensa quantidade de história e diálogos, mas esse aqui foca mais na jogatina, então relaxa). Ele está nesta posição por causa do resto do jogo. Pra responder a sua pergunta que você mal teve tempo de perguntar, há 4 personagens jogáveis, e o que tinha escrito, era sobre o primeiro. Os outros personagens tem gameplays baseadas em outros gêneros (como RTS e joguinhos de nave), e mesmo não sendo ruins (até conseguem ser divertidos quando você se acostuma), não combinaram tanto com a proposta do jogo e sinto que serviram pra deixar o jogo mais arrastado do que devia. Posso não ter terminado todos os modos de Half-Minute Hero, mas mesmo assim, me diverti bastante com o jogo.

Quando estava fazendo o meu Top 10 Jogos de Nintendo 64, fui procurar jogos pra jogar no emulador, mas o meu prazo era só até junho e por isso, fui jogar só jogos mais curtinhos e rápidos, pra ter tempo de zerá-los e opinar. Alguns membros da minha família já tinham jogado esse jogo, mas só fui jogá-lo nesse momento. 
16: F-Zero X (1998) 
F-Zero X é o segundo F-Zero e o primeiro a ser 3D. Os jogos de F-Zero tendem a ter uma curva de aprendizado meio exigente, e com esse não é diferente. A velocidade do jogo é um tanto quanto alta, e se você não tiver uma boa coordenação motora ou não prestar atenção, você pode acabar morrendo na pista, sim, MORRER! Não é à toa que além das corridas, também há o modo Death Race, em que  o objetivo é eliminar todos os outros 29 corredores o mais rapidamente possível. Outros aspectos elogiáveis são: o fato de ser um dos poucos jogos de Nintendo 64 que rodam nativamente a 60 FPS e as suas músicas puxadas para o Rock. Os motivos dele estar nesta posição, eu ainda não sei muito bem. Pode ser que eu ache que poderia aproveitá-lo melhor no Multiplayer ou por não ter tanta afinidade com jogos de corrida. F-Zero X não é só um ótimo jogo de uma franquia negligenciada da Nintendo, como também um dos melhores jogos de corrida que já joguei. 

Assim, como o F-Zero X, fui procurar jogos para jogar e incluir no meu top 10 do 64. Mesmo o F-Zero X sendo muito bom, ele só apareceu nas menções honrosas. Mas esses daqui, já entraram naquele Top
15: Snowboard Kids 1 (1997-98) e 2 (1999) 

Snowboard Kids é uma duologia de jogos de corrida do Nintendo 64 (o Snowboard Kids de DS não conta) publicada pela Atlus. Ela segue aquele esquema de Mario Kart, com os itens e obstáculos nas pistas, mas é meio danoso compará-la a Mario Kart, pois ela tem identidade própria. Por ser corrida de Snowboard, a aceleração e as curvas se baseiam em deslocar o peso e alinhar e teleféricos que são usados para marcar as voltas (e as brigas de quem entra primeiro nos teleféricos são meio frustrantes, mas também engraçadas). O esquema dos itens também é um pouco diferente. Os itens são divididos em caixas azuis e caixas vermelhas, as azuis são para itens mais defensivos e as vermelhas para itens mais ofensivos, mas é necessário ter dinheiro para pegar os itens das caixas, senão você pega nada. E com se consegue dinheiro? coletando nas pistas e fazendo manobras, e o dinheiro também pode ser usado para comprar novas pranchas. A minha única ressalva é que acho que os minigames não são muito divertidos, e esse problema foi corrigido na sua sequência. 
Além dos minigames mais divetidos, Snowboard Kids 2 também melhora bastante coisa. Um modo história foi acrescentado, com cenas dos personagens se metendo em confusão e vários desbloqueáveis. O sistema de manobras está melhor, pois dá pra fazer vários giros, piruetas e agarradas consecutivas. Tudo isso acrescentou a habilidade de refletir projéteis ao agarrar na hora certa e os personagens não tropeçarem mais quando não tem dinheiro pros itens. As minhas reclamações são coisas bem pequenas, como o jogo ser um pouco mais lento e não ter tantas pistas com neve. Assim com o F-Zero X, não tenho tanta certeza do motivo de estar nessa posição, mas também acho que possa ser por motivos parecidos. Snowboard Kids 1 e 2 são ótimos jogos de corrida que mereciam mais reconhecimento.

Talvez alguns de vocês se lembrem de eu ter feito uma Review de Mr Driller do PS1. Eu tinha comprado uma sequência dele em uma promoção da E-Shop, junto com Celeste e um jogo que irá aparecer na parte 2. Como eu já tinha zerado Celeste no seu ano de lançamento (2018), o outro Mr Driller está na lista. 
14: Mr Driller - Drill Land (2002-2020)  
 
Este Mr Driller tinha sido inicialmente lançado pro Gamecube em 2002 (só no Japão), mas chegou a ser relançado e localizado para Switch e PC nesses tempos (também descobri que lançou versões para PS4 e 5, e todos Xbox recentes, meses atrás). Até mesmo antes de ser localizado, eu ouvi dizer que Drill Land era um dos melhores jogos da série, e jogando entendi o porquê. Um dos problemas que essa série frequenta é que muitos dos seus jogos não tem tantos modos de jogo, e aqui em Drill Land é um pouco diferente. Por ele se passar em um parque de diversões, deu oportunidade para colocar mecânicas que modificam a fórmula nos seus modos, além de combinar com o tema, porque esses modos são caracterizados como atrações do parque (as minhas favoritas são Drindy Adventure e Horror Night House). Além dessa variedade, os seus gráficos 2D são charmosos, tem músicas boas, um Multiplayer divertido e a boa e velha jogabilidade da série. Os meus problemas com ele são a mixagem de áudio nos efeitos sonoros e o Multiplayer não ter a mesma variedade que a campanha principal. Mr Driller - Drill Land é com certeza um dos melhores Mr Drillers que já joguei. 

A minha porta de entrada para superar o meu preconceito com Visual Novels foi Danganronpa. Quando comecei a jogar o primeiro game, eu tinha adorado e isso me incentivou a tentar outros do gênero. Mas, sentia que tinha mais afinidade com Visual Novels que eram mais superficialmente semelhantes a Danganronpa (outros tipos de jogabilidade além de textos, mistérios e Deathgames), incluindo este jogo. 
13: 999 (2009-2010) 
999 foi o primeiro jogo de uma trilogia conhecida como Zero Escape. O jogo conta a história de Junpei, um estudante universitário que é sequestrado com mais 8 pessoas que foram colocadas em um navio e, nesse navio, elas são forçadas a jogar o "Jogo Nonário", um jogo de vida ou morte onde elas devem resolver Puzzles até encontrar a porta com o número 9, que é a saída do navio, em um período de 9 horas. A premissa não é só bem interessante, como também é bem executada, os mistérios a cerca da situação além de bem construídos, intrigam o jogador, incentivando a jogá-lo e rejogá-lo para descobri-los (o jogo tem 6 finais). Além disso, ele também apresenta personagens bem escritos e com personalidades únicas e realistas. O melhor é que senti que não teve nenhum personagem que o roteiro priorizava em detrimento de outros, permitindo que cada favorito de alguém tenha a sua vez de brilhar. Ele também tem uma arte atraente, músicas boas e Puzzles envolventes. Os meus problemas com ele se resumem a implementação de conceitos pseudocientíficos na narrativa e mesmo os Puzzles sendo legais, precisavam de alguns ajustes. Eu posso não tê-lo amado como muitos fãs por aí, mas 999 foi uma experiência bem legal. 

Eu sei que muitos dos que acompanham este Blog sabem do meu amor por Pokémon Snap, e uma sequência deste jogo foi lançada em 2021. 
12: New Pokémon Snap (2021) 
New Pokémon Snap é a tão aguardada sequência do clássico do 64, mas será que foi digna do Hype? O visual desse novo Snap é bem atraente, com cores muito vivas e ambientes encantadores. A vida selvagem dos Pokémons já era um motivo pra eu ter gostado do primeiro Snap e na continuação é mais impressionante ainda, já que com a tecnologia mais avançada do Switch, os Pokémons agem mais naturalmente em seus habitats do que antes e pela franquia já ter passado por 8 gerações, tem uma variedade maior, e o melhor é que ele não parece priorizar algumas gerações mais do que as outras, o que é incomum pra Pokémon (convenhamos, mesmo a 1° geração sendo icônica, é frequentemente saturada à exaustão). Tirar fotos de Pokémon continua satisfatório, mas o esquema é um pouco diferente aqui, pois o foco está mais em registrar comportamentos da vida selvagem dos Pokémon, do que simplesmente tirar foto deles, ainda assim, continua interessante. Eu gostei bastante dele, mas não tanto quanto o original por alguns motivos: O motivo menor, é que não achei a trilha sonora tão boa quanto a do primeiro, a do segundo é mais ambiental, e mesmo não sendo ruim, não é tão memorável. O motivo maior é que por ele ser mais grandioso e com mais conteúdo, acabou ficando mais cansativo de jogar, diferente do primeiro que era jogo menor. New Pokémon Snap pode não ter me envolvido tanto quanto o primeiro e mesmo com as minhas ressalvas, estou satisfeito com o jogo. 

Colocar esse jogo nessa lista é um tanto quanto inesperado, mas se bem que o meu divertimento com ele foi inesperado. 
11: Doodle Ilha dos Campeões (2021) 
Todo ano, o Google faz os Doodles, que são alterações especiais na logo, feitas para comemorar feriados, eventos ETC. Às vezes os Doodles vem com jogos, e no caso das olimpíadas de Tokyo de 2021, foi esse aqui. O jogo se passa em uma ilha, e o objetivo é vencer os 7 esportes presentes nela. A jogabilidade é basicamente uma coleção de Minigames, eles são bem simples, mas bem divertidos e não são só Minigames que tem, pois também há um mundo para explorar, que também contém sidequests (isso tudo me lembra Bomberman Land, e como sou nostálgico por Bomberman Land Touch 2, isso me deixou mais do que feliz). Tá certo que isso tudo não é tão profundo quanto vários jogos maiores por aí (inclusive os colocados anteriores), mas para os padrões de um jogo disponibilizado para navegadores, ainda mais um Doodle do Google, foi bem impressionante. Além disso, também tem gráficos de Pixel Art agradáveis, influências da mitologia e folclore japoneses e até um elemento Online de qual time você quer participar (escolhi o azul). Doodle Ilha dos Campeões pode não ser o jogo mais elaborado já feito, mas a sua simplicidade e qualidade pros padrões dos Doodle foram o suficiente para me deixar feliz. 

Como vocês leram no título, essa é a primeira parte do meu Top 20, e a segunda parte sairá no mês que vem, dessa vez, comentando sobre o 10° colocado até o 1°. Fiquem no aguardo. 

Continua...

sábado, 18 de dezembro de 2021

O que esperar de 2022?

 
Olá, povo do futuro, tudo bem? 2021 foi um ano conturbado. É basicamente a continuação de 2020 que todo mundo sabia que iria lançar, e quando lançou, foi difícil dizer se tava melhor ou pior do que seu antecessor, pois mesmo com algumas melhorias (vulgo: vacinas), a pandemia ainda continuava um tanto quanto miserável. Assim como no ano passado, eu irei colocar jogos que estou antecipando, ao invés de jogos que são antecipados pelo público Gamer em geral. Chega de enrolação, porque agora eu mostro quais são os jogos que estou aguardando! 

Eu confesso que tive vontade de jogar os Games de Bayonetta já faz um tempo. Aquele sistema de jogabilidade com combate frenético parece ser da minha praia. Eu também me interessei mais quando joguei um jogo da mesma desenvolvedora (Platinum Games), que foi Metal Gear Rising. Em uma Nintendo Direct desse ano, foi revelada a terceira empreitada que os fãs estavam esperando tanto. 

Bayonetta 3 já tinha sido revelado em um breve Trailer de anos atrás, mas foi só nesse ano que mostraram como é o jogo. Sobre a história dele não sabemos, mas isso não importa. A Gameplay ainda segue aquele estilo de ação frenética cheia de combos, mas de mecânicas novas que foram mostradas, só sabemos que será possível controlar os demônios invocados pela Bayonetta (que por sinal, continua tão sexy e fabulosa quanto antes) em batalhas contra monstros gigantes. Os gráficos apresentados podem não ser tão impressionantes, mas isso não importa pra mim, só espero que a jogabilidade seja boa e a performance aceitável (especialmente quando vi uns trechos do Trailer que me fizeram questionar se irão rodar bem no Switch). Também aparece um personagem misterioso, mas não se sabe quem ele é, ou se será um novo personagem jogável. Mesmo algumas coisas não estando claras, espero que Bayonetta 3 seja bom (não sei se será o meu primeiro Bayonetta ou se irei jogar). 

Pokémon tem sido meio controverso nesses últimos anos, e boa parte disso se deve por como a Gamefreak está lidando com as decisões de Design dos jogos. Minha relação com Pokémon ainda é um pouco complicada, mas tem se amenizado com o New Pokémon Snap, que acabei gostando. Então, tenho esperança de que esse novo Pokémon dê certo. 

Pokémon Legends Arceus é uma novo empreitada que parece se diferenciar um pouco dos Pokémons principais e será lançada em 28 de janeiro. Este jogo se passa na região de Hisui, que na verdade é a região de Sinnoh num passado distante. Como ele acontece no passado, acaba tendo uma identidade mais única em relação aos outros jogos e produtos, pois os outros Pokémon eram cercados de tecnologia ao redor, e esse se passa em tempos mais distantes, o que desperta a curiosidade em ver como eram as coisas nesse período (eu sei que nesse aqui, as Pokébolas são feitas de madeira e vapor). Diferente dos outros jogos da série principal, a jogabilidade de Legends é em tempo real, com a movimentação dos personagens sendo mais livre e solta, permitindo rolar, abaixar e pular, além da exploração dos cenários ser mais aberta do que antes (revelaram um tempo atrás que Legends não será de mundo aberto, mas não é necessário o jogo ser de mundo aberto pra ter uma exploração aberta) e tendo mais estratégia na questão de captura de Pokémon, pois eles reagem de formas diferentes em sua presença, sendo que dá pra capturar alguns sem batalhar e só batalhar com alguns quando for necessário. Claro que com a ideia mais experimental pra um Pokémon principal, Legends desperta interesse, mas também desperta um pouco de ansiedade, pois ainda não sabemos se a execução será boa. Independente se for bom ou não, espero que Pokémon Legends Arceus dê certo. 

É óbvio que pelos jogos desta lista não terem sido lançados, não podemos jogá-los para saber se serão bons, mas este aqui eu aguardo por ter gostado de jogar a sua versão Demo

Triangle Strategy é um RPG tático da Square Enix que será lançado para o Nintendo Switch em 4 de março. Ele contém um sistema de combate bem padrão para os RPGs táticos (se você jogou um Fire Emblem ou Final Fantasy Tactics já sabe o que esperar), mas que ainda é funcional e divertido para apreciadores do gênero. A história do jogo irá se passar em uma guerra entre 3 países lutando por sal e ferro, que no mundo do jogo, são recursos escassos. O atrativo do jogo (de acordo com o Marketing), é o seu sistema de escolhas. Há 3 convicções, Utilidade, Moralidade e Liberdade, e cada escolha que o jogador fizer, é baseada nessas convicções e altera o rumo da história. Ele pode não ter sido lançado, mas tenho fé nele pelo que joguei de sua Demo. 

Muitos de vocês já sabem da minha relação com Smash Bros, então não vou explicar. Mas o que irei explicar é um jogo que segue o estilo de jogabilidade de Smash com alguns diferenciais e com personagens bem famosos. 

Multiversus é um jogo de luta gratuito com personagens da Warner Bros. Por conter personagens da Warner, é claro que vai ter aquele sentimento especial em ver personagens que fazem parte do catálogo da marca, desde o Pernalonga, até os super heróis da DC (Batman, Superman ETC). O seu estilo de combate segue aquele esquema de Smash Bros, com a jogabilidade de plataforma 2D em arenas meio abertas, mas há um diferencial: a ênfase maior no trabalho em equipe; a mecânica principal de Multiversus é que cada personagem tem um especial que serve para auxiliar os seus companheiros, como o Pernalonga fazer túneis no cenário para a locomoção de seus aliados ou o Batman colocar bombas de fumaça para ocultar a presença de sua equipe. Estou interessado nele, mas não estou cegamente idolatrando (o mesmo vale pra todos os jogos dessa lista), já que tem algumas coisas que me fazem ficar com o pé atrás: 1: por ser gratuito, apesar de ser conveniente, também me deixa um pouco aflito, pois isso também dá oportunidade para enchê-lo de microtransações; 2: o foco de Multiversus é no Online e, mesmo que isso não seja necessariamente ruim, não é algo tão apropriado às minhas preferências pessoais (especialmente depois de ter parado de jogar Brawlhalla); 3: ele não está disponível no Switch e não sei o porquê, pois não parece ser um jogo que exige muito das capacidades dos consoles disponíveis. Mesmo com o meu ceticismo, ainda estou interessado no Multiversus. 

Em 2017, saiu Mario + Rabbids, um RPG tático um tanto quanto inesperado e que foi surpreendentemente bom, e terá uma sequência dele no próximo ano. 

Mario + Rabbids - Sparks of Hope traz de novo o estranho Crossover de Mario com Rabbids, mas em um novo cenário. Dessa vez, o jogo irá se passar no espaço, com os mundos do jogo sendo planetas (corrija-me se estiver errado), até incluindo Rabbids tematizados de personagens de Super Mario Galaxy pra combinar com o tema. As maiores adições pra jogabilidade foram: 1: O Level-Design será menos linear, com as áreas sendo mais abertas e até incluindo inimigos nos mapas, além dos momentos convenientes; 2: Mesmo o combate sendo em turnos, você controla os personagens sendo eles mesmos, ao invés de movê-los como peças de xadrez, com uma movimentação mais solta e incluindo elementos em tempo real, como bombas que precisam ser arremessadas a tempo antes de explodir (pra falar a verdade, essa mistura de turnos com tempo real me lembra um pouco Valkyria Chronicles). Pode ser que as informações sobre esse jogo ainda não estejam claras, mas quero que esse novo Mario + Rabbids seja tão bom quanto o primeiro. 

Pra finalizar. Vocês também já sabem do meu apego com Kirby, e mesmo que ame essa franquia, admito que os seus jogos recentes tem seguido uma fórmula meio parecida demais, e ainda não tiveram tantos jogos recentes que quebram essa fórmula. Ainda não se sabe, mas pode ser que esse novo Kirby, enfim, quebre essa fórmula. 

Kirby and the Forgotten Land parece ser um marco pra franquia, pois será o primeiro Kirby principal verdadeiramente 3D. Todos os Kirbys principais, até aqueles que tem gráficos 3D, tinham aquela jogabilidade lateral de plataforma 2D e, por muito tempo, os desenvolvedores ficaram sem ideia de como adaptar as mecânicas clássicas em um ambiente 3D. Agora parece que finalmente estão aprendendo como. As fases, além de serem 3D, são mais largas, grandes e cheias de detalhes do que antes. Provavelmente ainda será linear, mas não vejo isso como desvantagem. O jogo irá se passar em algum tipo de ilha deserta, com construções abandonadas e cercadas de natureza ao redor, e mesmo esse conceito já tendo sido usado em outras coisas, ainda achei interessante. Mesmo se a jogabilidade 3D quebrar ou não a fórmula recente, posso acabar gostando do jogo mesmo assim. 

Quais jogos você está aguardando para 2022? Tem interesse em jogar alguns destes jogos? Gostou da postagem? Comente e compartilhe nas redes sociais, feliz 2022 adiantado! (e que a pandemia acabe).

quinta-feira, 25 de novembro de 2021

Jogos que merecem ser relançados

 Olá, povo relançado, tudo bem? É comum ver relançamentos em qualquer tipo de mídia, mas em Games, o negócio é meio complicado, pois os jogos foram feitos para serem jogados nos consoles em que foram projetados, o que dificulta a preservação deste tipo de mídia. Tem vários jogos que estão presos em plataformas que não estão muito acessíveis nos dias de hoje, e seria bom relançá-los para que novos jogadores possam jogá-los (e, eventualmente, ficarem pouco acessíveis porque os novos consoles ficarão defasados, porque o tempo é cruel), e estou aqui para apresentar alguns que deviam ser relançados. Vamos lá! 

O Nintendo DS teve bastante jogo bom. Nesse ano, joguei um Game lançado pra ele que é tão bom (basicamente a ponto de se tornar um dos meus favoritos) que merecia estar mais acessível. 

Ghost Trick é um jogo de Puzzle e investigação com bastante foco narrativo lançado por volta de 2010. Em Ghost Trick, você joga com Sissel, um fantasma amnésico que está investigando os paradeiros de sua morte. Esse contexto o leva a conhecer personagens excêntricos e até conspirações. A narrativa é muito boa, mas não é só isso que o jogo tem de bom. A jogabilidade também é muito boa, não só pelos Puzzles bem feitos, mas como ela se integra bem com a história; em muitos jogos focados em história, as partes de jogatina acabam sendo mais um distração pra narrativa do que uma parte essencial, mas esse não é o caso de Ghost Trick, pois ambas as partes de história e jogatina apresentam uma quantidade razoável de tempo para que não se torne desgastante, permitindo o jogador aproveitar igualmente os Puzzles criativos e os mistérios envolventes. Por mais que o jogo seja muito bom, ele acabou não vendendo bem e como está preso ao DS, seria uma boa ideia relançá-lo para as plataformas atuais (fazer um Port seria bem de boa, pois ele não usa só a Touch Screen do DS, dá pra jogá-lo bem com os botões). Pela sua qualidade e reputação de Clássico Cult, Ghost Trick absolutamente merece ser relançado. 

Se você viu o meu Top 10 de jogos favoritos do Nintendo 64, talvez se lembre de ter visto um jogo de plataforma pouco conhecido, na quinta posição, e caso não se lembre, eu irei te fazer relembrar. 
Rocket - Robot on Wheels é um jogo de plataforma 3D que tinha sido lançado apenas pro Nintendo 64 em 1999. Rocket não vendeu bem possivelmente pelo mascote não chamar tanta atenção e por causa dos inúmeros jogos conhecidos, lançados no mesmo ano. Por trás de um jogo que não tenha chamado tanta atenção, se esconde um dos jogos de plataforma mais inventivos e bem construídos que já joguei na minha vida. Assim como muitos jogos de plataforma 3D da época, as fases são grandes e abertas com objetivos para cumprir e, assim, ganhar coletáveis para avançar para as próximas fases, mas além disso, elas se acomodam perfeitamente com as habilidades do Rocket, tem bastante variedade e o jogo nunca esquece de tirar proveito de cada habilidade. Até arrisco dizer que é um dos melhores Level-Designs que presenciei em um Game. Por estar preso no 64 e não ter outros meios acessíveis para jogá-lo além da emulação, seria muito bem-vindo um relançamento dele, mas há um porém: a desenvolvedora deste jogo (Sucker Punch) está trabalhando apenas pra Sony hoje em dia, e ela deve estar ocupada demais com o Ghost of Tsushima pra se importar em reviver um jogo pouco conhecido. Mesmo se não acontecer, relançar Rocket seria uma ótima pedida. 

Este jogo de luta é bastante famoso, e mesmo tendo vários relançamentos, muitos deles acabaram sendo perdidos com o tempo, restando pouquíssimas formas acessíveis de jogá-lo, e a comunidade dele está sedenta por um novo relançamento. 
Marvel VS Capcom 2 é o quarto jogo da série Versus da Capcom (o primeiro foi X-Men VS Street Fighter) e um dos mais icônicos. Desde seu lançamento, MVC 2 tem sido bem aclamado por sua jogabilidade e variedade de personagens, ainda mais por ter sido um dos jogos de luta mais disputados em torneios, com os jogadores tirando proveito das mecânicas e fazendo técnicas absurdas até hoje. Ao contrário dos outros dois, esse é um clássico bem conhecido, mas a necessidade de um relançamento se deve pela escassez de meios acessíveis para jogá-lo. Originalmente, ele tinha sido lançado para Arcade, e, posteriormente, teve versões para Dreamcast, PS2, Xbox, Xbox 360, PS3 e IOS, mas achar cópias dessas versões está cada vez mais difícil e o único jeito de jogar, além da emulação, é se você já tiver alguma cópia dessas versões (ainda mais com as versões de PS3, Xbox 360 e IOS, pois elas eram distribuídas digitalmente e foram retiradas devido ao contrato com a Marvel ter expirado). Pela falta de meios acessíveis para jogá-lo e do quanto ele é querido pela FGC (Fighting Game Community), houve petições para relançá-lo, com a #FreeMVC2 (libere MVC 2), e há esperanças de que ele possa ser relançado, pois eu soube que uma certa empresa chamada Digital Eclipse demonstrou interesse em relançá-lo. Pelo bem do seu estado de clássico e pela preservação, Marvel VS Capcom 2 definitivamente merece ser relançado. 

Pra finalizar. Este é o único jogo da lista que não cheguei a jogar, mas mesmo assim, eu sei que ele é bom o bastante para merecer um relançamento. 
Tales of Xillia é o 14° jogo da franquia, lançado primeiramente no Japão em 2011 e pro resto do mundo em 2013. Muitos dos melhores aspectos da série Tales of estão presentes no Xillia, como personagens bem desenvolvidos, histórias interessantes e um combate em tempo real frenético cheio de combos. Ele só foi lançado pro PS3, mas  não é tão inacessível quanto os outros da lista, só acho que seria bem vindo disponibilizá-lo para outras plataformas por diversos motivos; 1: A versão original de PS3 tinha alguns problemas com renderização e quedas de FPS, e colocá-lo em Hardwares mais poderosos como o PS5, Xbox Series X ou PC poderia ajudar bastante (uma versão de Switch também seria legal, mesmo que a sua performance possa se aproximar mais da versão de PS3); 2: Neste ano foi lançado Tales of Arise, e ele acabou ficando meio popular (basicamente, foi um dos poucos games da série a vender 1 milhão de cópias nesse momento), e como ele de certa forma está popularizando essa série no Ocidente, relançar os jogos passados seria uma boa forma de saciar o interesse desses novos fãs; 3: Em 2019, tinha sido lançado um Remaster de Tales of Vesperia e essa versão remasterizada foi traduzida para português, e caso ele seja relançado,  pode ganhar uma tradução PT-BR (todos os Tales of traduzidos até agora foram Zestiria, Bereseria, Vesperia - Edição Definitiva e Arise); 4: Tales of Xillia também teve uma sequência (Tales of Xillia 2), e esse relançamento poderia incluir os dois jogos, assim como aconteceu com o Symphonia Chronicles do PS3. Pode ser que Tales of Xillia não seja tão inacessível quantos outros jogos da lista, mas um relançamento dele ou da sequência seria bem-vindo. 

Quais desses jogos você adoraria que fosse relançado? Há algum jogo que você gostaria que tivesse um relançamento? Gostou da postagem? Comente e compartilhe nas redes sociais, Bye Bye!

sábado, 13 de novembro de 2021

Super Smash Bros Ultimate - quais previsões eu acertei?

Olá, fãs sem noção que ficam discutindo sobre opiniões de Games, tudo bem? Em 2018, Super Smash Bros Ultimate foi lançado e, no mês passado, lançaram o último personagem do jogo. Pouco antes de revelarem o Ultimate na E3, eu tinha feito um Top 10 de personagens para colocarem no jogo, e já que lançaram o último personagem do jogo há algum tempo, decidi fazer uma postagem pra ver quais personagens que estavam naquela lista apareceram no Ultimate como personagens jogáveis. Então, vamos olhar para o passado e ver se as previsões foram concretizadas. 

Começando pelo décima posição, que foi ocupada por duas personagens. 
10: Toon Zelda e Tetra (Zelda - Wind Waker)

Eu tinha decidido colocar essas duas para servir de contraparte para o Toon Link e porque elas tinham sido cogitadas para serem jogáveis no Smash Bros Brawl, mas não puderam ser adicionadas por conta do tempo, pois elas foram planejadas em um ponto meio tarde do desenvolvimento e o jogo estava prestes a ser lançado. Se eu acertei, elas apareceram no jogo, mas não como personagens jogáveis, e sim, como Spirits (é uma mecânica do Ultimate, onde você equipa "espíritos" de personagens de vários games nos personagens jogáveis para deixá-los mais fortes). Essa minha ideia/previsão não foi concretizada, já que o intuito daquela lista era de personagens para serem jogáveis, então eu errei a previsão. 

A nona posição foi de um jogo que surgiu no Switch e o pessoal não se importou tanto tanto, Arms. Como eu sou uma das 3 pessoas ali no canto que gostaram bastante de Arms, eu adoraria ver um representante desse jogo. 
9: Spring Man (Arms
Quando eu tinha feito aquela lista, Arms era um jogo da Nintendo bem recente na época e queria um representante desse jogo, não só por ter gostado do jogo, mas para promovê-lo e fazer com que mais pessoas tenham interesse. A minha escolha tinha sido o Spring Man, pois quando escolhem um personagem novo para representar uma franquia que acaba de ganhar um representante, a escolha vai para o protagonista do jogo (na maioria das vezes) e eu estava tentando ser lógico. Assim como as duas da posição anterior, ele apareceu, mas não como um personagem jogável, mas além de um Spirit, apareceu como um Assist Trophy (é um item que invoca personagens não-jogáveis para te ajudar), e até teve a roupa dele para colocar nos Miis. Eu errei a previsão, mas o representante de Arms no Smash foi outro, no caso, a Min Min. Eu até fiquei mais feliz com a Min Min, pois eu gosto mais dela do que o Spring Man

A oitava posição tinha sido ocupada por uma escolha meio inusitada 
8: Diskun (Famicom Disk System) 
Eu tinha escolhido este personagem para representar um tipo de personagem que tem aparecido desde Smash Bros Melee, os representantes retrô da Nintendo dos anos 80. Pra ser mais específico, personagens como Mr Game & Watch (uma personificação do console portátil Game & Watch), R.O.B (um icônico acessório fracassado do Nintendinho) e Duck Hunt (mascote do Game de mesmo nome, representando a Zapper, um acessório do Nintendinho em forma de pistola). A previsão errou e a não-inclusão dele até que faz sentido; Super Smash Bros chegou a um ponto de popularidade enorme e se importar com algo tão obscuro e antigo não daria tanto Hype para um público maior de jogadores, além de que aqueles representantes retrô mencionados foram de jogos e produtos da empresa que são razoavelmente conhecidos, e o Famicom Disk System é uma expansão pro Nintendinho que ficou só no Japão e não teve tanto reconhecimento quanto o Nintendinho original (o FDS até fez sucesso, mas não foi tão estrondoso). Mas, ele chegou a aparecer como Spirit. Mesmo eu errando essa previsão, até que não fez tanta falta. 

A sétima posição foi ocupada por uma escolha que fiz por uma tentativa frustrada de auto-consolo. 
7: Captain Toad (Super Mario Galaxy/ Captain Toad Treasure Tracker) 
Se você não sabe do que estou falando, a Nintendo tinha divulgado uma campanha no Site oficial de Smash chamada Smash Bros Fighter Ballot, em que você simplesmente pedia um personagem para entrar na lista de personagens jogáveis. Até hoje, continuo achando essa campanha meio nebulosa, pois não sei se os resultados são claros ou se foi armada, mas alguns dos personagens mais pedidos de lá entraram no Ultimate, então deve ter servido pra alguma coisa. O personagem que pedi tinha sido o Toad, mas havia um problema, um dos golpes da Peach era justamente usar o Toad como escudo humano e ter o mesmo Toad lutando enquanto o mesmo Toad é usado de escudo humano daria um nó no cérebro. Por isso, decidi colocar o Captain Toad, pois além de não ser o mesmo Toad, ele tem um jogo próprio, e tem vários personagens de Mario no Smash que tem jogo próprio (Luigi, Yoshi, Wario ETC). Eu errei esta previsão, e eu sei que estou sendo repetitivo, mas ele também apareceu como um Spirit. Se terá o Toad ou Captain Toad em um Smash Bros futuro ou não, eu não sei, mas independente do caso, terei que aceitar a realidade. 

A sexta posição tinha sido ocupada por uma personagem que tinha recentemente ressurgido das sombras na época. 
6: Pauline (Donkey Kong "1981"/ Super Mario Odyssey) 
A Pauline era só a donzela em apuros do Donkey Kong de 1981, mas não teve tantos papéis de destaque depois dele, até chegar Super Mario Odyssey, game em que ela se tornou prefeita de New Donk City e, ainda por cima, canta a música tema do Game (Jump Up, Superstar). Há outro motivo por tê-la escolhido  que não havia mencionado naquela lista: eu lembro de ter visto algo sobre como o Sakurai descreve os estilos de Peach e Rosalina, descrevendo a Peach tendo um estilo mais real (no sentido de realeza) e a Rosalina tendo um mais cósmico/espacial, e na minha cabeça, fez sentido incluí-la para fazer um estilo mais urbano. Depois de Super Mario Odyssey, ela até fez mais aparições, até mesmo pra jogar tênis e golfe com a turma do bigodudo (me refiro a Mario Tennis Aces e Mario Golf Super Rush). E repetindo o que já mencionei várias vezes, errei a previsão, e ela apareceu como um Spirit, mas posso mencionar duas coisinhas a mais: ela também aparece ao fundo no cenário novo New Donk City e ainda por cima, ela tem mais chances de aparecer se Jump Up, Superstar estiver tocando (tem até uma mecânica de achar os membros da banda e reuni-los, o que possibilita a aparição da Pauline num palco); o Spirit dela se tornou infame, pois muitos jogadores afirmam ser um dos Spirits mais difíceis de conseguir no jogo inteiro (eu passei sufoco, mas consegui). Ela pode não ter sido jogável, mas  ainda fez bem em ter saído da geladeira. 

A quinta posição tinha sido ocupada por uma dupla de personagens de um JRPG do Switch
5: Rex e Pyra (Xenoblade Chronicles 2
Eu tinha sugerido esses dois, simplesmente por serem da série Xenoblade Chronicles e o Shulk do primeiro jogo ser um personagem jogável no Smash Bros anterior. Eu tinha sugerido uma mecânica meio complexa do Rex ser o lutador e a Pyra ser um suporte que o deixa mais forte, mas havia dois problemas: 1: programar os dois na tela daria muito trabalho, ainda mais com as mecânicas que tinha imaginado; 2: Pyra possui um Alter Ego chamado de Mythra, e é uma parte crucial da personagem, mas como iriam integrar ela na sua Gameplay? Depois de tantas previsões erradas, essa eu acabei acertando (não foi do jeito que imaginei, mas acertei). Quem acabou entrando foi só a Pyra, mas a mecânica dela é que pode trocar para a Mythra, e mesmo os seus golpes sendo meio parecidos entre si, uma foca mais em força e outra em velocidade, e dá para trocar entre as duas à vontade. O Rex aparece quando ela(s) usam o seu Final Smash e em algumas telas de vitória, então não foi só ela(s) sozinha(s). Pode não ter sido do jeito que imaginei, mas fiquei satisfeito. 

A quarta posição foi ocupada por uma personagem bem conhecida de Donkey Kong Country
4: Dixie Kong (Donkey Kong Country 2) 
Eu tinha escolhido a Dixie, não só por ser uma personagem bem recorrente na série Donkey Kong e em alguns Spin-Offs do Mario, mas por ela ter sido a protagonista do Donkey Kong Country 3, ter sido cogitada pro Brawl junto com a Toon Zelda e a minha falta de fé no K. Roll ser jogável (nossa, como errei feio na época!). O K. Roll acabou sendo jogável, mas ela não. Assim como todas as outras previsões que errei, ela acabou sendo um mero Spirit (chocante, né?). Ela pode não ter sido jogável no Ultimate, mas vai que ela aparece no próximo... 

A lista não era exclusivamente de personagens que queria, também era de personagens que seriam prováveis de serem incluídos, e o que eu mais queria era o da terceira posição. 
3: Bomberman (Franquia com mesmo nome do personagem
Bomberman é um clássico absoluto e isso não tem como negar. Eu tenho um certo apego a série Bomberman, e quando eu tinha feito aquela lista, o Bomberman tinha ressurgido das cinzas com um jogo novo (Super Bomberman R), e sabia que a Hudson (a empresa que fez Bomberman) tinha sido a primeira empresa Third-Party a publicar seus Games em uma plataforma da Nintendo. Esses foram os meus motivos para colocá-lo na lista. Essa foi a minha previsão que mais me dói dizer que errei, já que ele era o que eu mais queria. Assim como o Spring Man, ele apareceu não só como Spirit, mas também como um Assist Trophy. O Sakurai já chegou a esclarecer o motivo dele não ter sido jogável, mas eu esqueci qual era (se você lembra, comente). Eu posso estar meio triste por ele não ter sido jogável, mas não adianta chorar por leite derramado. 

A segunda posição tinha sido ocupada por um personagem que não tive tanto apego, mas que sei que várias pessoas queriam. 
2: Crash Bandicoot (Mais uma franquia com o mesmo nome do personagem
Não é só a sua reputação como clássico que o fez ser digno de aparecer no Smash Ultimate. Assim como o Sonic, ele também era exclusivo de uma plataforma (no caso, Playstation) e se tornou multiplataforma depois de um tempo, além de também ser mais um personagem que tinha ressurgido das cinzas quando tinha publicado aquela lista. Outra similaridade com Sonic é que ele também tinha sido rival da Nintendo nos anos 90, e como o Sonic participa em Smash desde o Brawl, fazia sentido. Das previsões que errei, essa foi a que eu mais errei feio, pois não teve Spirit e nem nada. Ele pode não ter entrado no Ultimate, mas foi bom imaginar. 

Eu não irei esclarecer tanto as menções honrosas, por não serem tão importantes, só irei dizer que alguns apareceram como Spirits ou roupas pra Miis

O primeiro lugar não era um personagem que queria, mas que tinha achado ser provável por conta da popularidade. 
1: Steve (Minecraft
O maior motivo para a minha inclusão do Steve, é justamente por Minecraft ser absurdamente popular. Só pra ter ideia, quando eu tinha feito aquela lista, Minecraft tinha vendido 144 milhões de cópias no mundo inteiro, e no momento que essa postagem foi feita, Minecraft vendeu 238 milhões de cópias nesse planeta. Essa previsão acabou acertando em cheio, já que ele acabou entrando pro jogo. Quando eu tinha feito aquela lista, eu só tinha considerado que o seu Moveset seria simples, mas quando o Steve entrou no jogo, o seu Moveset acabou sendo complexo, por incorporar as mecânicas de Minecraft. Não era quem eu mais queria, mas estou feliz por ter acertado a previsão. 

Acabei acertando 2 de 10 previsões, não foram muitas, mas deu pro gasto. Com o passar do tempo, eu tenho ficado um pouco incomodado com a lista, não pelas posições dos personagens (isso eu não mudaria), mas pelas intenções. Quando eu tinha feito aquela lista, estava numa fase em que tentava impor lógica sobre as inclusões de personagens e agia de forma desdenhosa quando as inclusões dos outros não encaixavam na mesma lógica que eu via, e o Ultimate simplesmente quebrou muitos dos padrões que eu via na inclusão dos personagens. Além disso, eu percebi que esse ato de tentar prever que personagens irão aparecer no Smash tem sido meio tóxico, justamente pelas brigas e expectativas, o que me levou a parar de tentar prever os próximos personagens. Mesmo com o subtexto, as controvérsias, e inclusões, eu estou satisfeito com a postagem do jeito que está, não mudaria nada nela e também estou feliz pelas inclusões de personagens no Ultimate

Você já jogou Smash Bros Ultimate? Há algum personagem que está feliz ou chateado(a) por não ter entrado? O que tinha achado daquela lista? Gostou da postagem? Comente e compartilhe nas redes sociais, Bye Bye

PS: Caso não se lembre de quais personagens novos entraram ou dormiu por todo o percurso do Ultimate, aqui estão todos os novos personagens 
- Dark Samus (Metroid Prime 2) - Daisy (Mario) - Chrom (Fire Emblem Awakening) - Ken (Street Fighter) - Inkling (Splatoon) - Ridley (Metroid) - Simon Belmont (Castlevania) - Richter Belmont (Castlevania - Rondo of Blood) - King K. Roll (Donkey Kong Country) - Isabelle (Animal Crossing) - Incineroar (Pokémon Sun & Moon) - Piranha Plant (Mario) - Joker (Persona 5) - Hero (Dragon Quest) - Banjo e Kazooie (Banjo-Kazooie) - Terry Bogard (Fatal Fury) - Byleth (Fire Emblem - Three Houses) - Min Min (Arms) - Steve (Minecraft) - Sephiroth (Final Fantasy VII) - Pyra e Mythra (Xenoblade Chronicles 2) - Kazuya (Tekken) - Sora (Kingdom Hearts).

quarta-feira, 27 de outubro de 2021

Top 10: FFGs favoritos da Colônia Contra-Ataca

Olá, Youtubers, tudo bem? Por causa da Review que fiz de Colônia Contra-Ataca - O Jogo, decidi fazer uma postagem falando sobre os seus vídeos. Colônia Contra-Ataca é um canal do Youtube que foi bem importante pra mim, os seus vídeos sobre jogos antigos me divertiram desde a minha pré-adolescência e me marcaram bastante, a ponto de de considerá-lo como o meu canal favorito do Youtube. Mesmo que eu não curta tanto o canal quanto costumava (Kane TV o destronou  no meu quesito de canal favorito), ainda gosto dele, e uma vez ou outra ele faz um vídeo que acaba sendo muito bom. Além do mais, me dei conta de que o canal completa 10 anos em 2021, o que me deu mais motivo para fazer essa lista. Nesse Top 10,  irei listar os vídeos do seu quadro principal, FFG (Freaking Fucking Games), em que  faz Reviews de jogos ruins (na maioria das vezes).  Então relaxa, senta aí e vamos ler essa lista! 

Lembrete: Os critérios que  usarei para Rankear os vídeos são: análise, edição, comédia, importância para o canal, as participações especiais (se tiver) e caso tenha Saga Vinet, o quão boa essas seções podem ser (caso você não assista ou conheça o canal, há alguns segmentos de história contínua chamados Saga Vinet, e em cada vídeo, a história avança). Além do mais, não irei contar "A Mudança" e "Top 10 Defeitos dos Controles", pois eles fogem demais do formato do quadro, o que dificultaria  Rankeá-los. Por último, é  baseada na minha opinião, se ela diferir da sua, não brigue. 

Eu posso estar sendo meio cego e chato, mas eu pessoalmente prefiro os vídeos mais antigos do canal (cerca de 2012-2015), achava os roteiros mais divertidos e mesmo que eu ache que os vídeos recentes sejam bons, falta alguma coisa neles, mas não sei dizer o quê. Esse vídeo é um dos mais recentes, mas fiquei surpreso com sua qualidade. 

10: McDonald's de Mega Drive (2021) 

McDonald's de Mega Drive é um FFG que fala sobre McDonald's Treasure Land Adventure. Mesmo  sendo um dos FFGs mais recentes, ele se destacou pra mim por dois motivos: 1: A comédia, pois há várias piadas que me agradaram, como o começo do vídeo, no qual o pessoal tá pedindo lanche no Drive Thru (ainda mais com a aparição do moleque do 3 por 10), o jantar, qualquer cena com a Moriá (namorada do Wilson e dona do canal Coisa de Moriá) e até as bizarrices do jogo; 2: A análise, não só conseguiu ser bem detalhista com o que o jogo oferece, mas teve curiosidades interessantes. Mesmo eu tendo gostado bastante, os maiores motivos por estar nessa posição são pelo vídeo ser meio qualquer e não ter tanta importância pro canal. Mesmo  sendo um dos mais recentes e ser bem "qualquer", me diverti muito e é um dos FFGs recentes que eu mais consigo sentir a alma dos antigos. 

E falando nos antigos. De todos que estão nessa lista (tirando as menções honrosas), esse é o mais antigo, e apesar disso, continua muito bom até hoje. 
9: Spelunker - NES (2013) 
Na época que assisti esse vídeo, eu estava começando a acompanhar o canal e esse tinha sido o primeiro FFG novo que eu vi sendo lançado (quando  comecei a assistir o canal, o FFG do Pepsiman já tinha sido lançado a algum tempo), e isso é bem especial pra mim. A análise do jogo é legal, tendo curiosidades legais, momentos divertidos e principalmente, a zoação com o fato do personagem do jogo morrer ao cair de alturas ridiculamente baixas, que varia entre piadinhas rápidas, até os momentos finais do vídeo, onde o Wilson começa a alucinar com os obstáculos do jogo e achando que irá morrer ao pisar em elevações mais baixas, tanto que o vídeo até termina com um tipo de campanha de tratamento destes sintomas que foram apelidados de M.A.M.A.S (Medo À Morte Após Spelunker) e uma cena com metalinguagem. Outros pontos que posso destacar, é que é um dos poucos FFGs com aparição do Bob sem ter Saga Vinet e ter uma certa intertextualidade com o FFG de Challenger, como o fato dele estar jogando Spelunker no mesmo cartucho de 30 jogos que tinha o Challenger e conter a piada da Trap Cave. Ele não ficou em posições mais altas porque, assim como o do McDonald's, acaba sendo meio básico e não é um dos vídeos mais importantes (se eu tiver que ressaltar uma importância, seria que os roteiros e a edição estavam melhorando). Independente da época, o FFG de Spelunker continua muito bom. 

A Colônia Contra-Ataca costumava ter especiais de natal, mas hoje em dia ela quase não tem, e quando tem, o tema do vídeo acaba não combinando tanto. Nem todos os especiais de natal são FFGs, mas dentre os que são, considero este como o melhor. 
8: Home Alone de PS2 (2014) 
Antigamente, o Wilson tinha tradição de fazer Review de um jogo de Esqueceram de Mim, e essa tradição se perdeu, pois esse era o último jogo que sobrava. A análise conseguiu ser bem engraçada, com suas piadinhas envolvendo os defeitos e as coisinhas estranhas do jogo, além de conseguir explicar bem como o jogo acaba sendo maçante e raramente satisfatório. A análise é boa, mas não é o maior destaque do vídeo pra mim. O que mais se destaca é a cena do Sr. Wilson viajando para realidades paralelas e encontrando outros Senhores Wilson. Nessa cena, o Wilson estava questionando o que ele fazia com a sua vida e desistiu do seu trabalho, mas a Morte aparece na sua casa para levá-lo, pois apesar do corpo dele estar vivo, a sua alma está tão cansada que é praticamente morta. A partir daí, a Morte leva o espírito do Wilson para conhecer os Senhores Wilson de outras de dimensões, para convencê-lo a voltar com o seu trabalho. Não só tem vários momentos engraçados nessa viagem, mas o discurso que a Morte dá para o Sr. Wilson sobre como o seus vídeos conseguem inspirar os seus fãs, chega a ser inspirador, por mais básico que seja. As maiores contribuições desse vídeo, foram: a Morte, que acabou se tornando uma personagem recorrente do canal; a Saga Vinet, que nesse vídeo continua a trama das Fitas Douradas (que ainda estava bem no começo) e a melhoria na edição. Nem eu tenho tanta certeza do porquê estar nessa posição, talvez seja porque tem vídeos que fizeram mais coisas do que este. Assistindo no natal ou não, o Home Alone de PS2 ainda é legal. 

2014 era a melhor época para os FFGs, pois não só tinha vários lançamentos, como todos eles eram de alta qualidade. O do Home Alone foi último do ano, mas o penúltimo era esse, e chega a ser tão bom quanto. 
7: Totally Rad (2014) 
De acordo com o próprio Wilson, Totally Rad foi o primeiro jogo que ele recebeu de um fã, lá no início do canal (2011), o que tornou o vídeo, de certa forma, especial pra ele. Em questão de análise, acho superior a do Home Alone, pois ela consegue se sair melhor nas questões de fazer piadinhas com as bizarrices e explicar melhor os pontos fortes e fracos do jogo. Falando em piadinhas, se eu fosse rankear esse vídeo em questão de ser engraçado, eu o colocaria  no Top 3, pois lembro de ter dado risada com uma cena. Eu sou o tipo de pessoa que mesmo quando acha algo engraçado, nem sempre dá risada, os meus sentimentos de "achei engraçado" acabam sendo mais internos do que externos, mas tem várias vezes em que eu acabo rindo, tornando os meus sentimentos mais externos (eu sei que é meio bobo, mas algo tão pequeno como isso fez o vídeo especial pra mim). Eu também achei interessante como ele faz uma certa subversão aos FFGs em que  não zera o jogo, pois mesmo que ele não tenha zerado,  mostrou um vídeo de alguém zerando (o vídeo era do World of Longplays, e já conhecia o canal antes de assistir a esse vídeo, por isso eu achei legal quando apareceu). Assim como no Home Alone e Spelunker, ele também contém participações especiais (esqueci de mencionar que tinha isso nesses vídeos), mas não senti que foram tão bem implementadas quanto nos outros dois. Home Alone continuou com a sub-trama da Saga Vinet estabelecida nesse vídeo, em que o Core (conhecido como Core Das Antigas na época) supostamente roubou um cartucho dourado que ele tinha, por isso dou uns pontinhos a mais. Em alguns pontos, prefiro o do Home Alone, mas o que o  Totally Rad faz de especial, já é suficiente para colocá-lo acima dele. 

Eu mencionei a Saga Vinet, mas não expliquei bem o que era. A Saga Vinet, como tinha dito no lembrete, são segmentos de uma história contínua nos FFGs, e em cada vídeo, ela avança (só pra constar, nem todos os FFGs tem Saga Vinet). Mas sobre o que é essa história? Basicamente, é sobre Bob, um CEO de uma empresa de Internet chamada Vinet, querendo acabar com a Colônia Contra Ataca e o Wilson impedindo seus planos. Não é particularmente super profundo e admito que é bem tosco, mas eu tinha achado a ideia de um canal de Review fazer uma história contínua tão interessante e diferente, que eu me vi imerso tanto não-ironicamente quanto ironicamente. Este foi um dos FFGs que mais contribuiu pra saga. 
6: James Pond (2015) 
Algo que eu achei interessante foi que a ideia de fazer esse vídeo surgiu quando ele foi comprar jogos em uma loja e acabou comprando James Pond, achando que era um jogo do James Bond, porque  não prestou atenção direito no cartucho (eu já cometi um erro parecido, então consigo me identificar). A análise também é uma das partes mais interessantes, não só pelos comentários do Wilson sobre como o Design do jogo é mal feito e ilógico, mas também por algo que é meio difícil de explicar. Há um certo senso de progressão, ao ver o Wilson conseguir superar certos erros que ele cometeu (ex: em um certo trecho, ele não sabe o que fazer na terceira missão e, mais pra frente, ele descobre como se faz), e eu simplesmente achei curioso como isso não acontece tanto em seu vídeos. Nas seções da Saga Vinet, ele subverte as expectativas envolvendo a sub-trama do Core supostamente roubando a Fita dourada, revelando que na verdade ele não tinha roubado e a história que  é contada dele a obtendo é verdade (ainda mais que a fita roubada do Wilson era de Zelda 2 e a do Core era de Zelda 1) , e ainda por cima dá contexto sobre o que são as Fitas Douradas. Outro ponto a ressaltar é que dá pra ver uma certa evolução nos efeitos especiais no final do vídeo, pois eles são meio complexos pros seus padrões. Sejam grandes ou pequenas evoluções, James Pond contribuiu para várias coisas no canal. 

Esse FFG não faz parte da Saga Vinet, mas há uma certa conexão à ela. No especial "A Mudança" (aquele que excluí da lista), Bob acabou comprando a casa da clássica parede de tijolos, forçando o Sr. Wilson a se mudar para uma nova casa (na vida real, essa casa é a do próprio Wilson, a da parede de tijolos era de outra pessoa). Esse foi o primeiro FFG com o novo cenário. 
5: Os Jogos 2D do Duke Nukem (2014) 
Além de ser o primeiro FFG com o novo cenário, ele também é o especial de 100 mil inscritos (hoje em dia, ele tem cerca de 800 mil, mas era grande coisa na época). A análise não fala só de um jogo e, sim, de 3. O primeiro é justamente o primeiro jogo do Duke Nukem, que era originalmente chamado de Duke Nukum por causa de direitos autorais, o segundo é o Duke Nukem II, em que, aí sim, ele se chama Nukem, e o terceiro é Duke Nukem - Manhattan Project, que é um jogo de PCs do início dos anos 2000, diferente dos outros 2 que eram de MS-DOS. Ela não só conseguiu dar espaço pros 3 jogos, mas teve bastante curiosidades (inclusive, uma delas é dada pelo Core invadindo o vídeo) e ainda explicou bem as características de cada jogo, como os problemas gráficos e de Level-Design do primeiro jogo, as melhorias e frenesia do segundo jogo e a mediocridade do Manhattan Project (a parte do Manhattan Project foi super curta, mas deu pro gasto). Eu achei bem interessante as curiosidades técnicas do MS-DOS, como o funcionamento dele, sua origem e até coisas dele que não se usam mais (eu finalmente sei o que é um Floppy Disk graças a esse vídeo). Algo que evoluiu nesse vídeo é a qualidade do áudio das cenas filmadas, porque ele finalmente está usando microfone pra essas cenas, já que ele só usava microfone nas análises, pois são filmagens com placa de captura nos jogos que precisam ter comentários do Wilson quando são editadas. Os Jogos 2D do Duke Nukem parecem ser apenas um vídeo meio qualquer do canal, mas trouxe várias contribuições, mesmo as pequenas. 

A Saga Vinet também segue um formato de temporadas, e a que ela está atualmente é a terceira. O final da segunda temporada é um dos FFGs mais épicos do canal. 
4: Metal Gear de NES (2018) 
Sendo um Season Finale, é claro que ele tem bastante coisa. A análise até que é boa, mas se tem um ponto negativo a ressaltar é que ela foi  repetindo pontos sobre os problemas do jogo que muitos já falaram antes (principalmente o AVGN), mas o Wilson admitiu isso e até brincou com essa observação, e ainda tem várias coisas que não são frequentemente mencionadas quando se falam desse jogo, com o jeitinho Colônia Contra Ataca de ser. A parte mais impressionante dessa análise é que mesmo o Wilson não sendo lá muito fã de Metal Gear, ele conseguiu fazer bastante referências e menções relativamente precisas sobre as histórias da série. Além de ser um Season Finale, o maior atrativo é o fator nostalgia para fãs de longa data, como o retorno da clássica parede de tijolos e as referências à cenas dos vídeos mais antigos. A parte da Saga Vinet é o que torna esse vídeo épico. Por causa da história das Fitas Douradas e Fitas das Trevas terem sido explicadas nos anteriores, dá espaço para ir no que é mais importante, a infiltração da base do Darth Fresh e a luta do Sr. Wilson contra o Darth Fresh, que era o que os fãs mais estavam esperando, e ela não decepcionou. Toda a sua coreografia, com os efeitos especiais, deram uma cara de luta de Anime, e mesmo que seja meio tosca, me empolgou bastante. Falando nos efeitos especiais, eles evoluíram para o seu ponto mais alto nesse vídeo. Claro que a qualidade não é Hollywoodiana, mas eles estão bem mais complexos e elaborados do que os dos outros vídeos, e, de longe, é um dos melhores trabalhos que o Wilson fez com os efeitos (o chato é que a luta não será bem aproveitada se tiver epilepsia). A Saga Vinet pode não ter acabado por aí, mas este FFG foi uma épica conclusão e um ótimo tributo ao canal.

Eu tenho mais preferência pros FFGs com Saga Vinet, mas eu tenho que admitir que a ideia não é perfeita. Por ter FFGs com Saga Vinet e outros sem, fica meio difícil ter uma ideia de qual ver e a Saga Vinet, além de ter uma ordem cronológica, é necessário estar investido(a) no canal para aproveitar, o que acaba não sendo muito convidativo. Os FFGs sem Saga Vinet são mais convidativos, já que o foco tá mais na Review e se divertir, sem se preocupar com historinhas, e esse é um dos mais populares justamente por isso. 
3: Superman 64 (2013) 
Este é o 64° vídeo postado no canal e não sei se estou certo, mas acho que deve ter sido o primeiro FFG a atingir 1 milhão de visualizações (corrija-me, se estiver errado). A análise é uma das melhores do canal, não só esclareceu bem os defeitos desse jogo, mas foi super detalhista, desde curiosidades sobre o Game até aos aspectos menos falados sobre ele, como o fato de ter um modo Multiplayer. Este foi o meu primeiro contato com a má reputação de Superman 64. Eu já tinha visto o jogo, mas não sabia da sua reputação até ver esse vídeo, e como ele foi super informativo e detalhista sem ser exageradamente longo, foi o melhor primeiro contato possível. Este FFG também contém um pouco mais de palavrões do que o normal, devido ao público menor da época e as políticas do Youtube serem menos rígidas, ele tinha mais liberdade pra colocar algumas baixarias, mas teve que reduzir um pouco devido ao público ter ficado maior, pois também tinha algumas crianças assistindo, além de adolescentes e adultos (ainda tem um pouco de baixaria hoje em dia, mas em uma frequência reduzida). Independente disso, ainda tem cenas divertidas e engraçadas. Mesmo depois de todo esse tempo, o FFG de Superman 64 continua um clássico. 

Partindo de um FFG sem Saga Vinet, para um que tem. Esse vídeo também é da mesma época do Superman 64 e chega a ser tão bom quanto. 
2: Hong Kong 97 (2013) 
Estranhamente, irei começar a escrever sobre a Thumbnail (a capa do vídeo para os leigos). A Thumbnail se destaca bastante dos outros FFGs, pois nos outros elas são desenhadas, aqui ela tem recortes pixelados de trechos do vídeo, o que é apropriado, pois ela é uma referência da própria tela de título do Hong Kong 97, que segue esse mesmo estilo. Como diz na capa, é um especial de 2 anos, mas não é só isso que o torna especial. A análise está quase no mesmo nível de Superman 64, pois ela também conseguiu ser detalhada e com várias curiosidades, mas o Superman 64 ainda é superior nesse quesito, pois o Hong Kong 97 é mais simples, e o jogo do carinha de cueca tinha mais coisa pra falar, mesmo assim, não deixa a desejar (a zoação com a malfeitice dele também é legal). Uma das coisas que eu mais gosto desse vídeo são as participações especiais. Os outros Youtubers que aparecem são Nogy, Gusang, Fiaspo, Wislley e Tomás (dos canais Canal 90, AssopraFitas, Fiaspo, Jogos Antigos e NeoTRShow), e as aparições deles simplesmente envolvem invadir o vídeo ou pra dizer que o Sr. Wilson é louco ou dar uma curiosidade, mas o Tomás rouba a cena, pois quando ele invade só faz nada, e as piadas que o envolvem são as mais engraçadas por serem as mais aleatórias possíveis. O que fez essas aparições especiais pra mim é que assistia todos esses canais na época e eu os via junto à  Colônia Contra Ataca como um grupo (tinham até vídeos de alguns desses canais no extinto Site Portal Contra Ataca). A Saga Vinet começou a evoluir drasticamente nesse vídeo, pois nos vídeos de 2012, parecia que estava lá pra fazer graça, mas agora o negócio é mais cinemático. Esse vídeo tem intertextualidade com o de Recca 92, pois o Técnico Ninja retorna para se vingar da derrota que ele teve naquele vídeo, e mesmo a luta e os efeitos especiais não sendo tão épicos quanto os que vieram depois, ainda é bem divertido de assistir (sem contar que os efeitos especiais eram melhores do que qualquer outro vídeo dele na época). A história do vídeo termina com um gancho pra trama do Bob comprando a casa da parede de tijolos (caso não saiba quem o cara de terno e tapa-olho da Thumb, é o Bob). Outros toques que deixaram o vídeo especial foi o fato de ter sido o primeiro FFG a ter um Trailer (na verdade foi o do Pikachu com C 2, mas ele tinha sido postado no AssopraFitas) e não ter Bloopers (erros de gravação) e a tela azul no final dos vídeos, pois o vídeo tinha sido longo e trabalhoso pros padrões da época. E pensar que hoje em dia tem vídeos, mais longos que esse, que têm esses 2 elementos! Isso mostra o quão longe foi o seu trabalho. Assim como o do Superman, o FFG de Hong Kong 97 é um clássico absoluto. 

Antes de mostrar o primeiro lugar, vejam as 
Menções Honrosas: 
Jogos Com o Jason (2012): Eu sei que a qualidade da câmera e do áudio não envelheceram tão bem quanto em outros vídeos, mas é divertido ver os jogos com referências ao Jason (ou com ele mesmo) e as cenas de paródias de filmes de terror. 
Recca 92 (2012): Dos FFGs de 2012, considero esse como o melhor, devido aos seus comentários sobre o jogo serem mais interessantes e com mais curiosidades, além de continuar com a Saga Vinet e ser o primeiro vídeo em que o Bob revela a cara (e o nome). Ele iniciou a sub-trama do Técnico Ninja
Pepsiman (2013): É um FFG bem simples, mas muito divertido, e esse era o FFG mais recente quando comecei a acompanhar o canal, então eu tenho um certo carinho por ele. 
Super Mario Land (2013): Uma boa Review, um bom trecho de Saga Vinet, mas o áudio nas cenas do Sr. Wilson me incomoda (eu não culpo tanto por estarem sendo gravadas num evento, mas sabe né?). 
Santa Claus Saves the Earth (2014): Um FFG natalino depois do natal, com ótimas zoações com o jogo, e momentos engraçados. 
Mickey - Safari in Letterland (2014): Esse foi um dos que mais chegou perto de entrar na lista. Contribuiu bastante pra Saga Vinet (foi aí que surgiu o Darth Fresh), e mesmo a análise sendo divertida, consigo entender o porquê de o Wilson estar cético da qualidade dela (mas ainda é divertida). 
The Letter (2014): Esse FFG é meio básico, mas é divertido a Review que o Wilson faz junto com o Fresh e é nesse aqui que a trama das Fitas Douradas começa.
O Tapete de Ginástica do Nintendinho (2016): Ele é extremamente básico e aleatório, mas algo nele me atrai por algum motivo. 
Battletoads (2017): Ele só está aqui mais pela Saga Vinet do que pelo resto, pois a análise deixou um pouco a desejar, porque os comentários sobre o jogo já foram feitos milhões de vezes e também por eu não ser lá muito fã do Pai Troll (não tenho nada contra ele, mas o seu estilo não me atrai). 
Sonic 4 de Super Nintendo (2021): Eu não diria que é um dos seus melhores ou mais icônicos vídeos, mas além de ser um Remake do primeiro FFG, ele mostra o quanto o Wilson se importa com o legado do canal. 
Batman Forever (2021): A Review até que é legal, mas a melhor parte são as cenas de paródia do Batman dos anos 60. 

Eu tive trabalho ao escolher os vídeo para esse Top 10, mas não com o primeiro lugar, ele sempre esteve reservado desde o início e logo quando o assisti, já sabia que era algo verdadeiramente especial. 
1: Power Rangers 64 (2016) 
Este FFG esteve no projeto por 1 ou 2 anos, e quando saiu, a espera valeu à pena. A análise pode não ser tão detalhada e cheia de curiosidades quanto as do Superman 64 e Hong Kong 97, mas continua bem divertida, e conseguiu tirar sarro de bastante coisa do jogo (além de ter originado o meme do Yeeey que é usado no canal até hoje). Não é só isso que faz o vídeo especial. Logo quando assisti pela primeira vez, percebi que a edição evoluiu bastante, desde os recortes usados na análise até os efeitos especiais nas cenas gravadas. Os trechos da Saga Vinet são um dos melhores que esse canal já fez até hoje. Começando a partir do ponto em que o do James Pond parou, o Bob e seus funcionários decidem criar monstros gigantes usando as Fitas Douradas, mas para isso eles precisam gerar ódio para o monstro ficar mais poderoso, então eles fazem várias Fake News para irritar várias pessoas na Internet. As Fake News também são muito marcantes, pois não são só hilárias, como também tem inúmeras participações especiais, desde os Youtubers que já tinham feito participações especiais antes no canal, até gente pouco conhecida como JoJo Rama, Madrugatina e Canal Capslock, e gente bastante conhecida como Velberan, Marcos Castro, Matheus Canella, Rato Borrachudo e Gato Galáctico (antes de eu ter perdido respeito por ele). Depois que o monstro é criado, o negócio fica hilariamente épico, pois além do monstro sair meio zoado, as cenas de luta contra ele são épicas, ridículas e cômicas, com o Wilson se transformando no Freaking Ranger, com direito a referências de Power Rangers e séries do tipo. Eu vejo o do Metal Gear como um tributo ao canal, esse eu vejo como um Tributo ao Youtube, não só pelas participações especiais, como também por ser épico e engraçado ao mesmo tempo. Crítico e ridículo, épico e hilário, o FFG de Power Rangers 64 irá permanecer no meu coração como a Magnum Opus (um termo usado para descrever uma obra renomada ou icônica de um artista) do canal. 

Você assiste ou já assistiu Colônia Contra-Ataca? Se sim, o que achou? Concorda com a lista? Quais são os seus FFGs favoritos do canal? Gostou da postagem? Comente e compartilhe nas redes sociais, até a próxima e se cuidem. 

Curiosidade: As postagens mais antigas deste Blog (2015-2016) eram mais entupidas de imagens porque estava tentando imitar o estilo de edição da Colônia Contra-Ataca.