sábado, 26 de março de 2022

Games pra jogar na quarentena (parte 4)

 Olá, povo na quarentena, tudo bem? Eu legitimamente não tenho mais nada pra dizer em relação à nossa situação atual, são sempre as mesmas atrocidades de 2020 repetidas à exaustão e coisas ainda piores acontecendo ao redor. Então, se você gosta de Games, irei mostrar alguns para gerar interesse em jogá-los e para lidar com essas atrocidades do mundo atual. Então tragam álcool gel e vistam máscaras, pois os dias pacíficos acabaram, vamos sobreviver! 

É comum que ao tentar lidar com situações estressantes, as pessoas tendem a gravitar mais pra obras mais leves e fantasiosas como forma de escapismo. Mas, ter contato com obras que são o contrário disso é tão válido quanto, pois elas podem nos ajudar a refletir sobre os aspectos mais feios da vida e, possivelmente, nos ajudar a amadurecer. Este jogo é estranhamente similar à nossa situação atual, e decidi incluí-lo pro causa disso (confesso que a última frase do último parágrafo é uma referência a esse jogo). 

Shin Megami Tensei - Devil Survivor é um Spin-Off da vasta franquia Megami Tensei. O jogo se passa em Tokyo, com um grupo de adolescentes vivendo as suas vidas comuns, até que, um dia, o governo decide impor uma quarentena na cidade por conta de uma infestação de demônios aparecendo no local, e então, o grupo decide fazer o que pode para sobreviver nessa situação deplorável e tentar consertá-la. Com essa sinopse, é fácil dizer o que o jogo tem em comum com o nosso mundo atual (devo lembrar que ele foi lançado originalmente em 2009), dá pra resumir como "a pandemia", mas o corona é substituído por demônios. A história consegue retratar de forma realista como uma situação dessas vai de mal a pior (apesar dos elementos fantasiosos como magia, demônios e deuses) e como as pessoas de dentro da trama lidam com ela, além de conter comentários sobre se religião é algo benéfico; como as pessoas vão à loucura quando o governo não ajuda; como as pessoas fazem conclusões precipitadas ao assumir o pior da situação e até como as consequências de dependência da tecnologia aparecem. Cada um desses segmentos é lidado de forma sensata no jogo. O cenário e as mensagens podem ser bons, mas os personagens os deixam ainda melhores, pois eles são bem desenvolvidos, com personalidades cheias de nuance e histórias interessantes, e posso dizer que nenhum deles é caricato demais e são muito bem escritos. Bem já que não importa tanto o jogo ter uma história se não tiver uma Gameplay boa, a sua Gameplay é boa. O jogo segue um estilo de RPG Tático no combate, com mecânicas de batalha bem eficientes, muita customização e uma variedade de missões e mapas. Ele também tem elementos de gerenciamento de tempo meio parecidos com Persona (o que o torna bom para iniciantes de MegaTen que começaram com Persona), em que você usa o seu tempo livre para conhecer os personagens, fazer missões e até evitar que os personagens morram para sempre, em um período de 7 dias. Os jogos de MegaTen tem fama de serem meio difíceis, e esse eu diria que é um pouco acima da média, mas nada muito sádico e desbalanceado (80% das vezes). Ele foi lançado primeiro para o DS e depois para o 3DS, com direito a mais conteúdo e mecânicas mais balanceadas. E mesmo com as melhorias na versão de 3DS, a versão original continua perfeitamente jogável (se não tiver essas plataformas, pode recorrer à emulação). Pode não ser um jogo para qualquer um, mas precisamos de Devil Survivor para refletir sobre a nossa situação. 

Pokémon vem repetindo exaustivamente a sua fórmula, fazendo os seus jogos ficarem cada vez mais parecidos uns com os outros, e este jogo recente dela para o Switch, modifica um pouco essa fórmula. 
Pokémon Legends - Arceus decide modificar a fórmula tradicional e trazer uma experiência um pouco mais diferente da franquia principal. Vamos ser francos, os jogos principais de Pokémon sempre repetiam a mesma fórmula, ser um treinador, andar pela região, vencer os ginásios, a liga e uns grupos criminosos, com poucas coisas pra variar. Ao invés do mundo mais contemporâneo dos outros jogos, esse se passa no passado, na região de Hisui, que é a região de Sinnoh da 4° geração em tempos antigos. Ao invés de tentar ser um mestre Pokémon, o seu objetivo está mais em escrever a primeira Pokédex e fazer missões para a comunidade local. A exploração é mais aberta e o foco em capturar Pokémons é maior do que nos outros jogos, tanto que não é 100% necessário batalhar para capturar (na maioria das vezes), além das mecânicas de batalha serem um pouco mais simplificadas pra deixá-las mais dinâmicas. Explicando isso, dá pra entender que é um jogo com um bom número de coisas para fazer e fazer o jogador passar tempo. Por conta destes motivos, Pokémon Legends é uma ótima pedida para passar tempo. 

Quando comentei sobre Guilty Gear na parte 3, eu mencionei o Rollback Netcode, que é um tipo de conexão de internet mais eficiente pros jogos de luta (o qual não irei explicar muito, por ser leigo no funcionamento). Esse Rollback está se tornando uma necessidade em jogos de luta recentes, por conta do isolamento social das pessoas na situação, já que ficou mais difícil jogar pessoalmente. Outros jogos de luta até tiveram os seus modos Online refeitos pra rodar nesse Rollback, e escolhi esse jogo justamente por isso (além de ser de uma franquia de luta mais conhecida popularmente pelos brasileiros do que Guilty Gear). 
The King of Fighters 2002 - Unlimited Match é um remake do KOF 2002 original, lançado primeiramente para PS2 e depois para Xbox 360, PS4 e PC. A jogabilidade é bem padrão da série, mas continua sendo boa do jeito que é. O que o torna tão bom é o quão completo ele é. Além de ter todos os personagens jogáveis que vieram do KOF 94 ao 2002 disponíveis (exceto Saisyu, Mr Big, Krauser, Eiji, K9999 e o Time dos Esportes) tem um quantidade decente de conteúdo, como modos extras para testar suas habilidades, desafios e até mesmo o KOF 2002 original (então, é basicamente 2 em 1). Eu esclareci ter escolhido esse jogo por conta do Online, mas esse modo só está nas versões de Xbox, PS4 e PC, e são só as de PC e PS4 que tem o tal do Rollback, mas se você não tiver essas versões e só puder jogar com um Online menos eficiente ou sem online no caso da de PS2, não tem problema. Com ou sem Rollback, KOF 2002 é uma boa pedida pra jogos de luta na pandemia. 

Pra finalizar. Não é só um jogo, é uma série inteira, e os leitores deste Blog conhecem bem qual é. 
Kirby dispensa apresentações, então vamos partir para o que importa. Um Kirby novo lançou pro Switch  faz pouquíssimo tempo, e esse é um dos motivos por ter escolhido essa série. Além disso, Kirby é uma série bem conhecida por ser fácil de jogar e por ser mais leve. A série pode aliviar almas deprimidas (tem alguns que ficam meio sombrios e perturbadores no final, mas não são todos). Tem vários tipos de jogos do Kirby, variando dos estilos mais tradicionais até os mais experimentais e diferenciados. O gosto vai de cada um, então, pegue um que te atraia e que tenha em um console da Nintendo que você tem ou que possa emular. Pela comemoração do novo jogo, pela jogabilidade fácil e acessível e por ser mais leve, os jogos do Kirby servirão bem para animar os seus dias sombrios. 

Sabe de outros jogos que podem servir de passatempo na quarentena? Como você se sente nessa situação? Gostou da postagem? Comente e compartilhe nas redes sociais, Bye Bye!

segunda-feira, 14 de março de 2022

Minhas primeiras impressões sobre Kirby and the Forgotten Land

 

 
Olá, povo da terra esquecida, tudo bem? Já faz bastante tempo que não faço uma postagem de primeiras impressões (a última foi em 2018, em que falei sobre o Kirby Star Allies). Como foi lançada uma Demo do próximo Kirby, que está por vir no Switch (além do lançamento estar próximo), decidi fazer mais uma postagem sobre primeiras impressões. Chega de perder tempo que a postagem vai começar!!! 

Fase 1: Gráficos 
Como podem ver, os gráficos do jogo são bonitos. Tudo é tão colorido e prazeroso aos olhos! e mesmo não tendo as texturas mais detalhadas já vistas, são detalhadas o bastante para não distraírem o jogador. Sendo um jogo com movimentação 3D, ele acaba usando ângulos de câmera para deixar o cenário com um aspecto mais grandioso, e isso funciona muito bem. As animações são bem feitas e funcionais, estão aí pra cumprir o seu papel e não atrapalham a jogatina (só achei estranho que quando os inimigos estão distantes, o FPS deles diminui. Não atrapalhou a experiência, só estranhei a decisão). Devo ressaltar que o jogo roda em 30 FPS, ao invés dos 60 FPS dos jogos passados (exceto o Star Allies), e admito que isso não me incomoda, pois se o jogo estiver jogável, o FPS não se torna um problema. Outra coisa que irei ressaltar é a qualidade das CGs usadas em algumas Cutscenes: está uma maravilha e parecem ter saído de um filme da Pixar de tão boas que estão. Vejam: 
Fase 2: Som 
Os aspectos da trilha sonora, sendo as músicas ou efeitos sonoros, é simplesmente bem típico de Kirby. Isto não significa que é ruim, muito pelo contrário, as músicas, efeitos sonoros e outras coisas relacionadas ao áudio continuam sendo muito boas, mesmo não sendo tão elaboradas em relação a outros jogos. 
Fase 3-1: Controles 
Nós demoramos para receber um Kirby com jogabilidade 3D, justamente por alguns aspectos da jogabilidade tradicional da série serem difíceis de traduzir para um ambiente 3D. A pergunta é: eles conseguiram fazer uma boa transição para o 3D? Sim! O analógico controla o Kirby em todas as direções; o botão A pula, com direito a alguns ajustes para ficar mais coeso com o espaço 3D (como o voo ser limitado igual ao Kirby 64 e não poder alcançar o topo da tela); o botão b suga (dessa vez permitindo que você possa andar e redirecionar a sucção) e permite usar as habilidades copiadas dos inimigos;  os botões Y e - removem a habilidade copiada e seguram os gatilhos de cima que te permitem defender, e movendo o analógico enquanto defende é a esquiva. Teve algumas coisas que eu deixei de lado, mas decidi só mostrar o que importa. Os controles funcionam muito bem, não só pelas adaptações para o formato 3D, como também pela boa responsividade dos comandos e o Level-Design complementa tudo isso ainda mais. 
Fase 3-2: Habilidades de Cópia 
Por ser só uma Demo, nem todas as habilidades estão disponíveis (só tem 4 aí) e nenhuma habilidade nova aparece nessa Demo. Mesmo assim, irei comentar. A primeira é 1: Sword, ela tem golpes rápidos e simples e, mesmo com a transição, não mudou muita coisa; 2: Cutter se especializa mais em atacar à distância com seus bumerangues, mesmo tendo um ataque corpo-a-corpo que funciona tal como a faca de Metal Slug, e dessa vez, adicionaram o poder de fazer o bumerangue girar parado no ar ao segurar o botão de ataque, dando dinâmicas interessantes nessa habilidade que não havia nos jogos passados; 3: Bomb era uma habilidade que eu não curtia tanto nos jogos 2D, pois achava meio lenta, mas esse jogo me fez gostar dela, pois mesmo não sendo tão diferente dos jogos anteriores, as mecânicas de jogar e botar bombas no cenário funcionam melhor num ambiente 3D, pois permitem fazer um uso melhor do espaço em volta, o que não funcionava muito bem em 2 direções; Por último, 4: Ice só tem o bafo de gelo dessa vez, e estou meio decepcionado por estar faltando alguns golpes que apareciam nos jogos 2D. O jogo completo irá incluir um sistema de dar Upgrades nas habilidades para dar funcionalidades mais diferenciadas, só que ele não está disponível na Demo, mas dá para obter algumas dessas versões alternativas após passar de todas as fases para ter um gostinho de como serão: a primeira é a 1: Gigantic Sword, que é uma versão mais lenta, só que com mais força e alcance da Sword; 2: Chakram Cutter é uma versão mais rápida e que te permite deixar dois bumerangues girando no mesmo cenário; 3: Chain Bomb te permite conectar bombas através de uma corrente, não só pra usar melhor o espaço, como também, para deixá-las mais fortes (o máximo que dá pra conectar é 6); 4: Frosty Ice coloca bonecos de neve com o bafo de gelo, que podem ser arremessados ao encostar neles (além de conter referências ao Mr Frosty dos jogos passados). As habilidades podem não ter tanta variedade de golpes quanto os jogos 2D (ou o Kirby Battle Royale, que foi um dos experimentos que fizeram pra tentar traduzir o Kirby para o 3D), mas ainda são divertidas e funcionais e algumas até ficaram melhores do que nos jogos 2D. 
Fase 3-3: Mouthful Mode 
Os jogos principais do Kirby moderno frequentemente incluem mecânicas novas que servem para auxiliar na exploração e combate, como as Ultra Habilidades do Return to Dreamland ou a Robobot do Planet Robobot, e essa é a nova mecânica que acrescentaram nesse jogo. Basicamente, o Kirby pode se acoplar a objetos presentes no cenário para usar suas habilidades e passar de certos obstáculos. Os que disponibilizaram na Demo foram 3: 1: O Carro faz com que Kirby dirija e atropele qualquer um em seu caminho, além de poder quebrar algumas paredes (GTA que se dane, isso sim é atropelamento de qualidade!); 2: A Máquina de Vendas é lenta, mas consegue metralhar refrigerantes e sucos nos inimigos e paredes, só que a munição não é infinita e pra recuperá-la é só pegar as latas que ficam no chão; 3: O Cone é um pouco parecido com a habilidade Stone dos jogos passados, pois o seu ataque resume a um mergulho aéreo que pode abrir passagens no chão. Esses são o que disponibilizaram na Demo e mesmo as minhas descrições deixando-os parecidos demais, eles são divertidos de usar e dão uma variedade bem-vinda nas fases (além de serem bem engraçados de se ver). 
Fase 3-4: Co-op 
O jogo tem um modo cooperativo de 2 jogadores, mas não irei comentar tão detalhadamente. O segundo jogador controla o Bandanna Dee, com o Moveset dos seus jogos passados adaptado bem para o 3D, e ele é divertido de controlar. O Co-op é divertido no geral. 

O Que Achei Sobre: Adorei Kirby and the Forgotten Land. Tem bons gráficos, boas músicas, e a adaptação que fizeram para o 3D foi bem sucedida. Os controles são bem responsivos e os aspectos que tiveram que adaptar funcionaram bem, além de ter um Level-Design competente, um combate divertido e a mecânica do Mouthful Mode ser bem gostosa de usar. A temática de cenários urbanos abandonados e cobertos por natureza não é nova, mas é bem interessante e aprecio os que colocaram nesse jogo. Têm coisas dos jogos 2D que sinto falta, mas curti bastante a experimentabilidade do jogo. Tem potencial para se tornar um dos meus Kirbys favoritos da franquia inteira. 

O que achou da Demo? Está aguardando o jogo? O que achou da mudança pro 3D? Gostou da Postagem? Comente e compartilhe nas redes sociais, *dancinha da vitória*. 

Nota do Escritor: eu tinha esquecido de colocar que a data de lançamento do jogo é 25 de março.

domingo, 6 de março de 2022

Youtube Underground: Kusogeita

Olá, Youtubers, tudo bem? Bem, eu tinha feito uma postagem a 1 ano falando sobre o possível cancelamento deste quadro, por conta de uma decisão de design na nova interface que dificultava a experiência de quem via as postagens no celular. Recentemente percebi que haviam consertado essa decisão, e os usuários de celular poderão ver de boa. Para aqueles que caíram de paraquedas ou não lembram desse quadro, é basicamente um quadro onde falo de canais de games do Youtube que não são muito conhecidos. Então apertem Play que as coisas talvez possam ficar divertidas. 

Kusogeita é um canal que faz análises de games. Os games que o canal aborda são de origem japonesa e boa parte deles, feitos para públicos muito específicos (e, às vezes, de qualidade questionável). Eu não irei dizer que a forma que ele analisa é uma das coisas mais elaboradas do mundo, mas ele demonstra de uma forma tão concisa e cheia de carinho o conteúdo que apresenta, que não tenho escolha, a não ser apreciar. E qualquer canal que faça vídeos sobre jogos que não são frequentemente comentados automaticamente ganha o meu respeito. 

Mostrarei um vídeo para tirar suas conclusões, mas antes, olhem as informações adicionais: 

Classificação Indicativa: Livre (imposta pela CEIPM: Classificação Etária Imposta Por Mim) 

Duração dos Vídeos: 3 - 24 minutos 

Frequência de postagem: Mediana 

Número de Inscritos: (até o momento): 3,42 mil 

Curiosidade do Canal: O Megazão (o proprietário do canal) já chegou a estudar japonês, mas só sabe o básico por ter parado num ponto que precisava estudar Kanjis, além de circunstâncias envolvendo a pandemia.

Agora sim, assistam o vídeo para tirar as conclusões: 

 
Se esse não foi um bom incentivo pra ver o canal, tudo bem, mas não reclame das opiniões diferentes da sua. 

Assista Se: Gosta de saber sobre jogos de nichos específicos, aprecia um conteúdo mais rápido e conciso e gosta de canais que falam sobre jogos que não são frequentemente comentados. 
Não Assista Se: Não tiver tolerância pra conteúdos menos elaborados. 
O Que Acho Sobre: Kusogeita pode não ser um dos canais com vídeos mais elaborados do mundo, mas a paixão que ele tem no seu conteúdo, junto com as suas descrições sucintas foram um dos pontos que me atraiu pro canal, junto com o fato de apresentar jogos pouco falados pelo público Gamer em geral. Ele não precisa ser super elaborado, pois o que ele faz bem, faz muito bem. 

Já conhecia o canal? O que achou do vídeo? Gostou da postagem? Comente e compartilhe nas redes sociais, Bye Bye!

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022

Survival Mode: Toy Story 3 (DS)

Olá, brinquedos, tudo bem? Toy Story é uma franquia de filmes icônica amada por muitos (inclusive por mim, sendo o meu favorito o Toy Story 2). Claro que com o sucesso dos filmes vão ter de expandir a marca e colocá-la em outros tipos de mídia e produtos. Hoje não é tão comum, mas antigamente você via quase todo filme ou desenho ganhar algum jogo e, em boa parte das vezes, não era um bom sinal, pois como eram meros produtos feitos pra acompanhar o material de origem, acabavam sendo produções apressadas, desalmadas e feitas pra arrancar dinheiro de quem tem apego à marca (tem alguns que são bons, mas a esmagadora maioria nem tanto). Será que esse Toy Story 3 do Nintendo DS é tão ruim como a maioria? é o que-NÃO IREI MANTER SURPRESA, ELE DEFINITIVAMENTE É!!! 

Fase 1: Enredo 
Começando pelo único ponto positivo dessa joça  que é seguir bem o enredo do filme. Ao invés de fazer uma descrição detalhada e desnecessariamente longa como sempre faço, irei resumir: Andy já cresceu e está prestes a ir pra faculdade e Woody e sua turma acabam sendo doados para uma creche, que é como uma prisão pros brinquedos de lá. Então, eles precisam voltar pra casa antes que Andy vá embora. No geral, eu gosto da história do filme, mesmo com alguns probleminhas, e o Game a segue fielmente, mas isso não torna este aspecto imune a críticas. Mesmo seguindo o bom roteiro, não deixa de ser sem alma, já que tacar um Script bom numa apresentação robótica o faz parecer superficial. Além disso, posso afirmar que há personagens do filme que acabam sendo mal utilizados ou não aparecem, como: Barbie e Ken não aparecem, eles até têm cenas de destaque no filme, mas não são os mais importantes e achei compreensível eles não estarem no jogo por causa das licenças; Senhor e Senhora Cabeça de Batata também não aparecem e eles, sim, são importantes, e mesmo entendendo essa ausência por conta das licenças, ainda me chateia; Jessie e Bala no Alvo só aparecem em algumas ilustrações que são mostradas ao passar de fase, mas isso não é desculpa para não aparecerem nas fases, como todo o resto da turma (exceto os Cabeças de Batata). Esses são os furos que eu me lembrei de cabeça, pode ser que tenha mais. Mesmo sendo fiel ao filme, a apresentação o deixa superficial e alguns personagens sendo mal utilizados me dá nos nervos. 
Fase 2: Gráficos 
Os gráficos não são muito bons. Os modelos dos personagens são malfeitos, inexpressivos e com animações super duras, e mesmo sabendo que o DS não é um dos consoles mais poderosos já feitos, não levo isso como desculpa, pois eu sei que há jogos 3D do DS que tem mais qualidade gráfica e esforço colocado do que isso aí. Os cenários também não são grande coisa, mas não tenho tanto a comentar e não irei fingir que conheço super bem as nuanças de modelagem Games pra massacrá-lo mais ainda. Mesmo com a qualidade gráfica porca, eu irei dar crédito a alguns pontos: mesmo a modelagem dos personagens sendo feita às coxas, é estranhamente menos feia do que as versões de PS2 e PSP (as desvantagens são que no DS não tem expressões faciais e são mais estourados); nas conversas dos personagens, a tela de cima mostra modelos meio competentes pro DS, mas é uma pena que eles não tem muitas variações nas animações. É óbvio que o visual foi feito rapidamente e teve que ser apressado pra acompanhar o filme, mas sei que os desenvolvedores são mais capazes do que isso, e faltava bastante polimento. 
Fase 3: Som 
Em questão de trilha sonora, é uma bagunça. As músicas até que não são ruins, na verdade, até que são boas, não diria que são incríveis ou uma das melhores coisas do mundo, mas boas o bastante e também combinam relativamente bem com a franquia, mesmo sendo simples e curtas. Escutem: 
Eu já tinha dado essa explicação no Survival Mode de Pokémon Stadium, mas como sei que não foram todos que viram aquela Review, irei explicar de novo: muitas pessoas acabam usando o termo trilha sonora de forma errônea, pois o usam  só para se referir às músicas, mas a parte do "sonora" é porque também inclui coisas como efeitos sonoros, mixagem, dublagem ETC (por sinal, o termo correto pra coleção de músicas usadas é trilha musical). Mesmo tendo músicas decentes, ainda não salva a trilha sonora, por conta de todo o resto. Eu só fui gostar das músicas quando fui procurar no Youtube, pois no jogo elas são tocadas em um volume baixo, me fazendo não prestar tanta atenção (além de só conseguir lembrar do tema da 1° fase, que não é lá grande coisa), além dos efeitos sonoros e clipes de voz serem inconsistentes no volume, alguns estando num volume aceitável e outros desnecessariamente altos. Os efeitos sonoros não são muito bons, tendo sons de baixa qualidade, além daquele problema que mencionei com o volume inconsistente. Esses problemas citados mostram que ter uma boa mixagem de áudio é importante. 
Fase 4-1: Controles 
Se eu já tinha reclamado com outros aspectos, é a jogabilidade que me fez ter tanto desgosto. Você controla os personagens pelo direcional do DS, pula com o B (com direito a pulo duplo), interage com as coisas usando o A e os botões Y e X são ações únicas de cada personagem. Os únicos personagens jogáveis são Woody e Buzz, o Woody pode usar a sua corda com um gancho para alcançar certas áreas e dar uma pisada forte quando estiver no ar e o Buzz dá um golpe de Karatê e consegue planar a longas distâncias. Se eu pudesse descrever os controles desse jogo, diria que são duros e lentos. A movimentação dos personagens é muito lenta, deixando as fases chatas de atravessar, além dos pulos e habilidades dos personagens serem travados. A combinação da movimentação lenta com as habilidades travadas fazem a jogabilidade não ser nem um pouco satisfatória de controlar. 
Fase 4-2: Level-Design e Minigames 
É estranho eu colocar essas duas categorias diferentes em uma, mas você entenderá o porquê. As fases tem um Level-Design insosso, com objetivos bem tediosos e repetitivos (eu posso resumi-los apenas com "pegue um item ou mais pra prosseguir"), e, às vezes, com trechos em que te forçam a usar a Touch Screen ou microfone do DS pra nada muito substancial. O estranho é que isso é só a 2° pior parte do jogo, pois a pior está por vir. O jogo tem Minigames, mas ele os insere goela-abaixo em todas as fases principais (não lembro se é literalmente em todas). Todos eles não são nem um pouco divertidos e arruínam ainda mais o ritmo do jogo e, pra piorar, eles são desnecessariamente arrastados, tornando-os mais tediosos do que já são. Além do mais,  são bem desconexos da história ou temática e mesmo quando não são, continuam extremamente chatos. 
Fase Final: O Verídico 
Prós: 
+ É fiel ao filme... 
+ As músicas até que são boas... 
Contras: 
- ...Mas não deixa de ser sem alma 
- Os gráficos precisavam de mais polimento, além de serem feios 
- ...Mas não salvam a bagunça que é a trilha sonora 
- Controles duros 
- Fases e Minigames tediosos 
- Má utilização de personagens 
Nota Final: 
1.6 
Resumindo: Toy Story 3 é péssimo na sua versão de DS. Os gráficos são feios, a trilha sonora é uma bagunça na qualidade, a jogabilidade é lenta e travada, as fases e objetivos são um tédio total e os Minigames são insuportáveis. Eu posso dizer que ele é bem fiel ao filme, mas tacar um Script bom numa apresentação tão  robótica o tira de sua alma. Esse é um dos Games mais tediosos que joguei na minha vida e até admito que pausei o jogo só pra fazer coisas bem melhores e aliviar o tédio frustrante que sentia (até com o Aquaman do Gamecube fiquei mais motivado em zerar). Este é um dos piores jogos que joguei na minha vida e é melhor assistir o filme, ou talvez jogar a versão para os consoles de mesa da época. 

Curiosidades Rápidas: 
- Al de Toy Story 2 aparece na TV da primeira fase 
- O jogo costumava ter suporte a um serviço Online encontrado em jogos da Disney no DS chamado D-Gamer, que servia como uma rede social e te permitia desbloquear itens exclusivos nos jogos (esse serviço fechou em 2013) 

Você já tinha jogado essa versão do Toy Story 3? Gosta de Toy Story? O quais jogos baseados em filmes você gosta ou desgosta? Gostou da postagem? Comente e compartilhe nas redes sociais, Bye Bye!

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022

Top 20: Jogos que joguei em 2021 (parte 2)

 Como diz o título, essa postagem é uma continuação da postagem anterior e é necessário ler a primeira parte antes, para aproveitá-la melhor. Continuando... 

Eu posso ter jogado pouco esse jogo, mas esse pouco que joguei foi o bastante para aproveitá-lo e formular uma opinião sincera. 

10: Just Shapes & Beats (2018) 

Just Shapes & Beats é um jogo que acho um tanto quanto criativo na sua jogabilidade, pois mistura jogos de música com Bullet Hell (termo usado para jogos de nave ou semelhantes, onde a tela é preenchida de projéteis a ponto de ser muito difícil de desviar). Mas como ele faz essa mistura? A jogabilidade consiste em controlar formas geométricas em arenas, e tudo que elas fazem é mover e esquivar, e os ataques inimigos vem de qualquer canto da tela e esses ataques estão ritmicamente sincronizados com a música. Então você irá precisar de ótimos reflexos e um senso rítmico apurado para se dar bem no jogo. Claro que por ser um jogo de música, o apelo dele são as próprias músicas, e mesmo eu tendo as achado  boas, vocês achariam estranho que eu gostei mais do jogo por causa dos visuais? Os visuais dele são bem minimalistas, contando apenas com formas geométricas e poucas cores, mas ele consegue fazer usos tão criativos desse visual minimalista que me deixou impressionado! E por eles serem sincronizados com a música, os deixa ainda melhores. O motivo dele estar aqui já foi explicado antes de mostrar o colocado, joguei pouco. Eu tinha jogado esse jogo com o meu primo em uma visita que durou pouco e, nessa curta jogatina, conseguimos tirar um bom proveito do seu conteúdo. Jogamos alguns modos e até zeramos a campanha juntos, mas, mesmo assim, foi uma jogatina curta. Como disse no começo, joguei pouco o Just Shapes & Beats, mas consegui jogar o suficiente para aproveitar o seu conteúdo e formular uma opinião. 

Esse é um jogo que eu sempre soube de sua existência, mas não fui jogar ou adentrar não sei o porquê, e foi só em 2021 que fui jogá-lo de verdade. 
9: The World Ends with You (2007-08) 
The World Ends with You é um JRPG um tanto quanto não-convencional do Nintendo DS. O jogo conta a história de Neku, um jovem fechado e associal que é forçado a jogar um jogo de vida ou morte chamado "Jogo dos Ceifadores", em que ele é forçado a cooperar com desconhecidos para sobreviver e amadurecer como pessoa. A história pode ser simples e não muito inovadora, mas é bem construída e bem desenvolvida, junto das suas mensagens sobre amizades, empatia, amor próprio, que mesmo sendo clichês, são bem executadas. A sua Gameplay apresenta sistemas pouco convencionais. No combate, você controla 2 personagens simultaneamente em tempo real, e cada um tem suas habilidades e são controlados em cada uma das telas do DS, e dominar esse sistema de combate é difícil, mas recompensador. Além disso ele tem um estilo artístico e musical legal, combinando com a estética urbana de Shibuya. Mesmo  gostando bastante dele e me conectando um pouco com uma de suas mensagens, ele está nessa posição mais por ser um jogo que respeito pelo que faz, do que um jogo que amo. TWEWY pode não ter sido um dos meus jogos favoritos, mas chegou bem perto. 

A partir desta posição pra cá será a zona dos meus jogos favoritos de todos. Uma série de jogos de luta que eu planejava adentrar há um tempo era Guilty Gear, pois parecia ter bastante personalidade e aquele sistema de combate parecia muito bom. Mesmo eu tendo jogado alguns jogos mais antigos da série em 2019, eu parti pros mais recentes em 2021 (só pra constar, não joguei Guilty Gear Strive). 
8: Guilty Gear Xrd Rev 2 (2017) 
A terceira versão de Guilty Gear Xrd (a primeira foi a Sign e a segunda Revelator) pode não ser tão diferente da anterior, mas continua com a mesma boa qualidade. O seu estilo gráfico continua impressionando até hoje, com o seu Cel-Shading e técnicas de animação que conseguiram ser inovadoras para jogos de luta 3D (esqueci de mencionar que Xrd foi o primeiro Guilty Gear 3D da série principal, mas é 3D só nos gráficos, não na mobilidade). Além do mais, por ser 3D, ele teve mais liberdade para ter animações mais cinemáticas e mais exageradas do que antes, e elas são extremamente divertidas de ver e são cheias de charme (nem o Strive é tão cinemático, vivo e exagerado nas suas animações). A sua jogabilidade é bem típica de Guilty Gear, com suas lutas sendo bem frenéticas e cheias de combos, sendo todos os comandos bem satisfatórios de executar e com vários personagens interessantes pra complementar, tanto em jogabilidade, quanto em personalidade e história. E também, ele tem uma trilha sonora pauleira, um modo Arcade com um charme que não vejo em tanto jogos de luta de hoje em dia e uma Lore complicada, mas interessante. O motivo da posição é simples: eu não tenho o jogo, quem tem é o meu primo (o mesmo que mencionei no Just Shapes & Beats), e pelo jogo ser dele e eu não ter tempo pra treinar no jogo, já que as nossas visitas tendem a ser bem curtas, não tive tanto tempo para aproveitá-lo. Assim como no Just Shapes & Beats, posso não ter jogado o bastante, mas consegui formular uma opinião bem positiva. 

Eu acho estranho não ter falado bastante sobre jogos de música (no máximo, só umas menções a Just Dance e o Just Shapes & Beats lá atrás), pois os adoro, e esse jogo de música me cativou bastante. 
7: Gitaroo Man Lives! (2006) 
Gitaroo Man Lives é um Port de um clássico do início da vida do PS2 (2001-02), que foi relançado para o PSP alguns anos depois. O jogo protagoniza quem está sendo mostrado no título, e percorre 10 fases, sendo todas elas, cada música do jogo. Eu gosto de referir a esse jogo como parte de um sub-gênero de jogos de música que categorizo como "jogo de lutinha musical", que é quando cada música/fase, você enfrenta um inimigo diferente (diferente de DDR e Just Dance, que você só joga músicas pra fazer pontos). Outros jogos que incluo nessa categoria são Friday Night Funkin, PaRappa the Rapper e Space Channel 5, mas Gitaroo Man se destaca desse jogos por conta de um detalhe: nestes outros jogos mencionados, as músicas são divididas entre a parte do inimigo e a do jogador, e o jogador simplesmente repete o que o inimigo faz, e em Gitaroo Man não, pois as partes do inimigo e do jogador são bem diferentes de cada uma e isso traz dinâmicas bem interessantes em cada batalha, além de cada parte ser desafiadora. Por causa do nome, é fácil achar que o jogo só teria músicas de Rock, mas não é bem assim, pois tem uma certa variedade de gêneros além do Rock, como J-Pop, Jazz e até Reggae, além de cada uma deles ser muito boa. Pra ser honesto, não sei bem o porquê da posição, além de preferência pessoal. Gitaroo Man Lives é um ótimo Port de um jogo cheio de qualidade. 

Persona é uma franquia que me interessou já faz alguns anos, mas tive receio de me adentrar nos jogos, porque mesmo eu gostando de JRPGs e as suas histórias me atraindo, Persona também tinha elementos de simulação social e tempo limite e como a minha experiência com esses tipos de jogos não foi muito agradável, tive medo de jogá-los, mas quando finalmente os joguei,  acabei conseguindo lidar com esses aspectos de boa. Eu joguei Persona 3 e 4 em 2021, e qual dos dois gostei mais? 
6: Persona 4 (2008) 
Só pra constar, eu joguei a versão original e não a Golden que tem mais conteúdo e melhorias na jogabilidade. O jogo se passa em uma pacata cidade chamada Inaba, onde o nosso protagonista acaba se mudando. Após os seus primeiros dias de escola e fazer novos amigos, acaba se deparando com casos de um Serial Killer que deixa os cadáveres de suas vítimas pendurados em antenas de televisão. Depois de ouvir rumores sobre um tal de "Canal da Meia-noite", ele descobre junto com seus amigos, um mundo dentro de TVs, o qual é formado pela psique das pessoas. Então, o grupo parte para resolver o caso, salvar as vítimas e tentar viver as suas vidas normais. A história consegue ser muito boa, tem mistérios bem construídos; personagens bem gostáveis e mensagens sobre auto-aceitação (que é um tema que me conectei mais do que a morte, no 3, e a corrupção política, no 5). Além disso, tem ótimas músicas, um sistema de combate decente que melhora e re-balanceia o que foi estabelecido no 3 e a simulação social com gerenciamento de tempo é estranhamente divertida, não estava esperando que gostaria desse tipo de coisa. O Game está nessa posição simplesmente por eu já ter sabido os rumos da história há anos, o que não invalida o meu divertimento com o jogo e a narrativa. Aquela franquia que tive medo de tentar por não saber se iria gostar acabou me engajando e o 4 é definitivamente o meu favorito dela. 

Este clássico ignorado do Nintendo 64 me deixou bastante entretido com tamanha qualidade e definitivamente se tornou um dos meus jogos de plataforma 3D favoritos. 
5: Rocket - Robot on Wheels (1999) 
Assim como F-Zero X e a duologia Snowboard Kids, Rocket foi um dos jogos que fui procurar pra jogar no emulador e fazer o meu top 10 de jogos do console. No começo, eu ainda não estava curtindo tanto por falta de costume, mas quanto mais eu jogava, mais eu apreciava o jogo e amei tanto ele que pensei "Eu queria ter jogado esse jogo quando era criança". Como em vários jogos de plataformas 3D da época, as fases são bem grandes e focadas em cumprir vários objetivos e ganhar coletáveis para avançar, além de serem super bem construídas, variadas e tirarem proveito de cada habilidade do seu arsenal. Outro ponto a ressaltar é que ele tem um certo foco em física, pois os seu pulos e movimentação tem uma física específica que é difícil descrever em um texto, mas que é bem satisfatória quando você joga. Ele também tem bons gráficos pro console e boas músicas de Jazz. Meus únicos problemas com o jogo são a câmera e ter de coletar absolutamente tudo pra zerá-lo de verdade. Eu posso não ter crescido com esse jogo, mas ele é tão bom que eu queria que tivesse. 

Os RPGs do Mario são bem interessantes, pois eles têm um estilo de jogabilidade simples que conseguem agradar tanto aos menos chegados no gênero, quanto aos mais chegados. Eu tinha jogado primeiro o Super Mario RPG quando  criança, mas outro RPG do Mario que tenho apego, além dele, é a série Mario & Luigi. Eu só tinha jogado o Partners in Time quando criança e queria muito jogar o Bowser's Inside Story, mas não pude simplesmente  porque quando era baixado, não funcionava. Alguns anos depois, finalmente pude jogar esse jogo que queria por tanto tempo. 
4: Mario & Luigi - Bowser's Inside Story (2009)
Bem, eu tecnicamente já tinha jogado um pouco em 2020, mas decidi colocá-lo na lista porque naquele ano eu não tinha jogado bastante. Não avancei nele por conta de um problema do meu DS, que me forçou a levá-lo pro conserto e só o joguei  substancialmente em 2021. A premissa é que uma epidemia está tomando conta do Reino dos Cogumelos e todos estão tentando achar alguma solução (obrigado coronga por corromper a minha mente e não me deixar mais ver o jogo da mesma forma), e Bowser acabou ganhando um cogumelo que o deixava "poderoso" de um traficante vendedor misterioso, e quando foi usar seus poderes que ganhou com o cogumelo para derrotar Mario e o Homem Verde e raptar novamente a Princesa Peach, acabou engolindo todos eles. À partir daí, Mario & Luigi partem em aventuras dentro do corpo do Bowser, Bowser parte em aventuras próprias (o melhor é que ele está cooperando com seus inimigos sem saber) e coisas desenrolam e ficam mais loucas. Apesar da premissa estranha, ela é bem feita, além de abrir boas dinâmicas de narrativa e Gameplay. A jogabilidade foi bastante melhorada em relação aos anteriores, mesmo o combate não sendo tão diferente, mudaram a forma que os especiais funcionam, fazendo um perfeito meio termo em como era no Superstar Saga e no Partners in Time. Além disso, a exploração ficou ainda mais interessante já que as partes dos irmãos dentro do Bowser controlam como um Mario 2D, cheio de cantos pra fuçar, e o Bowser exploram o Reino dos Cogumelos tal como os outros Mario & Luigi (mas sem um botão de pulo). Ainda por cima, os irmãos podem sair e entrar no Bowser a qualquer momento (essa frase pegou mal) mais pra frente, permitindo explorar as áreas do Bowser e entrar em cantos que ele não tem acesso. Ele também tem uma ótima trilha sonora e belos gráficos 2D que nem os seus sucessores superaram. Eu posso ter jogado ele meio tarde na minha vida, mas me senti como aquela criança com o Partners in Time quando joguei Bowser's Inside Story, e isso foi maravilhoso. 

Lembram quando mencionei um jogo que comprei junto com Celeste e Mr Driller na parte 1? agora irei revelá-lo. Eu não comentei sobre tantos jogos brasileiros aqui no Blog, e quando comentei foi sobre jogos  de canais conhecidos do Youtube, e eu tinha mencionado esse jogo em uma lista passada. 
3: A Lenda do Herói - O Jogo (2016) 
Pra quem não sabe, A Lenda do Herói é uma série de vídeos do canal Castro Brothers, que é basicamente um musical que satiriza a lógica sem sentido dos Games, acompanhada de uma animação 16-bits e cantada pelos Irmãos Castro. A jogabilidade é como a de vários jogos de plataforma 2D, mas não é necessário inovar pra ser bom, pois ele faz bem o que faz, com seus controles precisos, Level-Design bem feito, upgrades ao decorrer da jornada e vários segredos pra fuçar. Como A Lenda do Herói era uma série de vídeos musicais, o jogo adaptou isso com o inovador sistema de narração cantada, fazendo com que, em cada fase, o herói cante sobre qualquer coisa que aconteça na tela (até coisas mais idiotas, como o jogador ficar parado ou repetir uma ação incessantemente), e o melhor é que é bem sincronizado, aborda gêneros musicais diferentes e não fica cansativo, além das letras conseguirem ser bem engraçadas. Ah é... o senso de humor do jogo também é bem legal, pois tem aqueles tipos de referências, memes e trocadilhos que dão ao jogo aquele jeitinho brasileiro que dá gosto de ver. O jogo também tem uma Pixel Art expressiva, a opção de colocar Skins de Youtubers brasileiros e outras coisas no herói e até DLCs que são boas (eu comprei a edição definitiva, que veio com todas elas). A Lenda do Herói é uma produção nacional tão surpreedentemente boa que me dá esperanças para a produção de Games nacional, além de me divertir bastante. 

Como eu tinha mencionado na parte 1, a minha porta de entrada pra superar o meu preconceito com Visual Novels foi Danganronpa. Eu tinha adorado essa franquia quando comecei, mas com o tempo, eu comecei a enjoar e ver coisas na estrutura dos Games que me incomodavam. Mesmo na minha fase de Danganronpa, eu reconheci que este Game foi melhor que Danganronpa, Zero Escape, Ace Attorney ou qualquer Visual Novel Híbrida da mesma pegada. 
2: Your Turn to Die (2017-até hoje) 
Your Turn to Die é uma Visual Novel gratuita dividida em capítulos, sendo que cada um teve uma data de lançamento diferente. Quando comecei a jogar, eu não estava gostando tanto, mas não sabia por que, e quando avancei na história, fiquei cada vez mais imerso no jogo. Por ser Visual Novel, é claro que tenho que começar pela história: O jogo conta a história de Sara Chidouin, que junto com seu melhor amigo Joe, acabam sendo sequestrados, e são forçados a jogar, junto com outras pessoas, o Jogo da Morte, que é um jogo onde além de passar por situações de vida ou morte, as pessoas são forçadas a sacrificar a vida dos outros através do voto majoritário, em prol de sua sobrevivência. Apesar do conceito não ser original, ele é super bem feito, não só pelas situações tensas, como também pelos mistérios envolventes e personagens bem desenvolvidos. Falando nos personagens, eles são o ponto alto do jogo, sendo super bem escritos, não dependendo de apenas um tipo de personalidade e tendo psicologias bem desenvolvidas, e vê-los tentando lidar com a situação desumana que passam chega à ser doloroso. Pode parecer que a jogabilidade não seja importante para esse jogo, mas isso está bem longe de ser verdade. O esquema da Gameplay é um pouco parecido com Zero Escape (série do qual o 999 que apareceu na parte 1 faz parte), com um sistema de Point and Click com Puzzles e Minigames pra resolver, mas ao contrário de jogos como Danganronpa e Ace Attorney, a Gameplay não está lá só pra ter, pois além de não ter mecânicas que foram mal encaixadas ou intrusivas, ela acaba servindo para deixar a história ainda mais impactante. Como eu declarei no início, "é uma Visual Novel gratuita dividida em capítulos, sendo que cada um teve uma data de lançamento diferente", pois ele ainda não está concluído, já que os últimos capítulos ainda não saíram, e o último que saiu foi por volta de maio ou junho de 2021, e não se sabe quando lança o próximo. Mesmo assim, ele ainda vale à pena, não só pela qualidade, mas também pela acessibilidade, pois dá pra jogá-lo em navegadores, ou até baixá-lo gratuitamente no seu PC (tem até versão em português). Your Turn to Die pode não estar concluído, mas o que ele tem disponível já foi o suficiente para me fazer amá-lo. 

Antes de mostrar o primeiro lugar, vejam as 
Menções Honrosas: 
Soul Nomad (2007): Um RPG do mesmo pessoal que fez Disgaea, e mesmo tendo mais preferência pra Disgaea, eu ainda curti o jogo. 
La Pucelle Ragnarok (2009): Uma versão relançada de um RPG que a NIS fez antes de Disgaea. Além da qualidade do título original e as melhorias do relançamento, ele serviu bem pra formar os rumos dos jogos futuros da empresa. 
Persona 3 Portable (2009-10): Mesmo eu tendo alguns problemas com a sua narrativa e jogabilidade (sendo alguns deles sendo consertados nessa versão), eu ainda gostei da minha experiência. 
Fighters Destiny 1 (1998) e 2 (1999-2000): Uma duologia de jogos de luta bem injustiçada, e que tem qualidades que os jogadores não deram muito crédito. 
Mario Party 2 (1999-2000): Um ótimo Mario Party que infelizmente não pude finalizar partidas inteiras por falta de tempo pra jogar. 
Rayman 2 (1999): Posso não ter jogado até o fim, mas reconheço bem as suas qualidades. 
Planetarian (2004-14): Uma Visual Novel legal que chega até a ser melhor que Clannad em alguns quesitos, mas fica nas menções pelo fato de que por ser Kinectic Novel (Visual Novel 100% linear e sem outros tipos de Gameplay), é discutível se é ou não um jogo. 
Taiko no Tatsujin Portable DX (2011): Eu sempre quis jogar algum jogo dessa série e me diverti com esse primeiro que joguei, mas não pude aproveitá-lo tanto por causa do meu nível de japonês ser básico demais. 
Soul Calibur VI (2018): Eu também sempre quis jogar Soul Calibur, e quando vi que um amigo meu tinha essa jogo, joguei e me diverti. 
Guilty Gear XX Accent Core Plus (2008-09): Também gostei bastante desse Guilty Gear, mas as qualidades do Xrd me atraíram mais. 
Prinny - Can I Really Be the Hero? (2008-09): Bom e desafiador jogo de plataforma que se passa no maluco universo de Disgaea
Bujingai (2003-04): Um Hack 'n Slash desconhecido com um ótimo sistema de combate. 
Friday Night Funkin (2020): Ele pode ter sido um daqueles jogos modinha, mas me diverti bastante com ele, mesmo tendo jogado pouco. 
Mr Driller - Drill Spirits (2004): Um ótimo Mr Driller que só fica nas menções por causa da variedade do Drill Land ser preferível. 

Eu tive bastante interesse em jogar esse jogo, desde que eu vi um vídeo do Jojo Rama (um canal que infelizmente está inativo) falando sobre, e quando finalmente joguei depois de 5 anos, eu amei. 
1: Ghost Trick - Phantom Detective (2010-11) 
Ghost Trick é um Clássico Cult lançado pela Capcom para o DS (também teve para IOS, mas deve estar indisponível hoje em dia). Neste jogo, você controla Sissel, um fantasma que está investigando sobre a sua identidade e as circunstâncias de sua morte, tendo que confiar em seus poderes fantasmagóricos e pessoas ao redor para desvendar esses mistérios. A premissa é um tanto simples, mas é cheia de criatividade e executada de forma espetacular, com mistérios genuinamente envolventes, personagens carismáticos e muito estilo. A jogabilidade se resume a Puzzles onde Sissel deve transitar de objeto em objeto para encontrar a solução, e eles são genuinamente muito bons, conseguem quebrar a cabeça mesmo não sendo tão difíceis a ponto de precisar de um detonado pra resolver ou sendo tão fáceis a ponto de não serem satisfatórios. Assim como em Your Turn to Die, a jogabilidade complementa a narrativa de forma genial, como as regras da jogabilidade serem super coerentes com a história, a ponto de quando acontecer uma reviravolta maluca, a jogatina acabar ajudando na suspensão de descrença por conta da coerência do enredo e da jogabilidade, e o melhor é que ambas as partes de jogatina e história têm uma quantidade razoável de tempo para não torná-las cansativas, permitindo o jogador aproveitá-las igualmente. Ele também sobressai no quesito de apresentação, tendo músicas bem legais, uma arte estilosa e gráficos bastante belos pra um jogo de Nintendo DS. Posso ter demorado alguns anos pra jogar, mas Ghost Trick valeu mais do que a pena e é um dos meus favoritos de todos os tempo (obrigado Jojo Rama!). 

Quais jogos você jogou em 2021? Quais foram os seus favoritos do ano? Já jogou alguns dos jogos deste Top 20? Tem interesse em jogar alguns deles? Gostou da postagem? Comente e compartilhe nas redes sociais, e que 2022 não seja miserável!

terça-feira, 25 de janeiro de 2022

Top 20: Jogos que joguei em 2021 (parte 1)

Olá, povo do passado, tudo bem? 2021 foi um ano bem estranho pra mim. A pandemia continuava chata (mesmo com vacinas), e tinha demorado pra perceber o quanto eu estava carente, só e infeliz nesse período conturbado (eu até cheguei a chorar). Mas nos momentos em que estive feliz, consegui arranjar várias coisas favoritas, como desenhos favoritos, filmes favoritos e até jogos favoritos. Eu admito que sempre tive vontade de fazer listas de jogos que joguei anualmente como tradição, mas, ao invés disso, fiz listas de games antecipados, pois não achava que tinha jogado jogos suficientes pra fazer uma lista, não tinha jogado jogos que saíram no ano o suficiente ou achava que a lista não teria muita variedade. Mas agora, é a oportunidade perfeita para realizar este antigo sonho meu. Olhem para o meu passado e se divirtam! 

Lembrete: É óbvio que essa lista é baseada em opinião pessoal e apenas em jogos que joguei, se tiver algum jogo aí que você discorda da minha opinião, não comece brigas feito um imbecil. Além do mais, esta lista não é estritamente de jogos que foram  lançados em 2021, pois há jogos de várias décadas atrás (só há 2 jogos de 2021 nessa lista). 

No final de 2020 e no começo deste ano, decidi jogar Visual Novels pra superar meu preconceito com o gênero, e até que funcionou. Não se tornou um dos meus gêneros favoritos, mas acabei ganhando um respeito pelo que é. Por mais que eu tenha adquirido mais preferência pra Visual Novels Híbridas que incluam gameplay o suficiente para agradar os menos chegados ao gênero (como eu), também consegui me divertir um pouco com Visual Novels mais tradicionais. 
20: Clannad (2004-2015) 
Talvez alguns de vocês não conheçam Clannad pelo jogo, mas pela versão em Anime que é uma adaptação desse jogo. Eu acabei jogando por conta dessa versão Anime, não por conta de experiência própria, mas por causa dela ser o Anime favorito da minha irmã, e como ela gosta tanto do Anime, queria ver como era a versão original. Após várias tentativas frustradas consegui baixar o jogo pra ela por "meios alternativos" e jogar junto com ela. Por ser Visual Novel, é claro que tem foco em história, e como ela é? Basicamente, a história é sobre a vida de Tomoya Okazaki, um jovem estudante com uma vida meio problemática no seu último ano do ensino médio, e conforme o desenrolar da jogatina, interage com várias pessoas e as ajuda a resolver os seus problemas. A história é bem voltada pra Slice of Life (histórias que focam mais em coisas normais do dia a dia) e mesmo sendo um tanto quanto genérica, ainda consegue ser boa, principalmente com os personagens e os usos de comédia e tragédia. Por esses motivos, é claro que eu consigo entender como ele se tornou um dos Animes favoritos da minha irmã, mas por que ele está nessa posição baixa? Clannad foi uma baita montanha russa pra mim, uma hora  achava o roteiro bem legal e outra simplesmente achava vergonhoso, e o maior motivo, é que não tenho muita certeza sobre o que acho dele. Além dos sentimentos mistos que tive, também há dois fatores: 1: Eu ainda não terminei de assistir o Anime, mas pelo que vi, gostei um pouquinho mais, já que a presença da animação deixa os momentos mais interessantes e digeríveis do que as limitações da VN e os momentos que tinha achado meio chatos foram atenuados pra ficarem menos incômodos (eu sei que o jogo tem a história mais completa, e mesmo tendo algumas cenas legais faltando, continuei gostando); 2: Clannad é um jogo bem longo, tem 11 rotas de personagens que são bem extensas e, ainda por cima, contém um epílogo com a vida adulta do Okazaki que é desbloqueado após terminar todas as rotas, e como só terminei 2 rotas no momento em que estou escrevendo, ainda não pude desfrutar bem o que o jogo tem a oferecer. Clannad pode ter sido uma experiência meio estranha pra mim, mas ainda curti o bastante pra colocá-lo nessa lista. 

Em 2021, o meu tio me deu um PS3 de presente. Ele tinha alguns jogos na memória, mas não tinham me interessado tanto quanto os jogos que eu queria ter. Então, eu tive que me virar com alguns dos jogos que estavam na memória, e este é um deles. 
19: Marvel VS Capcom 3 (2011) 
Sim, o meu PS3 veio com a versão original de MVC3, e não a Ultimate, que é considerada superior. Marvel VS Capcom 3 traz aquela gameplay conhecida da série, com todos aqueles combos e ataques aéreos e épiléticos, mas com algumas mudanças nos botões de ataque (ao invés de 2 ou 3 botões de socos e chutes, são 3 botões de ataque fraco, médio e forte, com outro botão para arremessar os oponentes no ar), além dos sistemas introduzidos no MVC2. Ele também tem um estilo visual com gráficos cel-shading e músicas até que boas. O que o deixa nesta posição é que ele simplesmente não teve conteúdo o suficiente pra me prender. Há poucos modos Off-Line e o MVC3 também dava um foco maior no Online, que hoje não funciona e que de acordo com pessoas que jogaram na época, não era muito bom. Ele pode não ter me deixado tão engajado, mas conseguiu prender um pouco a minha atenção quando esperava conseguir os jogos de PS3 que queria.

Este é um joguinho gratuito feito no RPG Maker que a primeira vista, não parece ser grande coisa, mas acaba sendo surpreendentemente bom. 
18: Grimm's Hollow (2019) 
Grimm's Hollow é um RPG Indie gratuito feito no RPG Maker 2003 e lançado para os PCs no dia das bruxas (provavelmente por conta da sua temática de fantasmas). O jogo segue a história de Lavender, uma garota no pós-vida que acaba acordando em um local chamado Hollow. Neste local, os mortos se tornam fantasmas ou ceifadores (a Lavender se tornou uma ceifadora), e cética dessa situação, Lavender acaba fugindo. Uma hora ela acaba ouvindo que seu irmão Timmy está no Hollow, e começa a procurá-lo pra voltar pra casa. Mesma a história sendo curta, ela conseguiu ser bem coesa e concisa, abordando temas como morte e perda. A sua arte é bem atraente, com designs simples e eficientes e um grande foco na cor roxa. O seu sistema de combate segue aquele estilo de RPG por turno, mas com uma barra parecida com ATB de Chrono Trigger e ataques e esquivas com timing parecidos com Mario & Luigi, além de que ao invés de incluir equipamentos e níveis, inclui um sistema de customização de atributos e habilidades. O motivo dele estar nessa posição é que não tenho sentimentos tão fortes em relação ao jogo, ele é muito bom e faz muito bem o que faz, mas eu só gostei dele e nada além disso. Mesmo com os meus sentimentos em relação a Grimm's Hollow não serem tão fortes, ainda é um jogão.  

RPGs sofrem daquele estigma de serem muito longos, mas que tal um jogo que satiriza essa ideia, fazendo com que você resolva os conflitos em tempos absurdamente curtos? 
17: Half-Minute Hero (2009) 
Half-Minute Hero é um JRPG que satiriza várias coisas do gênero, especialmente o estigma da duração longa. O jogo tem aquela gameplay de JRPGs clássicos, mas super simplificada e com objetivos que duram 30 segundos. Falando assim, parece ruim, mas isso está longe de ser verdade, pois serve tanto para aqueles menos chegados ao gênero quanto os mais chegados, e fazer os objetivos nesse tempo é divertido e desafiador. Em todas as fases, é necessário derrotar um vilão diferente, e se achou que isso tornaria o jogo repetitivo, se enganou, pois mesmo o objetivo base sendo o mesmo, a variedade de jeitos de completar as fases e os objetivos secundários conseguem deixar cada fase bem distinta. Os seus gráficos 8-bits e suas músicas também dão aquele ar de JRPG genérico pra complementar a sátira, ainda mais com o seu roteiro maluco (outro estigma dos RPGs é a imensa quantidade de história e diálogos, mas esse aqui foca mais na jogatina, então relaxa). Ele está nesta posição por causa do resto do jogo. Pra responder a sua pergunta que você mal teve tempo de perguntar, há 4 personagens jogáveis, e o que tinha escrito, era sobre o primeiro. Os outros personagens tem gameplays baseadas em outros gêneros (como RTS e joguinhos de nave), e mesmo não sendo ruins (até conseguem ser divertidos quando você se acostuma), não combinaram tanto com a proposta do jogo e sinto que serviram pra deixar o jogo mais arrastado do que devia. Posso não ter terminado todos os modos de Half-Minute Hero, mas mesmo assim, me diverti bastante com o jogo.

Quando estava fazendo o meu Top 10 Jogos de Nintendo 64, fui procurar jogos pra jogar no emulador, mas o meu prazo era só até junho e por isso, fui jogar só jogos mais curtinhos e rápidos, pra ter tempo de zerá-los e opinar. Alguns membros da minha família já tinham jogado esse jogo, mas só fui jogá-lo nesse momento. 
16: F-Zero X (1998) 
F-Zero X é o segundo F-Zero e o primeiro a ser 3D. Os jogos de F-Zero tendem a ter uma curva de aprendizado meio exigente, e com esse não é diferente. A velocidade do jogo é um tanto quanto alta, e se você não tiver uma boa coordenação motora ou não prestar atenção, você pode acabar morrendo na pista, sim, MORRER! Não é à toa que além das corridas, também há o modo Death Race, em que  o objetivo é eliminar todos os outros 29 corredores o mais rapidamente possível. Outros aspectos elogiáveis são: o fato de ser um dos poucos jogos de Nintendo 64 que rodam nativamente a 60 FPS e as suas músicas puxadas para o Rock. Os motivos dele estar nesta posição, eu ainda não sei muito bem. Pode ser que eu ache que poderia aproveitá-lo melhor no Multiplayer ou por não ter tanta afinidade com jogos de corrida. F-Zero X não é só um ótimo jogo de uma franquia negligenciada da Nintendo, como também um dos melhores jogos de corrida que já joguei. 

Assim, como o F-Zero X, fui procurar jogos para jogar e incluir no meu top 10 do 64. Mesmo o F-Zero X sendo muito bom, ele só apareceu nas menções honrosas. Mas esses daqui, já entraram naquele Top
15: Snowboard Kids 1 (1997-98) e 2 (1999) 

Snowboard Kids é uma duologia de jogos de corrida do Nintendo 64 (o Snowboard Kids de DS não conta) publicada pela Atlus. Ela segue aquele esquema de Mario Kart, com os itens e obstáculos nas pistas, mas é meio danoso compará-la a Mario Kart, pois ela tem identidade própria. Por ser corrida de Snowboard, a aceleração e as curvas se baseiam em deslocar o peso e alinhar e teleféricos que são usados para marcar as voltas (e as brigas de quem entra primeiro nos teleféricos são meio frustrantes, mas também engraçadas). O esquema dos itens também é um pouco diferente. Os itens são divididos em caixas azuis e caixas vermelhas, as azuis são para itens mais defensivos e as vermelhas para itens mais ofensivos, mas é necessário ter dinheiro para pegar os itens das caixas, senão você pega nada. E com se consegue dinheiro? coletando nas pistas e fazendo manobras, e o dinheiro também pode ser usado para comprar novas pranchas. A minha única ressalva é que acho que os minigames não são muito divertidos, e esse problema foi corrigido na sua sequência. 
Além dos minigames mais divetidos, Snowboard Kids 2 também melhora bastante coisa. Um modo história foi acrescentado, com cenas dos personagens se metendo em confusão e vários desbloqueáveis. O sistema de manobras está melhor, pois dá pra fazer vários giros, piruetas e agarradas consecutivas. Tudo isso acrescentou a habilidade de refletir projéteis ao agarrar na hora certa e os personagens não tropeçarem mais quando não tem dinheiro pros itens. As minhas reclamações são coisas bem pequenas, como o jogo ser um pouco mais lento e não ter tantas pistas com neve. Assim com o F-Zero X, não tenho tanta certeza do motivo de estar nessa posição, mas também acho que possa ser por motivos parecidos. Snowboard Kids 1 e 2 são ótimos jogos de corrida que mereciam mais reconhecimento.

Talvez alguns de vocês se lembrem de eu ter feito uma Review de Mr Driller do PS1. Eu tinha comprado uma sequência dele em uma promoção da E-Shop, junto com Celeste e um jogo que irá aparecer na parte 2. Como eu já tinha zerado Celeste no seu ano de lançamento (2018), o outro Mr Driller está na lista. 
14: Mr Driller - Drill Land (2002-2020)  
 
Este Mr Driller tinha sido inicialmente lançado pro Gamecube em 2002 (só no Japão), mas chegou a ser relançado e localizado para Switch e PC nesses tempos (também descobri que lançou versões para PS4 e 5, e todos Xbox recentes, meses atrás). Até mesmo antes de ser localizado, eu ouvi dizer que Drill Land era um dos melhores jogos da série, e jogando entendi o porquê. Um dos problemas que essa série frequenta é que muitos dos seus jogos não tem tantos modos de jogo, e aqui em Drill Land é um pouco diferente. Por ele se passar em um parque de diversões, deu oportunidade para colocar mecânicas que modificam a fórmula nos seus modos, além de combinar com o tema, porque esses modos são caracterizados como atrações do parque (as minhas favoritas são Drindy Adventure e Horror Night House). Além dessa variedade, os seus gráficos 2D são charmosos, tem músicas boas, um Multiplayer divertido e a boa e velha jogabilidade da série. Os meus problemas com ele são a mixagem de áudio nos efeitos sonoros e o Multiplayer não ter a mesma variedade que a campanha principal. Mr Driller - Drill Land é com certeza um dos melhores Mr Drillers que já joguei. 

A minha porta de entrada para superar o meu preconceito com Visual Novels foi Danganronpa. Quando comecei a jogar o primeiro game, eu tinha adorado e isso me incentivou a tentar outros do gênero. Mas, sentia que tinha mais afinidade com Visual Novels que eram mais superficialmente semelhantes a Danganronpa (outros tipos de jogabilidade além de textos, mistérios e Deathgames), incluindo este jogo. 
13: 999 (2009-2010) 
999 foi o primeiro jogo de uma trilogia conhecida como Zero Escape. O jogo conta a história de Junpei, um estudante universitário que é sequestrado com mais 8 pessoas que foram colocadas em um navio e, nesse navio, elas são forçadas a jogar o "Jogo Nonário", um jogo de vida ou morte onde elas devem resolver Puzzles até encontrar a porta com o número 9, que é a saída do navio, em um período de 9 horas. A premissa não é só bem interessante, como também é bem executada, os mistérios a cerca da situação além de bem construídos, intrigam o jogador, incentivando a jogá-lo e rejogá-lo para descobri-los (o jogo tem 6 finais). Além disso, ele também apresenta personagens bem escritos e com personalidades únicas e realistas. O melhor é que senti que não teve nenhum personagem que o roteiro priorizava em detrimento de outros, permitindo que cada favorito de alguém tenha a sua vez de brilhar. Ele também tem uma arte atraente, músicas boas e Puzzles envolventes. Os meus problemas com ele se resumem a implementação de conceitos pseudocientíficos na narrativa e mesmo os Puzzles sendo legais, precisavam de alguns ajustes. Eu posso não tê-lo amado como muitos fãs por aí, mas 999 foi uma experiência bem legal. 

Eu sei que muitos dos que acompanham este Blog sabem do meu amor por Pokémon Snap, e uma sequência deste jogo foi lançada em 2021. 
12: New Pokémon Snap (2021) 
New Pokémon Snap é a tão aguardada sequência do clássico do 64, mas será que foi digna do Hype? O visual desse novo Snap é bem atraente, com cores muito vivas e ambientes encantadores. A vida selvagem dos Pokémons já era um motivo pra eu ter gostado do primeiro Snap e na continuação é mais impressionante ainda, já que com a tecnologia mais avançada do Switch, os Pokémons agem mais naturalmente em seus habitats do que antes e pela franquia já ter passado por 8 gerações, tem uma variedade maior, e o melhor é que ele não parece priorizar algumas gerações mais do que as outras, o que é incomum pra Pokémon (convenhamos, mesmo a 1° geração sendo icônica, é frequentemente saturada à exaustão). Tirar fotos de Pokémon continua satisfatório, mas o esquema é um pouco diferente aqui, pois o foco está mais em registrar comportamentos da vida selvagem dos Pokémon, do que simplesmente tirar foto deles, ainda assim, continua interessante. Eu gostei bastante dele, mas não tanto quanto o original por alguns motivos: O motivo menor, é que não achei a trilha sonora tão boa quanto a do primeiro, a do segundo é mais ambiental, e mesmo não sendo ruim, não é tão memorável. O motivo maior é que por ele ser mais grandioso e com mais conteúdo, acabou ficando mais cansativo de jogar, diferente do primeiro que era jogo menor. New Pokémon Snap pode não ter me envolvido tanto quanto o primeiro e mesmo com as minhas ressalvas, estou satisfeito com o jogo. 

Colocar esse jogo nessa lista é um tanto quanto inesperado, mas se bem que o meu divertimento com ele foi inesperado. 
11: Doodle Ilha dos Campeões (2021) 
Todo ano, o Google faz os Doodles, que são alterações especiais na logo, feitas para comemorar feriados, eventos ETC. Às vezes os Doodles vem com jogos, e no caso das olimpíadas de Tokyo de 2021, foi esse aqui. O jogo se passa em uma ilha, e o objetivo é vencer os 7 esportes presentes nela. A jogabilidade é basicamente uma coleção de Minigames, eles são bem simples, mas bem divertidos e não são só Minigames que tem, pois também há um mundo para explorar, que também contém sidequests (isso tudo me lembra Bomberman Land, e como sou nostálgico por Bomberman Land Touch 2, isso me deixou mais do que feliz). Tá certo que isso tudo não é tão profundo quanto vários jogos maiores por aí (inclusive os colocados anteriores), mas para os padrões de um jogo disponibilizado para navegadores, ainda mais um Doodle do Google, foi bem impressionante. Além disso, também tem gráficos de Pixel Art agradáveis, influências da mitologia e folclore japoneses e até um elemento Online de qual time você quer participar (escolhi o azul). Doodle Ilha dos Campeões pode não ser o jogo mais elaborado já feito, mas a sua simplicidade e qualidade pros padrões dos Doodle foram o suficiente para me deixar feliz. 

Como vocês leram no título, essa é a primeira parte do meu Top 20, e a segunda parte sairá no mês que vem, dessa vez, comentando sobre o 10° colocado até o 1°. Fiquem no aguardo. 

Continua...