domingo, 26 de março de 2023

Removi o prazo da minha review de Metal Gear Rising

Olá, tudo bem? Quando eu publiquei o post que revelou o meu novo sistema de avaliações, deixei com "PS" que eu faria uma review do Metal Gear Rising como a 1° que usaria esse novo sistema que criei e que ela sairia em março, mas decidi mudar de ideia por alguns motivos. 

1: Tinha mencionado que a escolha do mês era para condizer com o seu aniversário de 10 anos, mas é que eu estava lembrando errado algumas coisas. O game realmente fez 10 anos em 2023, mas ele tinha sido lançado em fevereiro, e não em março. Eu estava confundindo com a data de lançamento do jogo (19/02/2013), com a data em que eu tinha publicado a minha review dele (17/03/2017). Antes que me perguntem, sim, essa review que planejo é um remake, pois eu não estou satisfeito com o amadorismo do meu trabalho original. 

2: As circunstâncias da minha vida nestes últimos meses estão complicando as coisas. Em janeiro, acabei tirando férias de 2 semanas em Natal, e foi por isso que acabei postando a 1° parte do meu Top 20 em fevereiro ao invés de janeiro, pois eu me sinto mais à vontade no conforto da minha casa do que fora dela. Além disso, eu tenho que terminar o TCC da minha faculdade e precisaria equilibrar bem as responsabilidades com os meus Hobbys, o que está sendo meio difícil. 

3: A parte 2 do meu Top 20 está sendo um tanto trabalhosa de escrever. Admito que também estou usando esse post como tapa-buraco enquanto o outro não chega, mas não é totalmente por preguiça. Além do aviso, decidi publicar isso porque está sendo trabalhoso escrever a 2° parte do Top 20, não só pelo quanto eu tenho a dizer sobre alguns da lista e a dificuldade de verbalizar esses sentimentos, mas pelo motivo mencionado acima. Pelo quanto está sendo trabalhoso escrever e por conta das minhas responsabilidades acadêmicas, não posso apressar a 2° parte e a review e preciso ir com calma para deixá-las bem feitas. 

Foi só isso que quis comentar. A review não tem mais data prevista e avisei das circunstâncias que estão dificultando realizar esses planos. Isso não significa que eu não irei postá-la esse ano e, até lá, aguardem (mesmo que não saiba quando) porque vai valer a espera.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2023

Top 20: jogos que joguei em 2022 (parte 1)

 Olá, povo do passado, tudo bem? O meu 2022 não foi tão conturbado quanto o meu 2021, mas não diria que foi super especial. Eu fiquei ainda mais cansado com a faculdade do que no ano anterior, me desgastando até a alma. Nos primeiros 5 meses, a minha irmã se mudou pra outra cidade, e mesmo estando feliz por ela, ainda tive dificuldades em lidar com a saudade que sentia (que foi aliviada pelas 3 visitas que ela fez ao longo do ano). E, por mais que eu tivesse alívio com o ano não ter sido tão pandêmico, as coisas não deixaram de ser cansativas. Mas com as coisas boas, eu fiz uma amizade bem forte com o meu cunhado (além de ter sido a única pessoa com quem fiz amizade online), eu me adentrei um pouco mais em algumas redes sociais (Instagram e Backloggd pra ser mais específico), fiz um estágio até que tranquilo na minha antiga escola e, claro, joguei vários ótimos jogos! Até diria que a quantidade de jogos foi bem maior do que em 2021. Com tantos jogos bons que joguei ao longo do ano, é claro que irei aproveitar para fazer uma lista dos que eu mais gostei. Olhem para o meu passado e divirtam-se! 

Lembrete: Obviamente, o ranking é baseado nas minhas preferências pessoais, além dessa lista não estar restrita apenas a jogos lançados em 2022 e, sim, a jogos que comecei a jogar em 2022. Diferente do "Top de 2021", a lista não será de alguns jogos que gostei e outros jogos que se tornaram meus favoritos, pois dessa vez, todos os jogos presentes (exceto as menções honrosas) no ranking se tornaram meus favoritos. 

Ace Attorney é uma franquia bem aclamada de jogos de mistério, por conta de seu humor, personagens carismáticos e tramas envolventes cheias de reviravoltas. Assim como a minha antiga relação com TWEWY, era um daqueles jogos que eu sempre soube de sua existência por muito tempo, mas que não corri atrás pra tentar sem saber por quê. Eu até joguei o primeiro AA uns meses depois de ter zerado Ghost Trick, que foi um jogo do mesmo diretor (Shu Takumi) no qual tinha me interessado, e mesmo achando o jogo decente, não diria que chegou a me agradar tanto. Foi só no ano seguinte que eu comecei a me adentrar mais com o resto dessa franquia, e dos que tive contato nesse ano, só o 3° que acabou me conquistando.

20: Ace Attorney - Trials and Tribulations (2004-2007) 


Trials and Tribulations é o 3° Ace Attorney principal e o final da trilogia (ou pelo menos o final antes de forçarem a lançar mais jogos da franquia). Assim como no resto da série, você controla um advogado de defesa tendo que defender seus clientes, precisando usar lógica, evidências e encontrar qualquer furo nas alegações da acusação e dos suspeitos. Sobre a história, eu digo que melhorou consideravelmente em relação aos outros 2. No 1° era até aceitável, mas não teve muito que se destacava ao meu ver e mesmo o 2° tendo alguns momentos de destaque, ainda era atolado por trechos bem mais ou menos. Aqui, os personagens conseguem ser melhor escritos (até alguns que aparecem em 1 caso só), os mistérios e casos são mais envolventes, os temas sobre a busca pela verdade tem mais profundidade, recontextualiza eventos de seus antecessores de forma perspicaz, dá muito Pay Off (resultado) pras tramas apresentadas e o charmoso melodrama carismático da franquia continua tão bom. Dos 3 primeiros AA, esse foi o que achei mais consistente e bem amarrado e vejo perfeitamente o porquê dele ser um dos mais queridos dessa série. Ainda prefiro Ghost Trick por ser mais consistente e ter me marcado mais, mas mesmo a minha experiência com esse aqui não sendo tão marcante quanto esperava, ainda consigo considerá-lo como um favorito meu por ver exatamente os pontos do Takumi como roteirista que me fizeram adorar Ghost Trick, seja pelos personagens, mistérios e as dosagens de drama com humor. O motivo dele estar aqui na última posição é simples, eu não joguei. Explicando melhor, quando joguei o 1°, lembro de me ter deparado com trechos que me deixaram confuso e frustrado, e tinha decidido apelar pra Save Scumming (salvar em pontos convenientes para se dar bem) e detonados, e como eu não tinha me impressionando com o 1 e estava com falta de paciência, decidi assistir um Let's Play no Youtube para me salvar das complicações. Além disso, eu estava querendo ver a versão PT-BR traduzida por fãs, chamada de Advogados de Primeira 3 - Casos e Acasos. Como o Ace Attoney que conhecemos é uma versão adaptada para deixar os nomes e referências mais palatáveis pros americanos, essa versão adapta os nomes e referências para deixá-los mais palatáveis pros brasileiros, e tinha achado isso genial (além de que a tradução teve envolvimento do Sahgo, o que me animou ainda mais). Como não o joguei, não consigo avaliar de forma justa as partes de gameplay dele, e por isso o coloquei nessa posição. Apesar da minha experiência estranha com ele, Ace Attorney 3 foi ótimo. 

Nesses últimos tempos, eu comecei a apreciar mais jogos com jogabilidade minimalista. Videogames são uma mídia em que a interatividade faz diferença, seja em um jogo de ação desafiador que testa reflexo ou um metódico que teste estratégia e cálculo ETC. Por conta das possibilidades de interação, quando um jogo mostra ter interações mais mínimas (como por exemplo: Visual Novels), acaba sendo muito fácil para a maioria criticar de forma mesquinha e até falar que "Isso não é um jogo!". O que constitui um jogo ou não, baseado em seu nível de interatividade, é uma pergunta vaga e não há respostas muito claras. Exigir que qualquer jogo ou o que o torna bom é o alto teor de interatividade é um tanto tóxico e julgar duramente baseado nisso é idiotice, pois tudo tem seu devido lugar. Além de Visual Novels, outro gênero que tende a ser criticado pelo seu baixo teor de interatividade são Walking Sims, que são jogos nos quais você só anda e acompanha coisas (eu sei que é mais do que isso, mas tive que dar uma resumida básica). Eu comecei a minha introdução desse gênero com esse aqui.
19: The Ballad and Metamorphosis of M. Dolly (2019) 
Apesar do nome ser meio grande, não há muito o que comentar sobre. Tudo de história que tem aqui é sobre M Dolly (não se sabe o gênero ou do que o "M" é abreviação) ter se transformado numa ovelha e se metendo em trapalhadas. Walking Sims são jogos que por terem só mecânicas de andar e fazer poucas interações, acabam focando em narrativa linear e atmosfera para compensar, e algo diferente aqui, é que M Dolly é um musical. Com a jogabilidade sendo andar apenas do ponto A ao B, ao chegar nesses pontos a música continua, e unir esses elementos básicos de um Walking Sim com um musical é uma ideia muito boa e que não vi sendo feita com muita frequência, além de ser bem integrada (esse não é o único Walking Sim musical feito pelo David Su, também tem o Yi and the Thousand Moons, mas esse eu não joguei por ser o único jogo dele que é pago). A música em si é até legal e divertida, sendo levemente cômica e até vai para um ponto meio macabro no final, mesmo não sendo a um nível extremo. Ele está nessa posição justamente por ser tão curto e básico. Mesmo com suas qualidades, não há muito aqui que me incentive a revisitá-lo, é só pegar, andar e termina em 2 minutos, e mesmo reconhecendo que baixa interatividade não é ruim, abre espaço pra ver gameplays completas por vídeo sem perder nada, já que a jogabilidade aqui não é tão importante. Mesmo que não tenha muito aqui, M Dolly é um tipo de jogo que adoraria que tivesse mais nesse estilo e que expandisse suas ideias. 

A pandemia da Covid-19 foi um evento devastador e que possivelmente será marcado na história da humanidade. Todo mundo tendo que se isolar socialmente como medida de segurança e a paranoia que se alastrava formaram uma cicatriz na história da humanidade que foi bem tensa. Em 2022, a pandemia foi amenizada e nos permitiu viver melhor, e mesmo os eventos não sendo esquecidos, ainda me dá uma impressão que as pessoas agem como se isso não tivesse acontecido (é só uma impressão, ainda há gente de máscara por aí e há álcool gel em todo canto). Nesse ano, fui procurar obras sobre esse evento, seja sobre o ocorrido mesmo, uma metáfora ou uma coincidência. O game abaixo é sobre o ocorrido mesmo.
18: And the Band Begins to Play (2021) 
 
And the Band Begins to Play é até um pouco parecido com o game passado, no sentido de ser curto e ter um foco em narrativa com jogabilidade minimalista (dá pra dizer que é um Walking Sim 2D). A história é basicamente uma versão extremamente resumida da experiência de seu criador, Adam Le Doux. A experiência contada não é literal, já que é representada visualmente por metáforas com poucas partes de sua vida colocadas no texto. Por ser sobre a pandemia, seria bem fácil assumir que a história seria claustrofóbica e deprimente, mas ela é justamente o contrário, tendo um tom mais terno e uma mensagem otimista. Outra coisa para ressaltar é que ele é uma enorme referência de Beatles, com o cenário sendo o Yellow Submarine e até partes da letra dessa música aparecem no texto. O motivo da posição, é que eu não me conectei tanto quanto esperava. Talvez por achar que não tenha refletido bem o que passei, por achar a sua prosa meio florida pro meu gosto ou por ser mais sobre sua mensagem do que os eventos (até diria que esse jogo é mais uma mensagem do que uma narrativa). Mesmo assim, ainda vi valor e consigo sentir bem as emoções passadas pelo texto. Independente se era o que eu espera ou não, And the Band Begins to Play segue firme e forte e é bonitinho. PS: Esse jogo é de navegador e se quiser jogar, aqui tá o link (só vou lembrar que também funciona em celular e que vai precisar entender inglês): https://ledoux.itch.io/and-the-band-begins-to-play

Eu tinha mencionado no "Top 20: Jogos que joguei em 2021" que tinha ganhado um PS3 de presente do meu tio. Um dos motivos de querer esse console, foi pra jogar esses jogos aqui.
17: Tales of Xillia 1 (2011-2013) e Tales of Xillia 2 (2012-2014) 
Acho que essa é a 3° ou 4° vez que menciono isso, então eu deixarei mais resumido para não ficar repetitivo. Eu sempre tive interesse em me adentrar em Tales of, mas acabei não fazendo isso por muitos anos, e foi só nesses últimos tempos que tive essa oportunidade. Enquanto eu não jogava, procurava vídeos sobre a franquia (Reviews, Let's Plays ETC) e isso me levou a saber mais sobre os jogos dela, incluindo spoilers. É evidente que eu já sabia o bastante sobre esse jogo antes de jogá-lo e ele fez jus as minhas expectativas? Sim, mas admito que não foi tão grandioso quanto a minha cabeça imaginava. Tales of é uma franquia bem "arroz com feijão" quando se trata de JRPG, se você já jogou bastante jogos do gênero (ou assistiu vários Animes Shounen) não terá tantas novidades, mas o que tem de básico essa franquia faz bem, e fazer o básico com qualidade é a sua graça. A trama em si não é a coisa mais interessante do mundo, sendo basicamente sobre os heróis desse jogo tentando impedir um cara mau de usar uma arma do mal, mas o que compensa são os personagens. Dos grupos principais dos Tales of que vi, esse foi o que mais me agradou, simplesmente por ter achado todos eles consistentemente bons e terem a melhor  química entre si. A série Tales of também é conhecida pelos seus sistemas de combate em tempo real e esse não decepciona. Tudo aqui é fluido, rápido, preciso e intuitivo e muito gostoso de jogar, apesar dos inimigos serem ridiculamente fáceis e os chefes meio chatos. Os problemas dele são as áreas com designs desinteressantes, ter dividido a história por 2 campanhas de uma forma xoxa e certas partes dele terem sido afetadas pelo desenvolvimento apressado. E como você pode ver a 17° posição é um empate de dois jogos, e agora é a vez de sua sequência. 
Tales of Xillia 2 é um jogo meio estranho dessa série. O motivo é por ele tentar ideias diferentes em sua história e gameplay, não só em relação ao 1°, mas da série inteira. O combate não muda muito e continua bem gostosinho, mas a dificuldade é um pouco mais desafiadora e até já vi gente considerando-o com um dos Tales mais difíceis (pelo menos nos chefes, os inimigos ainda são fáceis). Em questão de enredo, eu digo que sua estrutura episódica não flui bem (apesar de ter alguns momentos muito bons), mas os personagens continuam bons. Uma boa forma de descrever a narrativa é que ela é um epílogo estendido do 1°, vendo os veteranos do jogo passado vivendo suas vidas após os eventos do final foi um prato cheio e ver que eles ainda tiveram um desenvolvimento satisfatório aqui foi agradável. Também aplaudo por explorarem melhor o mundo de Elympios aqui, já que esse mundo foi uma das partes mais afetadas pelo desenvolvimento apressado do Xillia 1, e mesmo vendo melhor como é esse mundo aqui, o que temos não foi explorado tão a fundo quanto devia, mas ainda  foi satisfatório (também aprecio a temática urbana de Elympios, é bem diferente dos mundos de fantasia mais típicos dos outros Tales). Os veteranos do 1 continuam bem legais (com direito a inclusão de Gaius e Muzét, os antagonistas do 1 como personagens jogáveis), mas faltam algo a mais nos novatos. Outra coisa legal, são as dimensões fraturadas, que são realidades paralelas nas quais acontecem eventos que desviam do enredo original e que o nosso herói é forçado a destrui-las para deixar a realidade em que o game se passa mais estável, e esse conceito fica ainda mais legal nos momentos em que os veteranos nos acompanham e veem como as coisas podiam ser diferentes caso tomassem outros rumos. O ponto mais polêmico dele é o seu sistema de dívidas. É contextualizado que Ludger (o protagonista) está com uma dívida de 20 milhões e, em certos trechos, o jogo te impede de prosseguir na campanha principal, a menos que você pague a agiota (talvez esse seja o único que conheço onde você paga agiotas). Dá pra ver porque vários fãs não gostaram, visto que restringir o progresso e a forma que o jogador interage com o jogo por obrigação pode ser um saco e mesmo eu tendo problemas com a implementação dele, eu comecei a me incomodar menos com o tempo, por ser fácil arranjar rios de dinheiro mais a frente e esse sistema me obrigou a estar mais em sintonia com o próprio jogo. Pessoalmente, tive mais problema com o sistema de escolhas narrativas do que com as dívidas. Xillia 2 sofre de Síndrome de Telltale, cujos portadores sofrem de dizer que as escolhas narrativas importam, sendo que todas elas (ou a maioria) não importam tanto. O motivo do empate é simples, quando um falha, outro acerta e os dois se espelham nisso. Talvez eu prefira um pouco mais o 1, já que ele me marcou um pouco mais, mas também gostei bastante do 2. Mesmo não sendo tão espetacular quanto imaginava, a duologia Tales of Xillia foi legal de experimentar. 

Assim como no Top de 2021, irei incluir um jogo que tinha jogado em outro ano mas que não havia jogado o suficiente. Todos nós temos aquele momentos que imaginamos o quão legal seria experimentar ou obter algo que não possuímos, e se esse algo é bom quando temos contato varia muito. Quando tinha um PC fraco e datado para época de 2010 (um Windows XP) na minha pré-adolescência, imaginava como seria legal jogar o Street Fighter III (o máximo que eu podia jogar era o Alpha 2 e 3, já que o potencial para emulação do meu PC daquela época era mais limitado). Em 2019, fui jogá-lo pela 1° vez, e não foi tão bom quanto esperava. Quando fiz amizade com o meu cunhado, ele me falou que costumava jogar bastante Street Fighter III quando era mais novo e pra surpreendê-lo quando ele fosse me visitar, decidi baixá-lo pro emulador de PS2 do meu PC, e finalmente aprendi a curti-lo. 
16: Street Fighter III - 3rd Strike (1999) 
Street Fighter III - 3rd Strike é a 3° versão de Street Fighter III (as outras 2 eram New Generation e 2nd Impact) e um dos jogos mais venerados da franquia. Dos Street Fighters que joguei, esse foi o que achei mais fluido em sua jogabilidade, com os comandos tendo uma fluidez gostosa e os golpes terem uma sensação de peso satisfatória que não sinto tanto em outros da franquia, além dele ser técnico o bastante para satisfazer os jogadores mais hardcore, porém agradável o bastante para casuais que entendam o básico de jogos de luta. Além da jogabilidade, outra coisa notável é a sua apresentação. Em questão de gráficos, devo dizer que impressiona até hoje, com uma pixel-art belíssima, animações absurdamente fluidas e uma estupenda atenção a detalhes, e arrisco dizer que consegue botar muito jogo 3D de hoje em dia no chinelo com sua beleza gráfica. A sua trilha musical também se destaca muito, com ritmos mais voltados pra House e Jungle (subgêneros de música eletrônica), com algumas influências de Jazz, Techno e Hip-Hop, e por serem tão prazerosas de ouvir, acabou destronando o clássico Street Fighter II como trilha musical favorita da série. Eu e o meu cunhado jogamos algumas partidas do 3rd Strike e nos divertimos, com ele matando a saudade e eu finalmente aprendendo a jogá-lo, foram momentos breves, mas que nos alegraram, e descobri que ele é uma das pessoas com quem mais gosto de jogar jogos de luta (especialmente por ele dar curiosidades sobre as artes marciais usadas pelos personagens). O motivo da posição não é bem por problemas do game em si, mas por eu não conseguir largar da minha nostalgia com o Street Fighter Alpha 2, que foi o jogo que me fez apreciar melhor os jogos de luta mais tradicionais, e por achá-lo mais simples do que o 3rd Strike. Depois de tanto tempo, eu finalmente consigo apreciá-lo como queria. 

Posso ter me adentrado nos Walking Sims esse ano e ter gostado de suas filosofias de fazer muito com pouco, mas não cheguei a jogar tantos dos mais conhecidos, exceto por esse aqui, que é um dos mais aclamados do gênero.
15: What Remains of Edith Finch (2017) 
What Remains of Edith Finch é um jogo narrativo em 1° pessoa que pode ser meio básico, mas que faz bem o que faz no que ele se propõe. A sua história é sobe a intitulada Edith Finch, que é a última sobrevivente de sua família que volta pra sua antiga casa e lá ela desvenda o passado de sua família e o histórico das mortes de cada membro. Como podem ver, o tema principal é sobre morte e ele é muito bem explorado na narrativa. Enquanto joga, você explora a antiga casa dos Finch, com uma maravilhosa atmosfera misteriosa e solitária no ambiente, e a navegação do local serve como veículo pra chegar nas partes que importam. Tanto a história quanto a gameplay são estruturadas como uma antologia interconectada por vinhetas que contam sobre as mortes de cada membro da família Finch. Essas vinhetas são o ponto alto do game, com cada uma mostrando muita criatividade em visual, gameplay e storytelling. Cada vinheta apresenta um estilo visual condizente com a época e temática do personagem em questão e tem mecânicas exclusivas para cada uma. As mortes apresentadas nas vinhetas também não são literais, com elas sendo metáforas pras circunstâncias de cada personagem, ou não. É claro que gostei dele, mas ele está nessa posição mais por tê-lo achado competente do que ter me marcado bastante. Não importa se me marcou o suficiente ou não, What Remains of Edith Finch mostra como um jogo simples consegue ter bastante profundidade temática e entregar muita qualidade de forma sucinta. 

Se tratando das minhas preferências para jogos de luta, costumo gostar mais daqueles com jogabilidade 2D do que 3D, não que eu desgoste de jogos como Tekken ou Soul Calibur, mas há algo nos de luta 2D que me apetecem mais, ainda que não saiba explicar. Mesmo que a maioria dos jogos de luta 3D não estejam entre os meus favoritos, esse acabou me agradando pelas suas diferenças. 
14: Bushido Blade 2 (1998) 
Bushido Blade 2 é um jogo de luta feito pela Squaresoft (sim, a Square não faz só RPGs) com uma abordagem que não vi sendo feita com frequência pelo gênero. Dá pra dizer que ele é quase uma fusão de Soul Calibur com Samurai Shodown, já que segue um esquema de movimentação e luta com armas brancas parecido com Soul Calibur, mas sem ser voltado pra combos, aplicando um estilo mais metódico, que é levemente parecido com Samurai Shodown. Essa foi uma forma decente de descrevê-lo, mas não explica o seu diferencial. Ao invés de usar barras de vida, golpes especiais ou combos elaborados, Bushido Blade decide ir para um lado mais realista, onde um golpe só te mata instantaneamente, mas depende de onde você acerta, porque em certas partes só irá aleijar o personagem. Essa abordagem é muito legal, pois consegue deixar as partidas meio desesperadoras, já que a sensação de que pode perder ou vencer a qualquer momento é ainda maior. E com as mudanças de balanceamento nessa sequência, senti que o jogo me incentivou mais a usar estratégias em cada situação, ao invés de só spammar o mesmo golpe. Tudo bem que a jogabilidade é meio travadinha, mas nunca chegou ao ponto de atrapalhar. A posição, ou é por minha preferência para jogos de luta 2D, ou por não ter jogado o suficiente dele, nem eu sei ao certo. Bushido Blade 2 garantiu uma vaga para os meus jogos de luta 3D favoritos, por suas peculiaridades e pela sua competência.

Já ficou evidente nessa lista que comecei a ter um apreço por esses jogos de historinha com gameplay minimalista. Claro que não são os melhores jogos do mundo e é compreensível porque alguém os acharia sem graça, mas esclareci em parágrafos lá atrás que julgar games pela quantidade de interações é injusto. Junto com outro game que irá aparecer na 2° parte, esse foi um dos que mais me marcou.
13: He Fucked the Girl Out of Me (2022) 
Se tem uma palavra pra descrever esse game, é trágico. A história contada nele é baseada em fatos reais, e não é daqueles "baseado em fatos reais" que filmes de terror colocam só pra assustar, já que isso aqui é autobiográfico. Talvez não totalmente, já que a própria narrativa admite que não mostra absolutamente tudo e a protagonista ser representada por um fantasma, para representar o quanto ela está dissociada de sua identidade (e não compartilhar o mesmo nome de quem criou isso). O enredo é sobre Ann, uma mulher trans que pra arranjar dinheiro para sua transição, acaba tomando medidas drásticas, no caso, recorrer a trabalhos sexuais. Bem, eu não sou transgênero e não tenho experiências em comum com as apresentadas, mas não irei julgar baseando nisso. É comum em qualquer obra de ficção, se atrair com algo na narrativa no qual você se identifica, seja um personagem que tenha características em comum com você, uma mensagem na narrativa que conectou com você ou outras coisas, mas isso não é necessariamente uma garantia de qualidade sobre uma obra e nem um requerimento para apreciá-la, o que importa é se conectar a um nível emocional independente das experiências, e esse foi o caso com esse jogo. A história é pesadíssima e a as dores apresentadas são bem palpáveis. Senti o peso de cada situação e das questões éticas sobe sexualidade, prostituição, abuso, trauma e as dificuldades que pessoas trans enfrentam pelos seus direitos. Por ter vindo de acontecimentos reais, até mesmo elogios podem parecer frios e não estou descreditando os eventos ocorridos, porque eu reconheço que avaliar a prosa de maneiras tradicionais não funciona muito bem aqui. É claro que gostei e respeito Taylor McCue (a pessoa que criou isso) por expressar tão bem as suas dificuldades aqui, e mesmo não tendo experiências assim, me fez refletir sobre a minha relação com sexualidade. Sobre o que não tem relação com a prosa e a jogabilidade básica de andar e ler texto, o estilo gráfico de Game Boy Color é bem usado e apresenta quadros bem compostos, mas me incomodei com a falta de trilha sonora. Pode não ter sido o jogo que mais me marcou ou o que mais gostei, mas ele me fez refletir sobre algumas coisas. PS: Como também é um jogo de navegador,  colocarei o link dele aqui (mas além de entender inglês, vai ter que precisar de sanidade e estômago para aguantar o seu conteúdo sensível): https://taylormccue.itch.io/trauma 

Estes jogos de música de apertar botões com precisão, como DDR e Guitar Hero, são um tipo de jogo que gosto bastante, apesar de não jogá-lo com tanta frequência. O que me fez gostar desse gênero, foi a franquia Pump it Up e graças as minhas jogatinas do Exceed 2 na pré-adolescência, aprendi a apreciar. Como a vasta maioria dos jogos dela só estão disponíveis em máquinas de Arcade e nem é sempre que saio de casa, decidi experimentar uma versão mais "caseira" de um desses jogos.
12: Pump it Up Zero Portable (2007) 
Como a imagem diz, é uma versão do Pump it Up Zero (o 20° jogo da franquia) lançada pro PSP. Em questão de jogabilidade, não tem muito segredo, é exatamente igual a todos os outros já lançados. PIU segue aquele mesmo esquema de DDR, sendo um daqueles jogos de dança de apertar as notas no ritmo da música e com precisão, mas como o PSP é um portátil que não tem suporte a um Dance Pad, os controles tiveram que ser adaptados aos botões do console e quando a gente se acostuma, até que não fica nada mal. Admito que levei um tempo para se acostumar com isso, já que me acostumei aos Dance Pads das versões de Arcade. Porém, nesse tempo em que não me acostumei, fui levado para o meu passado, quando eu era um moleque inexperiente em jogos desse tipo e que constantemente falhava, mas que ficava melhor com a prática. Além da jogabilidade, as músicas são a parte mais importante desses jogos. Boa parte das músicas são mais voltadas para Pop, mas também há as músicas originais da BanYa (a banda original da Andamiro, a desenvolvedora de PIU) para dar uma variada, incluindo Hip Hop, Rock, Música Eletrônica e Remixes de Música Clássica e elas conseguem ser divertidas e legais, mesmo em meio a algumas meio qualquer coisa. Pela maioria dos PIU serem exclusivos de Arcade, eles não apresentam muitos modos além de jogar as músicas e o Zero Portable também não (no máximo, tem uma lojinha com itens caros). Entretanto, o Zero Portable apresenta formas de customizar a jogatina, como ter as notas com posição invertida, tê-las invisíveis, ter o dobro de velocidade ou até tudo isso ao mesmo tempo. Sendo honesto, PIU Zero Portable não é tão diferente de suas versões dos Arcades ou de outros jogos rítmicos na mesma pegada, mas ganha o meu respeito pelo apego pessoal e por poder jogá-lo sem sair pro shopping, independente se for grande coisa ou não. 

Bem, eu já fiz review dele aqui no blog e já esclareci tê-lo jogado por me lembrar Metal Slug. Não acho que preciso ir muito além disso. 
11: Dolphin Blue (2003) 
Já que esclareci tudo isso aí, vou tentar não ficar preso a muitas informações que repeti. A jogabilidade é muito boa, com controles responsivos e uma dificuldade levemente elevada, mais ainda assim acessível para quem não tem tanta familiaridade com Run 'n Guns. Os visuais são legais, com Sprites 2D bonitos e bem animados, em meio a cenários 3D com poucos polígonos, proporcionando um dinamismo visual interessante, com as rotações de cenário em meio ao contraste de estilos diferentes. Outra coisa que me fez gostar dele, é que esse jogo chega a ser um tanto terapêutico para mim. Já que eu tinha baixado um emulador de Dreamcast no meu celular para jogá-lo, eu posso pegá-lo para jogar a qualquer hora, e nos momentos que não me sinto tão bem, me animo um pouco quando o jogo, especialmente pelos Continues infinitos impedindo a minha frustração, ainda mais no celular que por não ter um controle físico, tive que me contentar com os botões de toque. Mesmo adorando Dolphin Blue, ainda tem uns pontos em que não rouba tanto o meu coração quanto Metal Slug. A sua identidade visual não é tão forte quanto a franquia da SNK, sendo um tanto insossa em comparação. Mesmo não sendo tão ruins, o jogo apresenta uma quantidade considerável de sessões de Auto-Scroll que podiam dar uma maneirada. O Level-Design foca demais no tiroteio, e mesmo Metal Slug tendo bastante tiroteio, ele equilibra isso com fases focadas em plataforma, e as sessões de plataforma em Dolphin Blue não são grande coisa por não ser uma parte muito integral do design. Independente disso, Dolphin Blue me alegrou, e isso é o que importa no fim das contas.

Continua...

quinta-feira, 29 de dezembro de 2022

O meu novo sistema de avaliações

 
Olá, tudo bem? Já faz um tempo que eu decidi dar um hiato para as minhas análises (a última que fiz foi a de Soul Eater - Battle Resonance). E o motivo é que eu estava insatisfeito com o meu sistema de avaliações. Sentia que os números de 1 a 10 que eu colocava não representavam tão bem os meus sentimentos em relação ao jogo que comentava e isso deixava as análises mais arbitrárias do que eu pensava. Não irei entrar em tantos detalhes nesse assunto porque eu já fiz isso em uma postagem passada, e se quiser vê-la para ter um contexto melhor, não vai ser complicado por não ter saído tão longe (é só 5 postagens atrás dessa). Já que o outro sistema não condizia bem com o que eu queria, decidi substitui-lo, e mesmo a solução não sendo perfeita, é mais do que suficiente para mim. 

Para oferecer um sistema de avaliação que balanceie bem o meu lado crítico e o emocional, decidi substituir os números por troféus. Pra esclarecer melhor, as notas finais se dividem em 7 troféus que representam um espectro das minhas opiniões sobre os jogos. Talvez não tenha sido tão claro quanto imaginei, mas acho que você possa entender melhor ao decorrer dessa postagem. Começando com a pontuação mais alta: 

7: Troféu de Diamante 

Essas imagens são meros Placeholders, não há garantia de que elas irão ser o produto final
 

O troféu de diamante é a pontuação que dou para jogos de que gostei consistentemente. Esses jogos me deixam bastante engajado, mas isso não significa que eles sejam perfeitos. Podem até ter problemas, mas os problemas não impedem que eu tenha uma experiência positiva com eles. 

6: Troféu de Ouro 
O troféu de ouro é outra pontuação que dou para jogos que gostei bastante. Mas, diferente do troféu de diamante, são jogos que tem problemas o bastante pra garantir uma pontuação abaixo. Podem até ter problemas consequentes para atrapalhar um pouco a minha experiência com eles, mas não muda o fato de que continuo gostando bastante destes jogos. 

5: Troféu de Prata 
O troféu de prata é para jogos de que só gostei. Os jogos nessa categoria podem ser só bons ou até muito bons, mas comparados aos que recebem os troféus acima, posso perceber que não sou tão emocionalmente apegado a estes. 

4: Troféu de Bronze 
O troféu de bronze representa um certo espectro. Pode servir tanto para jogos que são só aceitáveis e que não se sobressaem em muita coisa, quanto para jogos em que tive sentimentos mistos. Esse troféu é um tanto versátil nesse quesito, mesmo que ser só legalzinho ou estar confuso sobre o que achei não seja a maior honra na minha hierarquização de opiniões, pelo menos me dá uma reação um pouco mais forte do que o próximo troféu. 

3: Troféu de Cascalho 
O troféu de cascalho também tem um certo espectro, só que ele é um pouco menos aberto nisso. Basicamente, dou esse troféu para jogos que são meia-boca, ou ruins do tipo que davam para ser piores. Esses jogos são do tipo que não me dão uma reação forte além de serem ruinzinhos, e assim como cascalho, não é um tipo de pedra super interessante. 

2: Troféu de Carvão 
O troféu de carvão é reservado para aqueles jogos que são realmente péssimos. Os jogos que recebem esse prêmio são tão ruins, mais tão ruins, que dá até vontade de tacar fogo neles (eis o porquê de ter escolhido carvão). Mesmo sendo um troféu reservado pros piores jogos que joguei, ele se salva de ser a pior pontuação por poder enxergar algumas poucas coisas boas, deixando a experiência um pouco menos inútil do que deveria, apesar de continuar um tanto inútil. 

Enfim, o fundo do poço... 
1: Troféu de Cianeto 
O troféu de cianeto é reservado para o pior do pior. Os jogos com esse prêmio são experiências absolutamente inúteis em que não recebo nada em troca. Não consigo ver nada de bom neles, e mesmo se tiver, são pontos completamente anulados pelas circunstâncias de suas partes ruins. Assim como cianeto, é extremamente tóxico e não irá trazer nada de bom para você (e te matar). 

Este sistema de notas que decidi implementar  é baseado mais em apego emocional do que o jogo ser tecnicamente superior a outros. Ele serve pra balancear o meu lado mais lógico e crítico, com o meu lado mais irracional e emocional, permitindo que as minhas notas não sejam tão arbitrárias e ainda assim satisfazendo a parte do meu cérebro que gosta de categorizar. Bem, com todos esse meses de hiato para reviews de jogos,  pude muito bem pensar num sistema de notas que me satisfizesse e, mesmo não sendo a melhor solução para o meu problema, é definitivamente mais eficiente para o meu estilo de review do que os números de 1 a 10. 

Gostou do meu formato novo de notas? Está esperando vê-lo nas minhas reviews futuras? Gostou da postagem? Comente, e compartilhe nas redes sociais, Bye Bye! 

PS: Como estou mudando o nome do meu quadro de análises de "Survival Mode" para "Yanser Reviews" (o motivo é para deixar a intenção desses Posts mais claras), nada mais justo do que anunciar a minha primeira review que usará esse sistema de notas, e o jogo escolhido é: 
O motivo de ter escolhido Metal Gear Rising, é que quero postar a review dele em março. Eu não tenho um dia marcado para postar, mas quero postá-la nesse mês para condizer com os 10 anos que o game irá fazer.

quarta-feira, 9 de novembro de 2022

Youtube Underground: Canal do Sahgo

Olá, Youtubers, tudo bem? O Youtube é uma plataforma que fez bastante parte da minha vida, e como passo bastante tempo nela, acabo me deparando com canais que chamam a minha atenção com o seu conteúdo. Mas boa parte desses canais são pouco conhecidos e não recebem tanta atenção. Por isso que no meu quadro Youtube Underground, lhes apresento canais os quais não recebem tanta atenção e que eu adoro. Então apertem Play que as coisas talvez possam ser divertidas. 

Canal do Sahgo é um canal que fala sobre Animes. Bem, os canais que eu cobri neste quadro eram todos de games, para ficar coerente com o foco do Blog, e não nego que Animes são 95% do foco deste canal, mas de vez em quando até aparece um vídeo sobre um jogo japonês obscuro aí. Os seus vídeos são de análises de Animes, desde os mais típicos e conhecidos como Pokémon e Sailor Moon, até os mais obscuros como Sugar Sugar Rune ou até Saiunkoku Monogatari. Os vídeos em que ele fala sobre coisas mais obscuras costumam ser os mais interessantes, pois algumas dessas são obscuras a ponto de nem receber traduções de fãs ou ter saído fora do Japão. Vê-lo falando disso dá a sensação de estar descobrindo alguma relíquia perdida e isso chega a ser encantador. Em questão de quadros principais, eles não variam muito, sendo todos análises de Animes (e poucas vezes sobre um jogo japonês), mas irei mostrá-los mesmo assim: tem as Típicas Análises, que não preciso explicar; Cards na mesa, em que aparecem suas primeiras impressões sobre 2 Animes que são baseados em Card Games; Quem É Esse Mon? em que dá suas primeiras impressões sobre Animes de colecionar monstrinhos que se derivaram de Pokémon; Falando Filler, no qual ele obviamente fala sobre episódios Filler (caso não saiba, Filler são episódios feitos para encher linguiça); Mangá vs Anime, quadro onde ele comenta sobre as diferenças das versões de Anime e Mangá do mesmo produto (os únicos que foram comentados nesse quadro, foram Yu-Gi-Oh e Shaman King). Além disso, ele tem um senso de humor sarcástico que eu adoro e, pelo que entendi de seus vídeos, foi influenciado por alguns Animes que ele teve contato na sua vida. 

Mostrarei um vídeo para tirar suas conclusões, mas antes, leiam as informações adicionais: 

Classificação Indicativa: 10 anos (imposta pela CEIPM - Classificação Etária Imposta Por Mim) 
Duração dos Vídeos: 3 - 40 minutos 
Frequência de Postagem: Baixa - Mediana 
Número de Inscritos (até o momento): 36,7 mil 
Curiosidade do Canal: Sahgo trabalha como tradutor. Pelo que soube, ele já trabalhou em traduções na Netflix e na Crunchyroll (não sei se ele ainda trabalha nas duas), tanto em inglês quanto em japonês. Além disso, ele também trabalhou em fã-traduções em PT-BR de alguns games, como Persona 4, Megaman ZX e até mesmo a franquia Ace Attoney (ou Advogados de Primeira como ficou na tradução). 

Agora sim, assistam o vídeo para tirar suas conclusões:


Se o vídeo não te convenceu, não tem problema, só não vale xingar. 

Assista Se: Gostar de descobrir Animes (e às vezes jogos) obscuros; gostar de ver vídeos sobe Animes feitos pra vender brinquedo (ex: Pokémon); o sarcasmo dele te agradar; gostar de Animes no geral; a forma que ele escreve e comenta nos seus vídeos te atrai. 
Não Assista Se: Não gostar muito do conteúdo apresentado; Não ter muita tolerância para canais mais "amadores". 
O Que Acho Sobre: Canal do Sahgo é um canal que, de certa forma, roubou o meu coração. Apesar da forma que ele comenta os seus vídeos não ser uma das mais elaboradas ou extensivas já feitas, é visível que ele faz com muito carinho e cumpre bem o que faz. Mesmo que não seja de forma super detalhada, dentre as informações caçadas ele se esforça para procurar as mais confiáveis, e dizer que elas estão 100% corretas seria um tanto insincero (ele mesmo tem a humildade de aceitar que às vezes elas podem não ser tão claras quanto parecem). Ele também tem um sarcasmo bem dosado que acho engraçado e nada intrusivo. Claro que eu não posso esquecer dos Animes obscuros e como é bom descobri-los. Por conta dele falar sobre conteúdos que são pouco explorados pela maioria dos canais de Anime e pela paixão do seu conteúdo, Sahgo acabou virando o meu canal de Animes favorito. 

Já conhecia o canal? O que achou do vídeo? Gostou da postagem? Comente e compartilhe nas redes sociais, Bye Bye!

domingo, 30 de outubro de 2022

Survival Mode Especial: Soul Eater - Battle Resonance (PS2)

Olá, Death Scythes, tudo bem? É um tanto vago se Animes são um tipo de gênero ou mídia, mas é inegável que eles têm se popularizado cada vez mais aqui no Ocidente nestes últimos tempos. Essas animações japonesas podem não ser do agrado de todo mundo, mas proporcionaram várias histórias que tocaram os seus fãs. Soul Eater é um Mangá/Anime que não é tão lembrado hoje em dia, mas fez um sucesso moderado na sua época (2008-2009) e é bem lembrado por aqueles que o curtem. Como qualquer Anime e Mangá que faz sucesso, Soul Eater foi expandido para outras mídias, incluindo games. Games baseados em Animes tendem a ser muito 8 ou 80, às vezes sendo muito bons, outras muito ruins e outras apenas sendo medianos. Mas em que espectro a qualidade de Soul Eater - Battle Resonance se encontra? é o que veremos. 

Fase 1: O Que É Soul Eater
Soul Eater começou como um Mangá de Atsushi Ohkubo publicado pela Gangan Comics em 2004 (por sinal, essa Gangan Comics é subsidiária da Square Enix e, sim, a Square Enix faz outras coisas além de RPGs). A sua adaptação em Anime chegou em 2008 e fez um sucessinho razoável, mesmo que tenha terminado prematuramente (o Anime terminou em 2009 e o Mangá em 2013). Simplificando a premissa, dá para dizer que se passa em Shibusen, uma escola na qual os seus alunos caçam demônios (na verdade são humanos corrompidos, mas tanto faz) e bruxas. Ela é a principal instituição de treinamento para pessoas que viram armas (não questione) e aquelas que as usam. O objetivo dos alunos é fazer com que a arma absorva 99 almas de demônios e 1 de bruxa para torná-la uma Death Scythe, um tipo de arma fortíssima para ser usada pelo diretor, o Shinigami-Sama (também conhecido como Doutor Morte ou Lorde Morte, nas versões brasileiras). Não sei se esse resumo fez jus ao que Soul Eater é, mas tanto faz. Mesmo não sendo tão importante, posso dizer um pouco da minha opinião da obra: É até legal, não é um dos Animes ou Mangás que eu mais gosto mas é competente, gosto da sua ambientação, lutas e carisma, mas tenho problemas com a implementação de Fanservice.
Fase 2: Gráficos 
Os seus gráficos são meio mistos na qualidade. Os cenários e modelos de personagens não chegam a ser muito ruins e até conseguem traduzir bem o estilo da obra para o jogo, mesmo não sendo grande coisa. Mas o que destrói o visual de vez são as animações. Os principais adjetivos que uso para descrevê-las, são duras e sem vida. A forma com que os personagens se movimentam é bem travada e me dá a estranha impressão de que são simultaneamente muito leves e muito pesados. Outra coisa que me incomoda são as expressões faciais. Os rostos dos personagens são apenas textura, mas não é isso que me incomoda e sim que em boa parte dos golpes eles acabam sendo muitos estáticos, e somando isso com as animações porcas e pouco dinâmicas, acaba deixando o negócio ainda mais enfadonho (as expressões até mudam em algumas das intros, e também quando tomam dano, mas não chega a salvar o resto).
O pior de tudo, é que essas animações nem chegam a ser engraçadas por serem ruins e não me dão gosto de tirar sarro (para ter ideia, Mortal Kombat 4 sofre destes mesmos problemas, mas lá eu as achei  engraçadas pela "malfeitice"). Mesmo conseguindo traduzir bem o estilo visual da obra para o jogo, as animações não chegam a compensar. 
Fase 3: Som 
Assim como nos gráficos, a trilha sonora também é mista na qualidade. Não tenho opiniões muito fortes sobre as músicas, algumas até são legaizinhas, mas boa parte delas não se destacam tanto, sendo só medianas, diferente das músicas do Anime, que são muito boas. 
Os efeitos sonoros também são como as músicas, medianos, e não se destacam muito. Sobre as vozes, são as mesmas do Anime e os dubladores realmente fizeram um ótimo trabalho, mas por ter muita gritaria nas vozes fica meio cansativo de ouvir por um tempo (eu fui perceber depois, que esse meu problema com gritaria era só com Maka, Black Star e Ragnarok, o resto é de boa). Um problema recorrente no áudio desse jogo é a compressão. As músicas são a parte que menos sofreu com isso (pelo menos a um certo nível), mas é nas vozes e efeitos sonoros que fica mais notável. Os sons e vozes são todos abafados, e o que me estranha mais é que no modo história as falas dos personagens estão em uma qualidade aceitável e não muito abafada, além de que a música sempre diminui de volume quando as lutas ocorrem (não, o fato dele ter sido lançado simultaneamente com a versão de PSP não justifica as mancadas no som e no visual, e o jogo é de 2009 e ambos os consoles já trilharam bastante para ter jogos que tirassem proveito deles nesse período). Em resumo, a trilha sonora desse jogo é uma bagunça.
Fase 4-1: Combate 
Por ele ser um jogo de luta, essa é a parte mais importante. Diferente de vários jogos de luta de Anime, Battle Resonance decide usar o esquema parecido com jogos de luta 2D clássicos, ao invés dos típicos Arena Fighters de outros joguinhos de Anime. Os direcionais e o analógico controlam o personagem e ao direcioná-los para cima os faz pular (estranhamente, não tem como agachar nesse jogo), o ◻ é o ataque corpo-a-corpo e o △ é o ataque com arma, o X faz o ataque especial do personagem, ⭘ carrega lentamente a barra de energia (e apertá-lo junto à direção para frente, dá uma agarrada no inimigo), e quando ela estiver cheia, apertar o L1 e R1 juntos fará a ressonância de alma (não irei dar explicações de lore aqui), o que aumentará o nível da barra, e caso chegue no nível máximo (o 3° nível), o personagem poderá dar um super golpe que tira tanto dano que eu achava que era um Insta-Kill na primeira vez. Até mesmo no que importa, esse jogo não se salva. Por mais que eu aplauda a decisão de não terem usado o formato de Arena Fighter, ainda tem problemas consideráveis. Aquela estranha impressão de ser simultaneamente leve e pesado nas animações também se aplica aqui. A mobilidade e os golpes são muito flutuantes, ao mesmo tempo que parecem ser pesados e tudo ser travado demais pra ser bom de jogar. As lutas também acabam não tendo muita estratégia, se resumindo em esmagar botões ou spammar projéteis e foi com essa 2° opção que eu resolvi vencer a maioria das batalhas. E isso acabou se provando eficaz. Eu até entendo o que os desenvolvedores planejavam com o combate desse jogo, um jogo de luta feito para ser acessível até para quem não costuma jogar jogos de luta (algo justo, pois não é todo fã de Anime que tem habilidade para esse tipo de jogo), e dependendo do ponto de vista é possível se divertir com o que tem, mas o negócio acabou sendo tão travado e limitante que acaba sendo mais chato do que divertido (pelo menos ele não é "injogável"). 
Fase 4-2: Modos de Jogo 
Eu não tenho muito a comentar sobre os modos de jogo, já que são poucos: O Single Mode é só um compilado 3 modos onde o jogador luta contra a CPU (Arcade, Free Battle e Team Battle); O Versus Mode é apenas o Free Battle e Team Battle no Multiplayer (se você jogou KOF, já sabe como o Team Battle funciona); O Adventure Mode é basicamente o modo história, no qual você faz missões que são relacionadas aos eventos do Anime ou não. Por último, temos as Voice Settings, em que eu acho que você muda os conjuntos de falas dos personagens (eu não entendi bem como essa joça funciona) e as Opções, onde você muda coisinhas bem básicas, como volume e o mapeamento dos botões. Como podem ver, esse jogo não tem muitos modos e a quantidade e duração deles não é o bastante para manter os jogadores entretidos. Mesmo sendo algo ruim, esse não é o pior dos pecados e sim: não ter nenhum tutorial ou modo de treinamento. Apesar de ser um jogo de luta mais simples e acessível, um iniciante pode não estar ciente de como o joga na primeira vez e a falta desses modos pode botar mais sal na ferida. Ainda assim, duvido muito que esse jogo teria um tutorial que fosse bom, então um modo de treinamento pode ser o bastante. Eu perdoaria a falta de um modo de treinamento se fosse um jogo da época do SNES, quando os jogos de luta ainda estavam começando a ganhar popularidade e não tinham muito com o que trabalhar, mas em 2009 já é inaceitável, pois nesse ponto já é obrigatório um jogo de luta ter um modo de treinamento e a falta de um o prejudica consideravelmente. 
Fase Final: O Verídico 
Prós: 
+ Até tem um pouco do charme de Soul Eater 
+ Não é injogável 
Contras: 
- Animações duras e sem vida 
- Bagunça no áudio 
- Jogabilidade travada 
- Pouco conteúdo e ausência de modo de treinamento 
Nota Final: 
3.8 
Resumindo: Soul Eater - Battle Resonance é um jogo de luta de Anime onde as palavras chave são incompetência e economia de trocado. Mesmo tendo o charme da obra original, não é o suficiente para salvar o resto. O combate, apesar de que dá para se acostumar com ele, de boa, não o torna bom devido ao quão travado e limitado é o seu funcionamento. Além disso, as animações são péssimas, a trilha sonora tem discrepâncias em cada área e há pouco conteúdo para desfrutar, com a falta de um modo de treinamento sendo o pior pecado possível. Talvez até possa te divertir um pouco se for fã da franquia, mas mesmo assim, ele não oferece muito de substancial. Além  disso, focar tanto em trazer referências para os fãs ao invés de oferecer uma gameplay competente é justamente o seu maior problema. 

Já conhecia Soul Eater? Se teve contato com a franquia, o que achou? Já jogou esse jogo? Gostou da postagem? Comente e compartilhe nas redes sociais, Bye Bye! 

Recado Final: E por fim, este especial chega. O título "Especial" não é só por ser um especial de Halloween, mas por ser o ponto onde eu finalmente irei largar o meu sistema de pontuação de 0 a 10 e o nome "Survival Mode" para o meu quadro de reviews. Foi bom enquanto durou. A partir de agora, farei retoques  neste quadro meu e em como avalio os games.

quinta-feira, 29 de setembro de 2022

Minhas esperanças para Disgaea 7


Olá, povo do submundo, tudo bem? Eu não tinha comentado aqui no Blog tanto quanto queria, mas me considero um fã de Disgaea. Mesmo que eu não seja mais tão obcecado por ela (era mais quando tinha meus 15 anos),é uma franquia que tem um espaço no meu coração, ainda mais por ter descoberto o meu gosto por RPGs Táticos com Disgaea 5. Recentemente, anunciaram Disgaea 7 e, com esse anúncio, quero dispor as minhas opiniões sobre o que apresentaram, mesmo que por não ter lançado, não dê para fazer algo tão profundo. Mas dane-se, irei fazer isso pelo impacto pessoal que essa franquia me deu (e por não ter ideia do que fazer). Vamos lá! 

Antes de dispor o que tenho para falar sobre o Game, preciso apresentar: 

O que é Disgaea? 

Disgaea é uma franquia de jogos de RPGs Táticos criada pela Nippon Ichi Software (NIS para os mais íntimos). Os jogos se passam no submundo (ou inferno, se preferir), com demônios de vários tipos, e tendo bastante foco no exagero e no seu senso de humor, que posso descrever como uma versão Anime de Família Addams. O exagero está presente não só nas animações e comédia, mas também em suas mecânicas. Além dos sistemas padrão de RPGs Táticos, Disgaea coloca uma quantidade absurda de sistemas, como monstros que viram armas, cristais que dão atributos bônus ao terreno, arremessar os seus parças, ataques em grupo etc. e eu só cheguei a mostrar o que está na superfície. Mas o seu maior diferencial são os números. Os personagens (e absolutamente tudo) da série chegam ao nível máximo de 9999 e os números de seus atributos conseguem ultrapassar a casa dos milhões e causar danos tão grandes quanto essas ultrapassadas. Por mais que seja uma baita Grindfest (jogos em que o Grinding/Farming é proeminente) e tenha sistemas mais complexos do que deviam, a graça está em como todos eles se complementam e no quão flexível eles são. Claro que tem problemas, como ser um tanto cansativo, focar mais nos números do que em estratégias muito elaboradas, ter pouca variação nas missões, ser lotado de conteúdo desnecessário e por usar vários clichês de Animes - o que acaba incluindo alguns não muito agradáveis, como o tarado à la Mineta ou Lolis desnecessariamente sexualizadas, mas, mesmo assim, não deixa de ser bom para mim. Com essa introdução desnecessariamente prolixa terminada, irei comentar sobre o tópico em questão. 

Disgaea 7 está programado para ser lançado em 23 de janeiro de 2023 (pelo menos no Japão, pois a data para o resto do mundo não foi confirmada), disponível para Nintendo Switch, PS4 e PS5. Em questão de história, o que foi revelado para nós é o seguinte: O jogo se passa num mundo chamado de "Aglomerado de Submundos de Hinomoto" (em tradução livre), que é fortemente inspirado na cultura japonesa. Os nossos personagens principais, estão em uma jornada por este mundo para recuperar o Bushido (código de honra dos Samurais, que é bem complexo e não irei elaborar muito) que foi perdido com a chegada de invasores e derrubar o Shogunato Ooedo. Não dá para dizer a qualidade da narrativa, já que estou falando de algo que não foi lançado, mas a proposta me interessou e creio que dê oportunidades para um Worldbuilding mais orgânico, mas isso não irá garantir qualidade instantânea (o último Disgaea que achei que teve uma boa história, foi o 4). Agora, pelo que revelaram da Gameplay: Além da história chata, o maior problema que tive com Disgaea 6 foi que mesmo ele sendo feito para atrair iniciantes na série, acabou removendo várias mecânicas que faziam Disgaea especial, e não foi feito um bom trabalho em balancear a acessibilidade com a profundidade dos jogos passados. Agora,  sinto que Disgaea 7 corrigirá os erros do jogo passado. As mecânicas que faltavam no 6 retornaram. As habilidades de armas voltaram, dando o incentivo para masterizar as armas que faltava no antecessor, além de retornar com o sistema de aptidão, que dá mais estratégia na hora de construir os personagens. Os monstros voltaram com as características que os faziam únicos, como Magichange (os monstros se transformarem em armas) e terem suas armas próprias, ao contrário do 6, em que eles usavam tudo e não viravam armas. De mecânicas novas, tem essas aí: A primeira é a Dodeka Max, que é basicamente o Dynamax de Pokémon Sword & Shield, só que melhor aplicado. 

Essa mecânica simplesmente envolve deixar um personagem gigante, e além de deixá-los mais fortes, os permite atacar em qualquer ponto do mapa inteiro, além de poder abrir baús gigantes. Mas, pra balancear, o efeito é temporário e apenas 4 unidades no mapa podem estar com o efeito ativo (2 do jogador e 2 do inimigo). Sobre a próxima mecânica, eu precisarei de contexto para explicá-la: desde o 1° Disgaea, sempre teve a mecânica de Reencarnação. Pra quem não sabe, é uma função que faz qualquer personagem reiniciar pelo 1° nível e, assim, deixá-los ainda mais fortes quando adquirem mais níveis. Dessa vez, essa mecânica não será limitada só aos personagens, podendo também, reencarnar itens de qualquer tipo, sejam armas, acessórios, consumíveis etc. Não sei se terão outras mecânicas do Disgaea 6 que irão retornar, mas sei que a função de Batalha Automática irá voltar, contando com alguns ajustes que não estou a fim de elaborar por falta de paciência. O modo Online do Disgaea 4 também irá retornar no 7, seguindo o mesmo esquema de batalhas Rankeadas, com times de personagens controlados pela IA. De classes novas, só revelaram 2: Maiko, uma dançarina sobre a qual não sei de sua utilidade e a Versão Masculina da Ladra, cujo foco está mais em achar tesouros do que roubar itens. Também teremos 2 monstros novos, mas não revelaram informações detalhadas. Um é olhão gigante com tentáculos e outro é uma Loli de roupas chinesas... e eu sei que essa Loli é uma Jiang Shi ( uma criatura da mitologia chinesa, que é uma mistura de zumbi com vampiro e que anda pulando). 

 O título diz "Minhas esperanças para Disgaea 7", mas até agora, tudo que fiz foi ressaltar novidades de forma jornalística. É agora que vem a parte do título: Disgaea 6 foi uma decepção para mim, removendo bastante coisa que eu gostava da Gameplay da franquia e o 7 me dá esperança por retornar com aquilo que eu gostava. Claro que isso não irá consertar os problemas de jogabilidade que todos os jogos da franquia têm, mas me entreter já será o bastante. Outra coisa do 6 que não fui muito com a cara foi o 3D, mais por causa das animações do que pelos modelos em si, por elas serem menos dinâmicas e não tão exageradas. Isso foi levemente corrigido com os personagens de DLC que tiveram o dinamismo que eu esperava nas animações. As poucas animações que vi do 7 (já que a única Gameplay disponível é um vídeo TGS 2022), melhoraram um pouco, mas está longe de ser o bastante que queria. Eu não sei se a história, o humor e os personagens serão bons, mas mesmo se não for o caso, ainda terá a jogabilidade para me satisfazer, e isso já é o bastante pra mim. Mas sério NIS, melhore a performance da versão de Switch, por favor! 

Já chegou a jogar algum jogo da franquia Disgaea? Se sim, o que achou? Tem esperanças pra essa nova empreitada? Gostou da postagem? Comente e compartilhe nas redes sociais, Dood!

quinta-feira, 8 de setembro de 2022

Youtube Underground: Canal CAPSLOCK

 
Olá, Youtubers, tudo bem? Eu passo bastante tempo assistindo a vídeos no Youtube, mas  sempre tive costume de assistir a canais menores do que a maiores e mais conhecidos, por terem conteúdos os quais me apetecem mais (não que conteúdos de canais grandes sejam ruins, mas deu para entender). Por conta desse meu gosto, existe o quadro Youtube Underground aqui no Blog, como forma de compartilhar esses gostos meus que não são tão percebidos por telespectadores comuns do Youtube. Então apertem Play que as coisas talvez possam ser divertidas. 

Canal CAPSLOCK é um canal de games, mas ele não fica preso só nisso, abordando também animes, RPGs de mesa ou até filmes. Os seus vídeos consistem em Reviews, vídeo-ensaios, Podcasts, compilados de suas Lives etc. Ele comenta os seus vídeos de uma maneira informativa, crítica e concisa, às vezes tendo doses de sarcasmo (às vezes, o humor dele chega a me lembrar um pouco o Scott The Woz, até no jeito de comentar abruptamente sobre um jogo que ninguém liga). Admito que, às vezes, acho suas críticas um tanto arbitrárias e as transições do assunto do vídeo para alívio cômico nem sempre são muito orgânicas, mas quando ele faz bem o que faz, acaba fazendo bem bonito. 

Mostrarei um vídeo para tirar suas conclusões, mas antes, olhem as informações adicionais: 

Classificação Indicativa: 10 - 12 anos (imposta pela CEIPM: Classificação Etária Imposta Por Mim) 

Duração dos Vídeos: 4 - 40 minutos

Frequência de Postagem: Alta 

Número de Inscritos (até o momento): 93 mil 

Curiosidade do Canal: Mesmo sendo um canal bem de nicho e com uma popularidade super moderada, fez algumas participações especiais no canal Colônia Contra-Ataca (e suponho que alguns de vocês o conheça por causa dessas participações especiais). 

Agora sim, assistam ao vídeo para tirar suas conclusões: 

Se o vídeo não te convenceu, tudo bem. 

Assista Se: Gostar da sua forma de comentário; o seu senso de humor clicar com você; gostar do seu conteúdo diverso. 

Não Assista Se: Não aguentar o seu estilo de crítica e humor. 

O Que Acho Sobre: Canal CAPSLOCK é um canal competente. O Araújo elabora bem suas críticas e quando faz algo informativo, demonstra, de uma forma inteligente, o que aborda, sem perder tanto a concisão. O seu humor também é da minha praia, com o seu estilo de sarcasmo e autoconsciência me agradando. Além disso, ele tem uma boa diversidade no seu conteúdo, não abordando apenas games, como também outras mídias. Claro que ele nem sempre acerta nas suas críticas ou na comédia, mas quando acerta, acerta na mosca. 

Já conhecia o canal? O que achou do vídeo? Gostou da postagem? Comente e compartilhe nas redes sociais, Bye Bye!