domingo, 30 de agosto de 2020

Survival Mode: Metal Slug XX (PSP)

Metal Slug XX - Playstation Portable(PSP ISOs) ROM Download 
Olá, soldados, tudo bem? Já  faz 2 anos que a minha maratona de Metal Slug acabou, mas tinha mencionado na análise de Metal Slug 6 que havia possibilidade de que uma análise do Metal Slug 7 chegaria mais cedo ou mais tarde, e a hora é agora. Decidi fazer a análise na versão de PSP que é chamada de Metal Slug XX (ou Double X), porque quando tentei jogar a versão original lançada pra DS em um emulador, percebi que a ROM era mal otimizada. Então peguem suas armas, que a guerra hoje será tensa, Mission Start!

Fase 1: Enredo
O esquadrão Falcão Peregrino, as SPARROWS e os Ikari Warriors partem para enfrentar o General Morden e o seu exército (de novo). Depois de derrotá-lo, um portal se abre, mostrando o exército da "Rebelião" do futuro. Com o Morden tendo ajuda de seus soldados do futuro e tecnologias avançadas, cabe aos nossos heróis derrotá-lo mais uma vez.
Fase 2: Gráficos 
Os Jogos mais LEVES (e Compatíveis) para PPSSPP no Android - Motasgameplay
A maioria dos Sprites dos personagens são reciclados dos jogos anteriores, mas isso não importa, pois eles continuam bonitos desde 1996, apresentando animações fluidas, cores vibrantes e muita expressividade. Esses Sprites fazem parte da identidade visual da franquia e imaginar Metal Slug sem eles é meio estranho. Por outro lado, os cenários são desinteressantes, já que são mortos, pouco inspirados e pouco memoráveis (o único cenário memorável é o da quarta fase, que se passa em uma cachoeira) e já que o enredo do Game contém viagem temporal, eles poderiam usar essa ideia para ter cenários mais criativos, como uma fase que se passaria em uma época medieval ou um mundo futurista que pareceria ter saído de uma filme de ficção científica dos anos 80. Eu sei que isso é bem viajado, mas e daí? Metal Slug nunca teve medo de viajar nos conceitos. Em resumo, os Sprites continuam belos como sempre foram, mas os cenários não são muito interessantes.
Fase 3: Som
Eu posso afirmar que a trilha sonora desse Metal Slug é muito boa. As músicas são muito boas, provavelmente uma das melhores coleções de músicas da série. Elas são legais de ouvir, tem uma instrumentação boa e apesar de não serem tão memoráveis quanto as dos anteriores, continuam divertidas. Escutem:
Os efeitos sonoros continuam bons, as explosões e os tiros continuam satisfatórios, mas o locutor e os gritos dos soldados são os mesmo que foram utilizados no Metal Slug 6 e isso é uma pena, porque os locutores e os gritos antigos eram mais expressivos e os que foram introduzidos no 6 são tão monótonos! E o pior é que a versão original de DS utiliza os gritos originais dos soldados, então, porque eles não foram utilizados aqui nas versões seguintes? Mesmo assim, não tiro o mérito dos efeitos sonoros serem decentes.
Fase 4-1: Controles 
Psp-1000.jpg
Como fiz análise na versão de PSP, nada mais justo do que usar os botões do próprio console como base para a explicação. O analógico ou as setinhas movimentam o personagem e a mira, o botão X faz o personagem pular, o botão ◻ faz o personagem atirar quando está longe e dar facadas quando está perto (vale constar que no menu de opções, dá para ativar o Auto-Fire, que permite dar vários tiros consecutivos apenas segurando o botão e isso facilita bastante), o botão O faz o personagem arremessar granadas, segurar o botão L e apertar o ◻ é uma forma alternativa de ataques corpo a corpo e apertar o R troca as armas. Não mudou nada em relação ao Metal Slug 6, mas isso não importa, porque os controles continuam precisos e responsivos como sempre foram.
Fase 4-2: Personagens 
Pin en Nerdy things
Admito que esses desenhos dos personagens são muito lindos

Vou escrever sobre o que cada personagem faz, em relação a essa imagem, em ordem de esquerda
pra direita. Eri Kasamoto é a especialista em granadas no jogo, ela carrega o dobro de granadas comparadas com o resto dos personagens (o número padrão é 10, então ela carrega 20, matemática básica, meus consagrados) e pode mudar a direção em que elas são lançadas. Marco Rossi tem a pistola mais forte entre todos os personagens e só (esperava mais? que pena!). Tarma Roving é o especialista com veículos no jogo, quando ele monta em um veículo, a resistência e dano dele são aumentados e também ele trava a arma principal dos veículos quando anda, isso pode tanto atrapalhar, quanto ajudar. Fio Germi é a especialista em armas no jogo, ela sempre começa as fases com uma Heavy Machine Gun e a munição obtida por coletar armas é aumentada. Ralf Jones sacrifica o ganho de munição e granadas, para focar em ataques corpo a corpo poderosos e ele morre com 2 golpes, ao invés de morrer com 1 só. Clark Steel começa com 4 vidas extras ao invés de 3 e só (também esperava mais? isso lhe serviu como lição para não criar expectativas altas!). Leona Heidern é uma personagem que só está disponível via DLC na versão de PSP (nas versões subsequentes ela já vem incluída, mas não consegui jogar com ela por não conseguir baixá-la), suas habilidades incluem ganho aumentado de munição e granadas, resistência aumentada nos veículos e ela continua a carregar suas armas mesmo depois de morrer. A Leona não estava no 6 e nem na versão de DS do 7, mas o resto dos personagens não mudaram em nada com relação ao 6.
Fase 4-3: Veículos e a única arma nova 
A única arma nova nesse jogo é a ThunderShot, basicamente, é a arma mais apelona já criada na série, já que ela é forte, rápida, tem um ótimo alcance e seus tiros são teleguiados. O primeiro veículo novo é o 1: Slug Truck, ele é um carro de mina com metralhadoras e pode se conectar com outros vagões que contém canhões (rimei sem querer), o maior ponto fraco é que ele não consegue andar quando a metralhadora está apontada para baixo. 2: Slug Armor é exatamente a mesma coisa da LV Armor do Metal Slug 3, a única diferença é que ela tem um canhão (empolgante). Por último, 3: Slug Giant é um robô gigante que contém uma metralhadora na região pélvica (fica até parecendo um "certo órgão"), um canhão plasmático e pode atacar com suas garras, ele é bem eficiente, apesar da mobilidade lenta. A arma nova é bem legal e o Slug Giant é uma adição divertida, mas o resto não me animou.
Fase 4-4: Dificuldade
Lembro que na minha análise do Metal Slug 6, teve um comentário que perguntava se o mau balanceamento da dificuldade do Metal Slug 6 foi corrigido no 7, mas já que estou fazendo uma análise do 7 agora (de uma versão específica do 7, pra ser mais exato), posso responder a essa pergunta com exatidão: NÃO, e me arrisco a dizer que ficou ainda pior. A dificuldade do 7 tem os mesmos problemas que eu tenho com a dificuldade do 4, como: momentos em que a tela está com mais inimigos do que deveria e projéteis que te dão pouco espaço para desviar. Se já era chato no 6, aqui esses problemas foram drasticamente amplificados. O Zé Frescurento ali no canto pode estar pensando "ain, vc só reclama pq naum conseg joga direito, çeu leite com pera!!!", mas não deem ouvidos a ele. A dificuldade do 7 não é bem feita como em Metal Slug 1,2 e X (ou no 3 e no 5, até um certo ponto), já que esses jogos, mesmo sendo difíceis, ainda te davam espaço para poder desviar e não entupiam a tela com mais coisas do que deveria, e no 7, é só difícil por ser difícil. Tá certo que o Game tem Continues infinitos e tem seleção de dificuldades, mas e daí? a dificuldade não está na medida certa e puxou muito pro 4 em termos de ser difícil apenas por ser.
Fase 4-5: Combat School 
Esse modo já existia nas versões de console de alguns Metal Slugs anteriores, mas como não cheguei a jogar estas versões, vou fingir que é novidade (na verdade, eu já joguei a versão de PS1 do Metal Slug X, mas só fiz uma jogatina rápida e não experimentei o resto). Combat School se trata de um modo desafio, geralmente consistem em passar de uma fase sem morrer, derrotar o máximo de inimigos possível, salvar o máximo de prisioneiros possível ou até derrotar um chefe sem morrer, mas também há alguns desafios mais variados, como: levar uma bola até o final da fase, coletar o máximo de comida possível ETC. Pra ser honesto, me diverti mais com esses desafios do que com a campanha principal, e mesmo com as restrições, achei que boa parte deles foram mais justos do que as próprias fases do Game.
Fase Final: O Verídico 
Prós: 
+ Os Sprites tem a mesma qualidade de sempre... 
+ A trilha sonora é muito boa 
+ A jogabilidade continua boa 
+ A Combat School é divertidíssima 
Contras: 
- ...Mas os cenários são desinteressantes 
- Dificuldade desbalanceada 
- Não inovou em nada 
Nota Final: 
7.8 
Resumindo: Metal Slug 7/Metal Slug XX é um Game decente. Os Sprites continuam tendo a qualidade característica da série, a trilha sonora é boa e a jogabilidade continua bem precisa. Mas o maior pecado que o Game cometeu foi não tentar. Eu sei que os jogos da série Metal Slug não inovaram tanto nas sequências, mas ainda dá pra perceber que os desenvolvedores tentaram trazer algumas novidades de pouco em pouco, e pasmem, até o 4, que era provavelmente o mais seguro da série até então, tentou inovar mais, e o 7 não tem muitos destaques. A dificuldade não está na medida certa, como era nos primeiros Games, mas pelo menos o modo Combat School conseguiu me divertir. Apesar de alguns erros no balanceamento e a falta de inovações, ainda é um jogo divertido. 

Já jogou Metal Slug 7/Metal Slug XX? Achou-o bom ou ruim? Achou que precisa inovar mais? Gostou da postagem? Comente e compartilhe nas redes sociais, Mission Complete!

quinta-feira, 13 de agosto de 2020

Games para jogar durante a quarentena (parte 2)

Olá, povo que está se isolando para evitar o Coronavírus, tudo bem? Já se passaram vários meses e a pandemia do Coronavírus ainda não acabou. É justamente nesse momento que precisamos aproveitar o nosso tempo livre para nos alegrarmos com algum passa-tempo, como livros, filmes, séries ETC. Com os Gamers de plantão, é claro que é importante pegar alguns Games para jogar nesse momento de desgraça, mas quais? É exatamente por isso que lhes apresento a parte 2 dos games para jogar durante a quarentena. Então coloquem máscara e passem álcool gel nas suas mãos, porque é hora de passar o tempo jogando para evitar ser contaminado(a/e).
Lembrete: Os jogos que coloquei nessa lista não são necessariamente Single-Player, mas podem ser aproveitados jogando com apenas uma pessoa. Escolhi jogos que tenham bastante conteúdo, mas nem todos são abarrotados de conteúdo e podem ser zerados em quantias de horas que ultrapassam 3 dígitos. Além do mais, só irão entrar jogos que eu joguei.

Com o isolamento, as pessoas estão ficando mais sedentárias (inclusive eu, que não estou fazendo aulas de Muay Thai por causa da pandemia), mas isso não significa que não dá para fazer exercícios dentro de casa. Se você é Gamer e quer se exercitar, que tal uma franquia de jogos de dança?
E3 2019: Just Dance 2020 é anunciado e será lançado em 5 de novembro de  2019. | Just dance, Jogos de dança, Dança
Just Dance é uma série de Games de dança que surgiu em 2009 e, desde então, começou a ficar mais popular. A jogabilidade da franquia Just Dance se resume a imitar passos de pessoas com cores saturadas e isso é mais divertido do que parece, pois os passos são descomplicados (na maioria das vezes) e isso torna qualquer jogo da franquia bem acessível. Há versões para vários consoles disponíveis e tanto faz qual versão você pegar, porque todas são extremamente divertidas. Com sua diversão casual e jogabilidade com danças que podem te fazer suar, a franquia Just Dance é uma ótima opção para fazer exercícios nessa quarentena.

De uma série de Games para outra. RPGs apresentam histórias desenvolvidas e sistemas de combates relativamente complexos, e um tipo de RPG que é mais complexo do qualquer outro, é o RPG tático, que como o nome já diz, requer muita tática e entendimento dos seus sistemas. Com a quarentena nós temos muito tempo livre para fazer o que bem entendermos e aprender alguma coisa mais complexa requer tempo livre, então nada melhor do que indicar a minha série de RPGs táticos favorita.
DisgaeaLogo.png
Disgaea é uma série de JRPGs táticos que começou na época do PS2 e conforme o passar do tempo, apresentou mais jogos e roubou o coração de alguns jogadores (inclusive o meu). A minha escolha da série Disgaea nessa lista não provém apenas do meu favoritismo, ela também provém de que o combate dos Games da série, apesar de complexo, é fácil de aprender e é possível passar o jogo  todo usando apenas as mecânicas básicas, além de incentivar customização e experimentação e precisar de muito tempo livre (alguns jogos da série ultrapassam mais de 100 horas de duração, caso queira fazer 100%, mas só se quiser fazer 100%). Com tempo livre de sobra, você pode dar uma chance a essa série com um combate complexo e um senso de humor sarcástico.

Eu sei que esse jogo é bem popular e nunca fui muito fã dele, mas depois de ver uma notícia sobre ele alguns meses atrás, decidi colocá-lo na lista.
The default player skin, Steve, running across a grassy plain while carrying a diamond pickaxe. Alongside him is a tamed wolf. In the background, there is a pig, a chicken, a cow, a burning skeleton, a zombie, and a creeper. Mountains and cliffs fill the background, and the sky is blue, filled with clouds. Hovering over the scene is the Minecraft logo.
Minecraft é um famosíssimo jogo de mundo aberto que fez sucesso desde o seu lançamento (2011) até hoje. O que faz esse jogo ser uma ótima opção na quarentena é a liberdade criativa proporcionada por ele, já que tem gente que constrói mansões, chafarizes, calculadoras ou até mesmo a Dinamarca inteira e caso não tenha muita criatividade pra isso, dá pra jogar normalmente de boa, só sobrevivendo e construindo casas simples. A notícia que me fez incluir esse Game na lista, foi que na UFMT de Cuiabá, os alunos tiveram que fazer uma formatura Online no Minecraft por causa da pandemia, até fizeram avatares e uma construção enorme. É claro que com a liberdade criativa de Minecraft, o jogo acaba se tornando uma ótima maneira para passar o tempo na quarentena e mesmo se você não tiver muita criatividade, também dá uma boa maneira de passar o tempo, então todo mundo sai ganhando (exceto quem não é muito fã do Game, como eu).

Eu não cheguei a jogar o Game completo, mas cheguei a jogar a Demo e foi com essas impressões que tive que me fez incluí-lo na lista.
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Tomodachi Life é um simulador de vida lançado para o 3DS que usa os Miis do próprio console como personagens. Nesse jogo, você cria Miis, determina suas personalidades e faz muitas outras coisas, como comer (no sentido alimentício), se casar, fazer musicais e muito mais. Ele não é tão diferente de outros simuladores de vida como Animal Crossing e The Sims, mas isso é detalhe. O que o torna bom, nesse período catastrófico, é que ele é um jogo feito pra relaxar, sentir bem e deixar a zueira comer solta, exatamente o que estamos precisando nos momentos deprimentes. Ele pode não ser tão diferente de Games do mesmo gênero e não é o Game que queremos, mas Tomodachi Life é o que precisamos para nos alegrar no meio dessa pandemia.

Pra finalizar, a franquia que eu amo, mas que com o passar do tempo, tem se tornado uma relação de amor e ódio.
International Pokémon logo.svg
Pokémon dispensa apresentações, então eu vou direto ao ponto. Eu estou recomendando os Games da série principal, mas se quiser fazer escolhas mais ousadas, pode pegar Pokémon Conquest, a sub-série Mystery Dungeon ou qualquer outro Pokémon. O que me fez escolher essa franquia, é justamente o conceito. Capturar Pokémons, se aventurar por aí, batalhar com treinadores, líderes de ginásio e eventualmente a liga Pokémon, é o que o torna um ótimo passa-tempo. Eu tô com preguiça de escrever, então vou deixar a descrição desse jeito.

Sabe quais outros jogos são bons para passar o tempo na quarentena? Como você se sente em relação a esta situação? Gostou da postagem? Comente e compartilhe nas redes sociais, fiquem em casa.

segunda-feira, 3 de agosto de 2020

Survival Mode: Tales of Eternia (PSP)

Tales Of Eternia - Playstation Portable(PSP ISOs) ROM Download 
Olá, jogadores que gostam ou não de JRPGs, tudo bem? Fazer aquela postagem sobre o motivo de eu achar os JRPGs tão divisivos e aquela análise de Super Mario RPG me encorajou a fazer análise desse gênero de Game que eu hesitei em falar sobre, aqui no Blog, por medo de entediar os leitores tentando explicar os conteúdos desse tipo de jogo, já que tem bastante coisa para explicar.
Já que me animei em lidar com um gênero pouco citado aqui no Blog, vou fazer análise de um Game de uma franquia que não tinha jogado antes, mas que eu pretendia jogar quando tinha 11 anos e não consegui por conta do meu acesso limitado aos Games da série. É melhor preparar suas espadas e magias, porque a aventura de hoje será de outro mundo.

Fase 1: Enredo 
O Game se passa em um universo chamado Eternia (agora está explicado o nome do jogo, se você achou que era alguma referência de He-Man, se enganou redondamente), na qual existem dois mundos bem próximos chamados Inferia e Celestia, que são separados por uma barreira chamada Barreira de Orbus. Em Inferia, dois amigos chamados Reid e Farah estão conversando e notaram uma coisa estranha com a Barreira de Orbus. Enquanto isso, uma nave caiu perto do local de onde eles estavam e, dentro dela, acabaram encontrando uma garota misteriosa que fala em uma língua estranha e um animal exótico, que são aparentemente de Celestia. A partir daí, uma jornada começa para tentar descobrir o que está acontecendo com a barreira e, potencialmente, impedir uma catástrofe. Por mais que eu tenha gostado do conceito desses dois mundos estarem tão próximos, mas não interagirem um com o outro e saberem de sua existência, a história é bem fraca, já que os acontecimentos são muito genéricos e os personagens são pouco memoráveis (chego nesse assunto depois), mas ela não é inteiramente ruim, pois posso dizer que em relação a Celestia, a história faz um bom trabalho em mostrar como é a cultura local e como se difere de Inferia. A história não é grande coisa, mas é inofensiva. 
Fase 2: Gráficos 
Geekquest - Review de Tales of Eternia - Como se fazer um action RPG 
Graficamente falando, o jogo é só OK. Os cenários e os personagens até que são bem feitinhos e gosto como os cenários parecem pinturas, mas as cores são meio apagadas e não sei como me sinto em relação a isso. As animações dos personagens são só medianas, nada muito bom e nada muito ruim e assim como a história, são inofensivas. Também há um mapa-mundi que contém cenários em 3D, mas eles não são muito bonitos. Falando em não muito bonito, há algumas cenas feitas em computação gráfica e elas são bem feias, no PS1 (esqueci de avisar que a versão de PSP é um Port) não impressionavam, mas no PSP impressionam menos ainda, porque além de feias e datadas, ficaram muito borradas. Por causa da tela menor do PSP, o jogo tem uma câmera mais aproximada do que a versão de PS1, mas isso não chegou a deixá-la injogável, pois a vista do jogo não é tão próxima a ponto de dificultar a jogatina. Além do mais, os gráficos na versão de PSP não são tão estourados quanto a de PS1. A versão de PS1 de Tales of Eternia foi lançado em 2000 e a de PSP em 2005, o que eu diria dos gráficos dessa versão se aplicam nessa daqui; "bom o suficiente, mas nada impressionante".
Fase 3: Som
A trilha sonora desse jogo não é nem um pouco impressionante. As músicas são muito sem graça, genéricas e desinteressantes, elas só ficam na cabeça quando você joga por muito tempo e acho uma pena as músicas desse jogo serem tão sem sal, já o outro Tales of que joguei (Tales of Phantasia) tinha músicas muito boas e tinha sido lançado antes do Eternia. Escutem:
As músicas podem ser sem graça, mas não são abismais, eu daria uma nota 5 ou 6 de 10. Já os efeitos sonoros, eles tem pouco impacto, deixando os golpes menos satisfatórios e as magias de cura (pelo menos a maioria delas) sem uma notificação sonora de que a vida foi restaurada (a única notificação são os números), também há alguns efeitos que me deixaram incomodado de ouvir por serem irritantes, só que esses são menos prevalentes do que aqueles que me deixaram apático. A gota d'água da trilha sonora é a dublagem, que é simplesmente ruim, e não é uma daquelas dublagens ruins que são engraçadas de ouvir (como em Resident Evil 1), é só ruim. Ouçam:
Decidi colocar a voz de apenas 1 personagem, pois não consegui achar um bom vídeo que mostre as vozes de todos os personagens principais, que seja curto e que não dê Spoiler. As vozes são tão inexpressivas e monótonas que consigo sentir o tédio dos dubladores só de ouvir e, às vezes, sinto que durante as batalhas, eles não parecem eles mesmos, por fazerem um tom de voz diferente do normal ou terem feito uma fala tão expressiva que se destaca nessa mar de monotonia. Essa dublagem com certeza é o pior aspecto da trilha sonora.
Fase 4-1: Fora do Combate
Quando você não está lutando contra monstros ou pessoas, fica andando pelo mapa-mundi, pelas cidades ou pelas Dungeons, seja falando com cidadãos, conseguindo tesouro, comprando itens ou fazendo Mini-Games. Com o botão X você confirma opções e faz ações básicas, como falar com pessoas, abrir baús ou procurar um item invisível por acidente (já aconteceu comigo) e o botão O cancela opções e te faz correr nas cidades e Dungeons quando segurado junto com o analógico, o botão △ abre um menu onde você pode usar ou ver seus itens, equipar os personagens, checar seus atributos (sem malícias), mudar a formação de batalha, cozinhar, mudar as configurações e muito mais. Os botões L e R só são usados para mexer a câmera no mapa-mundi e outro botão do PSP que só é usado no mapa-mundi é o Select, que te dá uma dicazinha do que fazer. No mapa e nas Dungeons há encontros aleatórios com inimigos, você pode estar andando e uma batalha começa do nada, ela pode acontecer quando você mal começar à andar ou só depois de um tempinho, isso pode ser chato, mas não coloco como ponto negativo, já que é uma mecânica muito utilizada em JRPGs (principalmente nos mais antigos) e não é o Tales of Phantasia (a taxa de encontros no Phantasia é tão alta que desisti de jogar mais). É que nem escola, é chata mas tem que aturar e acaba se acostumando.
Fase 4-2: Combate
É quando você entra em combate que o maior destaque do jogo (e da série Tales of em geral) vem a calhar. O combate do jogo é feito em um plano 2D, onde os personagens andam para frente e para trás e atacam em tempo real. As setinhas fazem o personagem que estiver controlando andar, o analógico pode trocar o inimigo que você estiver mirando/focando quando empurrado para algumas direções e fazer o personagem pular quando empurrado para cima, o X é o botão de ataques físicos dependendo da direção das setinhas, dá para fazer golpes diferentes e combiná-los, o botão O é o de ataques especiais e dá para fazer 4 deles dependendo da direção das setinhas (dá para escolher qual especial fica pra qual direção, então escolha os que achar mais eficientes), eles são mais fortes que os ataques físicos, mas custam TP para serem usados e se o TP chegar à zero não poderão mais ser utilizados (por isso é importante carregar itens que restauram TP), o botão ◻ defende e o botão △ abre um menu que te permite usar itens, equipar os personagens e customizar a inteligência artificial dos seus companheiros. Comparado com o Phantasia e o Destiny (não joguei Tales of Destiny), o combate foi melhorado drasticamente, já que a movimentação é mais solta, dá para fazer combos mais elaborados e as magias de ataque não congelam a tela quando são usadas, deixando a ação mais fluida e natural. Uma coisa que eu tenho a comentar é que a inteligência dos companheiros é relativamente competente, já que os atacantes atacam bem e os curandeiros te curam em boas horas, mas não vou dizer que a inteligência é perfeita, nem sempre eles são competentes, mas é um alívio ter companheiros digitais que realmente te ajudam (essa é pra você, Resident Evil 5).
Fase 5: Personagens 
Geekquest - Review de Tales of Eternia - Como se fazer um action RPG
O cara ruivo que está no canto direito é Reid Hershel, ele é um cara descontraído que não está muito a fim de fazer coisas complicadas como salvar o mundo, mas como ele é o protagonista do jogo, ele acaba indo nessa jornada. Em combate, ele é bem forte, tem uma boa defesa, um HP alto (uma quantia alta de vida, para os menos chegados) e é bem rápido, mas o seu TP não é dos mais altos, seus golpes são de curta a média distância e ele usa espadas, machados e lanças como suas armas (machados para ter cortes mais fortes, lanças para ter estocadas mais fortes e espadas para ter um estilo mais balanceado). A garota de cabelo verde é Farah Oersted, ela é altruísta e gentil, apesar de imprudente. Assim como o Reid, ela é bem forte e tem uma ótima defesa, mas diferente dele, ela é meio lenta, tem um HP e TP relativamente altos (no HP e TP, ela tem os terceiros mais altos), seus golpes são puramente de curta distância e ela tem acesso à algumas magias de cura. A garota ao fundo é Meredy, ela é a tal garota de Celestia que estava na nave e ela fala em uma língua fictícia chamada Melnics (curiosidade: existe tutoriais de como se lê e fala essa língua), ela é alegre e está sempre acompanhada de Quickie, o seu bicho de estimação. Ela tem o ataque físico mais fraco e é bem frágil, mas ela consegue atacar com magias bem fortes e tem o TP mais alto dentre todos os personagens. O cara de cabelos roxos é Keele Zeibel, ele é amigo de infância de Reid e Farah, também é bem inteligente, mas muito rude com os outros. Ele basicamente serve o mesmo papel da Meredy em batalha, mas como ele se diferencia dela? diga olá ao sistema Craymel Cage. Ao longo do Game, você vai encontrando seres que são chamados de Craymels, eles podem ser invocados em batalha, mas eles fazem Meredy e Keele aprender magias dependendo de quem estiver os segurando, isso dá uma camada de customização interessante ao Game. Há mais dois personagens que podem se juntar ao grupo, mas como são opcionais e não tem muita relevância na história, não vou mencioná-los.
Fase Final: O Verídico 
Prós: 
+ O sistema de combate é bom 
+ A inteligência artificial é decente 
+ O sistema Craymel Cage é legal 
+ Admito que Celestia é um mundo interessante 
+ Comparado com a versão de PS1, os Loadings são mais instantâneos e não há necessidade de trocar de disco
Contras: 
- A história é fraca 
- A trilha sonora é sem graça 
- É necessário fazer Grinding em alguns momentos 
Nota Final: 
8.0 
Resumindo: Tales of Eternia é um JRPG decente. O que ele peca na história e na trilha sonora, brilha no combate, que foi melhorado em relação aos anteriores, graças à movimentação mais natural e às estratégias aumentadas. Não recomendo para qualquer um, já que JRPG é um gênero de nicho e o jogo é meio datado, mas se você aprecia esse tipo de jogo e não se importa se estiver datado ou não, vá em frente. 
Curiosidades Rápidas: 
- A versão de PSP foi intencionalmente lançada em 3 de março (03/03) no Japão, por ser o terceiro Tales of
- A versão de PS1 foi erroneamente lançada como Tales of Destiny 2 nas Américas (o verdadeiro Tales of Destiny 2 lançou um tempinho depois no Japão), porque a Namco achava que os jogadores americanos estariam mais familiarizados com o Tales of Destiny que tinha sido lançado nas Américas antes (algumas fontes também dizem que foi para evitar controvérsia com He-Man, já que o mundo do desenho também se chama Eternia). 
- Há uma adaptação em Anime de Tales of Eternia (não assisti pra saber se é boa ou não) 

Já jogou esse jogo ou conhecia esse Game? Já jogou algum outro Game da série Tales of? Gostou da postagem? Comente e compartilhe nas redes sociais, Bye Bye.